Máquinas e Equipamentos

Válvulas – Fabricantes nacionais investem para enfrentar importações

Hamilton de Almeida
26 de junho de 2012
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    Petróleo & Energia, Válvulas - Fabricantes nacionais investem para enfrentar importações

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    Com fábricas em São Paulo e em Sorocaba-SP, a Tyco fabrica em média 10 mil válvulas por ano. As empresas Westlock, Biffi e Morin, pertencentes à Tyco, dedicam-se exclusivamente à automação indus­trial, em que um sistema completo e moderno monitora e controla as válvulas. A Tyco trabalha basica­mente com três tipos de válvulas: de controle (regulam o fluxo do fluido, pressão e temperatura com extrema precisão, por meio de um posicio­nador); de segurança (conhecidas como válvulas de alívio de pressão, têm a função de garantir a segurança do equipamento industrial contra aumento de pressões indesejadas); e borboleta (podem exercer a função de controlar o fluxo ou de realizar bloqueio, e são conhecidas também como válvulas on-off). A empresa ainda oferece válvulas guilhotina, esfera e sanitárias, entre outras, que são fabricadas fora do Brasil.

    A política da Durcon é a de fa­bricar produtos que não têm similar no Brasil, com muita tecnologia e alto valor agregado. Isto permite à empresa exportar e competir no Brasil com os produtos importados. Trabalha-se forte em seis linhas de produtos: válvulas de controle para serviço severo, by-pass de turbinas e condicionadoras de vapor, para controle de pressão e temperatura de vapor, com redução escalonada da pressão; válvulas borboleta triex­cêntricas, com vedação metal/metal, para bloqueio e controle em aplica­ções com líquidos, gases e vapor sa­turado; válvulas de recirculação, para proteção de bombas centrífugas, evitando a operação abaixo da vazão mínima especificada pelo fabricante da bomba e incorporando a função de válvula de retenção. Modelos: NVM, NVL e VRM; válvulas gaveta, globo e retenção, para bloquear, controlar e evitar o contrafluxo em aplicações com líquidos, gases, vapor saturado e superaquecido. Modelos: aparafusadas e pressure seal; visor bicolor e indicador de nível de cal­deiras; válvulas globo para dreno e bloqueio com alta pressão.

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    Além disso, a Durcon está desen­volvendo uma família de válvulas guilhotina especiais para mineração, que será lançada em 2013. No mer­cado desde 1974, aDurcon-Vice possui três fábricas no Brasil (a quarta está em construção) e uma nos EUA.

    Lúcio relata que a RTS apre­sentou números de desempenho crescentes até a crise internacional de 2008. Veio, então, um período de vacas magras, com o avanço da desindustrialização, e chegou-se a 2011, que foi considerado “um ano atípico”. No ano passa­do, a RTS registrou 20% de expansão na produção e no faturamento. E 2012 ainda é uma incógnita. Não se arrisca a fazer previsões. A RTS produz uma média de duas mil válvu­las por mês.

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    A CSVI estima que há cerca de 20 fabricantes de válvulas industriais instalados no país, sendo 15 de capital nacional e cinco estrangeiras. Há algum tempo, a relação continha mais de 50 indústrias. As importações explicam a re­dução. Para Lúcio, 90% do que é consumido no país é importado; as indústrias locais estariam, portanto, suprindo apenas 10% da demanda. Bordignon exibe outros números: hoje, 75% das válvulas consumidas são importadas e apenas 25% são fabricadas no Brasil.

    Como nem tudo são espinhos na vida dessas empresas, Lúcio lembra que há medidas governamentais que apoiam o setor. A exigência de conteúdo local, hoje fixado em 90%, favorece a produção nacional. “A Petrobras já exige isso”, observa. Além disso, a Abimaq conseguiu no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) a implantação de licença não automática para válvulas borboleta e solenoide. E, segundo Lúcio, está em fase de elaboração a licença não automática para as válvulas de es­fera. Depois será a vez das válvulas gaveta. “O Mdic tem ouvido nossos pleitos”, conforta-se o executivo. Com essas medidas, ele considera que o setor “volta a respirar”.

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    Investimento fabril – A Emerson Process Management está investindo cerca de R$ 60 milhões na ampliação das suas instalaçõesem Sorocaba-SP. O investimento, iniciado em janeiro de 2011, transformou a unidade em sede do grupo no Brasil e torna mais ágil o atendimento às necessidades dos seus clientes. Na primeira fase da ampliação, concluída em março deste ano, a área ocupada pela linha de válvulas quintuplicou.

    “Estamos montando a nossa fábrica para ser uma referência na­cional”, afirma o diretor da unidade de negócios de válvulas no Brasil, Frank Kwan. Com esta ampliação, a Emerson passa a fabricar aqui o que antes era importado, por exemplo, os atuadores de válvulas Bettis e Elo-Matic. “Está nos planos também a ampliação da linha de válvulas de controle Fisher, já fabricadas no país”, complementa o executivo. A segunda fase do projeto será iniciada em outubro deste ano e tem conclu­são prevista para dezembro de 2013.

    Kwan revela que, há pouco mais de dez anos, a ideia da matriz era fazer do Brasil apenas um ponto de distribuição dos produtos fabrica­dos pela Fisher dos Estados Unidos. “Mas a aceitação foi muito boa e, hoje, atendemos clientes de outros países da América do Sul, como Argentina, Chile e Venezuela. Tudo porque operamos a planta com padrão mundial, ou seja, o produto feito aqui é o mesmo de todas as fábricas espalhadas pelo mundo”, garante.



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