Tratamento de superfície: Tecnologia avança e substitui elementos danosos ao ambiente

A Praxair Surface Technologies (PST) deve no próximo ano investir cerca de US$ 500 mil em ferramentas capazes de aumentar a produtividade de sua planta brasileira, localizada na cidade paranaense de Pinhais (que foi ampliada em 2012). Hoje, a PST foca de maneira muito decidida o mercado de O&G, para o qual exibe como principal atração um tratamento fundamentado em um revestimento alumino-cerâmico, comercialmente batizado SermaGard.

Esse tratamento, explica Nelson de Oliveira, gerente de vendas da PST, tem grande capacidade de proteção contra corrosão. Na indústria de O&G é utilizado em aplicações onshore, offshore e subsea, e em itens como fixadores, luvas de risers, peças de blow out preventers (sistema projetado para impedir o fluxo descontrolado de hidrocarbonetos e gases durante a perfuração de poços de petróleo), entre outros. “Este ano tratamos os primeiros fixadores para essa indústria”, ele conta. “Também estamos encontrando demanda proveniente do setor de energia eólica”, acrescenta.

O SermaGard, argumenta Oliveira, coloca-se como alternativa ao tratamento com cádmio – metal com crescentes restrições ambientais – e com fluorpolímeros, em relação aos quais apresenta maior resistência à radiação UV.

A tradicional Cascadura voltou este ano a oferecer o processo de níquel químico em sua unidade do Rio de Janeiro (uma das seis plantas mantidas pela empresa em várias regiões do país). “Essa tecnologia está hoje mais focada no mercado de O&G, principalmente nos componentes submersos das árvores de natal”, ressalta Ricardo Leoni Maffei, diretor da Cascadura. Ainda no Rio, a empresa agora oferece uma tecnologia composta por um níquel químico antiaderente, apto a ser utilizado tanto na indústria alimentícia quanto na farmacêutica.

A Cascadura, também neste ano, passou a oferecer no Brasil uma tecnologia denominada laser cladding, mediante a qual uma solda feita de ligas especiais de níquel é aplicada a laser. “Esse tratamento é usado, por exemplo, em peças de árvores de natal, pois a aplicação a laser permite alta adesão e não deforma a peça”, destaca. Além disso, a Cascadura oferece metalizações feitas pelo método de aspersão técnica hipersônica (conhecido pela sigla HVOF), com produtos como carbeto de tungstênio ou de cromo, entre outros.

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Outros mercados – As metalizações com carbetos também integram o portfólio da PST; e, nesse segmento, realça Oliveira, além do método HVOF, sua empresa oferece também as tecnologias Detonation Gun e Super Detonation Gun, com as quais as partículas são projetadas com maior velocidade sobre as superfícies.

As metalizações, diz o gerente de vendas da PST, estão sendo usadas na indústria de O&G em peças como as gavetas das válvulas que trabalham submersas. “Elas também são muito usadas em aviação, em itens como trens de pouso e seus acionadores”, salienta.

A Super Finishing, conta Silva, além de investir para ampliar sua capacidade de atendimento à demanda de O&G, está recebendo consultas de um setor que aparentemente estava pouco ativo no Brasil: a indústria nuclear. “Deveremos trabalhar tanto em projetos de usinas quanto em submarino nuclear”, comentou.

Na aplicação de níquel químico, lembra Silva, a Super Finishing atende outras indústrias, além da de O&G, entre elas: produção de automóveis, ferramentaria da indústria de plástico, e as indústrias alimentícia e farmacêutica. Recentemente, a empresa incorporou um novo serviço a seu portfólio: a anodização dura, capaz de conferir maior resistência ao alumínio. “Essa tecnologia é muito usada em máquinas alimentícias e em peças de automóveis”, relata Silva.

Segundo ele, a Super Finishing deverá este ano registrar crescimento situado na faixa entre 5% e 6% (relativamente a 2012). “Crescemos principalmente no setor de petróleo e com novos clientes que vêm trocando processos, em setores como o de alimentos e o de plásticos”, ele diz. “E estou muito esperançoso para 2014, especialmente com o pré-sal.”

Na Cascadura, afirma Maffei, o incremento de negócios no decorrer deste ano deve atingir 15%. Da oferta de serviços dessa empresa, faz parte o processo do cromo duro, fundamentado no questionado cromo hexavalente. O próprio Maffei reconhece: o cromo duro vem sendo substituído por alternativas como a metalização, até porque, por força das crescentes restrições ambientais, que exigem sistemas de controle cada dia mais rigorosos na aplicação dessa tecnologia, ela se tornou mais cara.

Com as metalizações, afirma Maffei, já é possível obter peças com resistência compatível à da aplicação do cromo duro. “Em 70% das aplicações já é viável substituir um cromo duro por metalização e já se usa bastante essa possibilidade: por exemplo, em cilindros para a fabricação de papel, em rolos condutores e em rolos de galvanização”, finaliza.

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