Produtos Químicos e Especialidades

19 de novembro de 2017

Vencedor do Prêmio Nobel de Química em 2016, Sir J. Fraser Stoddart, encerra o Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação

Mais artigos por »
Publicado por: Petroleo e Energia
+(reset)-
Compartilhe esta página
    Petróleo & Energia, A partir da esquerda: Luiz Catalani (USP), Marcos De Marchi (Abiquim), Sir J. Fraser Stoddart (Prêmio Nobel de Química 2016), Aldo Zarbin (SBQ) e Fernando Figueiredo (Abiquim)

    A partir da esquerda: Luiz Catalani (USP), Marcos De Marchi (Abiquim), Sir J. Fraser Stoddart (Prêmio Nobel de Química 2016), Aldo Zarbin (SBQ) e Fernando Figueiredo (Abiquim)

    Evento debateu o trabalho em conjunto entre a indústria e a academia, formas de financiamento e o papel da tecnologia para a criação de inovações que permitam o desenvolvimento sustentável

    O prêmio Nobel de Química de 2016, Sir J. Fraser Stoddart, encerrou a programação do 4º Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação realizado pela associação nos dias 12 e 13 de julho, na capital paulista. O seminário fez parte da programação do 46º Congresso Mundial de Química, principal evento científico da Química, que aconteceu pela primeira vez na América do Sul, de 9 a 14 de julho, e foi organizado pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac) e pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ).

    Também participaram da sessão de encerramento o presidente do Conselho Diretor da Abiquim e diretor-presidente da Elekeiroz, Marcos De Marchi, e o presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ) e professor do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Aldo Zarbin. Os três destacaram em suas apresentações a importância de promover o relacionamento entre a indústria e a academia visando o desenvolvimento de inovações.

    Sir J. Fraser Stoddart afirmou que é preciso ter coragem e fazer escolhas que podem dar novas perspectivas à carreira. Ele contou que seu relacionamento com a indústria aconteceu pela primeira vez de 1978 a 1981, quando tirou um período sabático de três anos do mundo acadêmico. “Acho que todos da academia e da indústria deveriam fazer isso como forma de ampliar seu conhecimento, foi uma experiência transformadora, pois brilhantes cientistas trabalhavam na indústria. É necessário ter coragem para fazer coisas que não haviam sido feitas anteriormente. Isso dá uma perspectiva para a carreira”.

    Ele destacou que sua mudança para os Estados Unidos na década de 1990 lhe possibilitou entrar em contato com empresas norte-americanas que deram suporte a sua pesquisa, lembrou. Após uma vida acadêmica premiada, seu novo desafio são duas startups: a Clycladex, que desenvolveu uma tecnologia para extração de ouro de forma mais sustentável, sem o uso de mercúrio e cianeto; e a PanaceaNano, que, por meio da nanotecnologia, desenvolve soluções nas áreas de energia, nanoeletrônica, nanobiotecnologia e nanomateriais.

    O presidente do Conselho Diretor da Abiquim e diretor-presidente da Elekeiroz, Marcos De Marchi, afirmou que a Abiquim ficou honrada de ser a co-organizadora do Congresso Mundial de Química, atendendo ao convite da SBQ. “Estou convicto que a inovação na química depende da parceria entre academia e indústria e temos que chegar a uma relação mais próxima. Este evento é um excelente começo e sinal de que estamos na direção certa. Temos em comum a busca pela pesquisa e inovação no Brasil, que tornará a química nacional uma das mais brilhantes nos próximos anos, aumentando a produção científica e tecnológica, tornando nossas empresas as mais competitivas do mercado, gerando mais empregos e benefícios para a sociedade brasileira”.

    O presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), professor Aldo Zarbin, disse que o evento uniu a indústria química e academia, e que esta aproximação vem ocorrendo nos últimos anos. “Isso é um sinal de que estamos enxergando as coisas como elas devem ser. A academia (universidades brasileiras) produz mais que 2% de toda a ciência química produzida no mundo, somos o 15º país em produção de artigos acadêmicos em química, com uma inclinação da curva muito positiva, o número de publicações na área química no Brasil cresce mais que a média mundial. A oitava maior indústria química do mundo e uma academia como essa não podem ficar separadas e a SBQ é responsável por fazer essa ligação. Nossos laços estão cada vez mais estreitos”, afirmou.

    Durante a abertura do Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação, o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, ressaltou que o Brasil possui vocação natural para ter ainda mais destaque entre as maiores indústrias do mundo, criando valor e desenvolvimento para o setor químico e demais setores industriais, gerando novos empregos e mais riqueza para o povo. Figueiredo afirmou que é necessário discutir como alavancar os investimentos em inovação no País. “O seminário foi criado há alguns anos, pois acreditamos que as soluções tecnológicas em seus processos e produtos tornarão a química a ciência que mais irá contribuir nas soluções das grandes demandas deste século”, concluiu.

    O seminário contou com quatro painéis: ‘Soluções Tecnológicas da Química para o Setor de Óleo & Gás’, ‘Desafios da Biotecnologia Industrial no Brasil’, ‘O Setor Químico e a Indústria 4.0’ e ‘Venture Capital como Mecanismo de Fomento à Inovação’.


    Página 1 de 3123

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *