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11 de novembro de 2017

Tratamento de água: Maior grupo do setor é premiado pelo uso responsável da água

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Publicado por: Hamilton de Almeida
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    Vencedora da 12ª edição do prêmio “Conservação e Reúso de Água”, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em 2017, concorrendo com outras 30 organizações, a Raízen, uma das empresas de energia mais competitivas do mundo e líder na produção de açúcar, etanol e bioenergia no país, é um exemplo a ser seguido.

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    “O programa ReduSa mostra que é possível usar de forma responsável os recursos hídricos, com envolvimento de funcionários e ajustes nos procedimentos industriais”, assinala José Orlando Ferreira, gerente da qualidade integrada.

    Desde a sua criação, em 2011, resultado da joint venture entre a Shell e a Cosan, a Raízen investe na melhoria dos processos de produção e no uso mais eficiente dos recursos naturais, em especial da água. “Esse é um reflexo de uma atuação desbravadora e que tem como foco a preocupação com a sustentabilidade em todas as suas operações. O ReduSa é um programa pioneiro no setor sucronergético e foi implantado definitivamente no início da safra 2015/2016”, salienta o executivo.

    Ferreira expõe que o programa é estruturado em duas frentes. Na primeira, o foco é reduzir a captação de água por tonelada de cana-de-açúcar moída. A segunda contempla a diminuição do uso de água fria nas caldeiras, por meio do reúso das águas quentes. O caminho para atingir esses objetivos passou pela adoção de boas práticas de gestão hídrica e da reutilização de águas quentes do processo produtivo.

    Para a concepção do ReduSa, foi realizado o mapeamento de todas as 24 unidades produtoras da Raízen. As que apresentaram os melhores resultados em relação ao baixo consumo de água foram profundamente analisadas para entender quais as melhores práticas nelas aplicadas que possibilitavam o uso mais inteligente do recurso. Após a identificação, a equipe responsável pelo programa delimitou as boas práticas de gestão que deveriam ser aplicadas no dia a dia do processo industrial de todas as unidades.

    Paralelamente, o engajamento dos funcionários no projeto foi essencial. Um grupo especializado acompanhado de técnicos responsáveis realizou reuniões de apresentação do programa em todas as unidades produtivas da companhia, orientando as equipes locais quanto às diretrizes de boas práticas de gestão hídrica que estruturam o projeto.

    Ferreira evidencia que o programa não exigiu grandes investimentos financeiros, mas foi montado a partir de pequenas alterações nos processos industriais, na melhoria da governança e no engajamento dos funcionários. “Desde a sua criação, em 2011, anterior à implantação do ReduSa, a Raízen já investiu cerca de R$ 50 milhões em projetos focados em diminuir a captação e o consumo de água, como o fechamento de circuitos, instalações de torres de resfriamento e aproveitamento do vapor gerado em etapas do processo produtivo”, comenta.

    Uma das maiores empresas em faturamento no Brasil, a Raízen atua em todas as etapas do processo: cultivo da cana, produção de açúcar, etanol e energia, comercialização, logística interna e de exportação, distribuição e varejo de combustíveis. Produz ao redor de 2 bilhões de litros de etanol por ano, 4,2 milhões de toneladas de açúcar e tem capacidade para gerar 940 MW de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar. Emprega cerca de 30 mil funcionários.

    Está presente em 66 bases de abastecimento em aeroportos e em 67 terminais de distribuição de combustível, comercializando, aproximadamente, 25 bilhões de litros de combustíveis para os segmentos de transporte, indústria e varejo. Possui uma rede formada por mais de 6 mil postos de serviço com a marca Shell, e mais de 950 lojas de conveniência Shell Select.

    Além disso, mantém a Fundação Raízen, que oferece qualificação profissional, educação e cidadania, e já beneficiou mais de 13 mil alunos e mais de 4 milhões de pessoas com ações realizadas desde 2012.



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