Energia

Turbinas – Energia nas plataformas depende de modelos aeroderivados e movidos a gás

Nelson Valencio
4 de setembro de 2011
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    Com uma base em Macaé-RJ, a Agrekko tem acompanhado a evolução do setor de óleo e gás. Suas instalações passaram dos 1,8 mil m² para 11 mil m², em sete anos. A locação de grupos geradores não é a única atividade da unidade. Outra atuação da empresa são os testes de banco de carga, que simulam condições reais de operação de uma turbina antes do despacho para as plataformas.

    Petróleo & Energia, Rubens Escobar, Gerente geral da Unidade Turbocharging no Brasil, Turbinas - Energia nas plataformas depende de modelos aeroderivados e movidos a gás

    Escobar: turboalimentadores são opções às turbinas

    “Cada equipamento passa por testes na fábrica, mas mesmo assim é importante avaliá-los novamente antes do despacho e isso tem sido feito simulando as condições de operação. Com isso, podemos criar situações que emulem a demanda de 25 MW para cada conjunto, consumo demandado, por exemplo, por uma cidade de porte médio”, explicou Paoli. Ele destaca que praticamente nenhuma turbina segue para as plataformas sem o teste de banco de carga, principalmente em razão do alto custo do seguro. “Nessa etapa de simulação, o fabricante pode fazer os ajustes finos, evitando erros na ativação dos equipamentos na plataforma”, completa.

    Apesar do histórico de aplicação, a opção de turbinas de geração não representa a única alternativa de fonte de energia em plataformas e nos chamados FPSO, navios convertidos para a exploração de petróleo e gásem alto-mar. Aexperiência da ABB comprova isso. O sistema de energia que vai abastecer a P-63 (um FPSO) da Petrobras exigiu uma capacidade nominal para 100 MW de energia, e possui motores a combustão interna equipados com turboalimentadores dessa fabricante. Além do sistema principal de geração de energia, a participação dos turboalimentadores da ABB aparece também nos motores a diesel ou gás para propulsão e em sistemas auxiliares das plataformas, caso dos mecanismos de combate a incêndio, compressão, bombeamento e injeção de gás ou líquidos.

    Ex-fabricante de turbinas, a ABB repassou essa divisão à Alstom, abrindo uma nova frente tecnológica. O turboalimentador não é uma tecnologia nova, segundo Rubens Escobar, gerente geral da Unidade Turbocharging no Brasil. “Ele foi sendo aperfeiçoado ao longo do tempo, principalmente em se tratando de eficiência energética, que é um dos diferenciais para aplicação nas plataformas e nos FPSOs”, explica. “A potência de saída do motor, por exemplo, pode ser incrementada em até 75%, além de propiciar a redução de consumo de combustível e da emissão de poluentes.”

    O aumento da pressão da mistura dentro do sistema forma uma das características de evolução. Em1960, arazão de pressão atingia o valor de 1,5. Com a nova geração de turboalimentadores A100 da ABB, esse índice chegou a 5,6, em 2010. Quanto mais alta, maior a potência obtida, de forma que a provável razão de pressão de 12, prevista para ser alcançada em breve pelos turboalimentadores de dois estágios, também produzidos pela multinacional, incrementa ainda mais a eficiência dos sistemas que contam com esses equipamentos. Escobar explica que a P-63 deverá adotar um modelo dual fuel, usando tanto óleo como gás como combustível nos motores equipados com turboalimentadores da ABB.

    Segundo ele, os turboalimentadores demandam uma manutenção rigorosa, definida e determinada pela fabricante. As recomendações explicitam os limites operacionais e os intervalos de trocas de componentes, de modo que evitam que as altas cargas nos componentes rotativos internos exponham esses dispositivos a danos. “Recomendamos o padrão SIKO de segurança para as manutenções, uma especificação da ABB”, informa. Os procedimentos indicados pelo executivo fazem sentido ao se constatar, por exemplo, que a velocidade das aletas em operação pode chegar a1.750 km/he as temperaturas no turboalimentador podem atingir700°C. A operação expõe cada aleta a uma força centrífuga de até 100 t, formando um ambiente bastante agressivo.

    Assim como outros players, a divisão Turbocharging da ABB também se prepara para ampliar o atendimento ao mercado offshore. Além dos três centros de serviços atuais – Santos-SP, Rio de Janeiro-RJ e Manaus-AM –, a empresa deve abrir pelo menos mais um no Nordeste. O da cidade paulista deve se concentrar nos projetos de pré-sal da Bacia de Santos, enquanto o do Rio está focado na produção regional de óleo e gás, e o de Manaus fica com as operações de gás natural e petróleo da Região Norte.



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