Energia

Transmissão – Região sul reforça geração e transmissão de energia

Fernando Cibelli de Castro
25 de junho de 2012
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    ATENTAS à forte demanda por eletricidade, as estatais que atuam nos três estados do Sul realizarão diversas obras para atender os clientes residenciais e comerciais da região nos próximos anos. Celesc e Eletrosul (ambas de Santa Catarina), grupo CEEE (Rio Grande do Sul) e Copel (Paraná) investiram na geração, transmissão e distribuição de energia. Novos negócios serão efetuados em diversas modalidades, como criação de Sociedades de Propósitos Específicos (SPE), parceria com investidores, operações conjuntas entre as próprias estatais e com recursos próprios. Com uma capacidade atual de geração de energia elétrica de 80 MW, a Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. (Celesc) pretende chegar a 200 MW em cinco anos, conforme o planejamento estratégico da empresa. Para isso, investe fortemente na formação de parcerias para a construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

    Diretor técnico e comercial da Celesc Geração, Michel Becker ex¬plica que a estatal adotou como modelo para ampliação de seus negócios a constituição de Sociedades de Propósitos Específicos (SPE), mediante as quais serão firmadas parcerias com investidores privados para alavancar esses empreendimentos. Segundo Becker, nessa modalidade de operação, a Celesc entra no máximo com 49% do capital investido, ficando o restante dos recursos sendo responsabilidade de um investidor privado, que, desta forma, tem mais agilidade para tocar o negócio.

    A opção pela construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas foi feita pela excelente oferta de água pelos diversos rios que abastecem as cidades nas mais diversas regiões do estado, o que garante regularidade na operação das usinas. Atualmente, a Celesc conta com um parque de geração própria de 12 PCHs. De acordo com o diretor técnico e comercial, neste ano a empresa está ampliando a Usina de Salto, locali¬zada em Blumenau, que vai passar dos 6 MW para 40 MW. A obra está sendo feita com recursos próprios. Também a Usina de Peri, que fica na cidade de Curitibanos, no centro do estado, será ampliada e passará dos atuais 4,4 MW para 30 MW.

    Mediante as SPEs, estão em desenvolvimento duas novas operações, das nove previstas para serem executadas até 2015. A primeira, a SPE Usina Rio das Flores, dentro da PCH Prata, que será instalada no município de Bandeirantes, no oeste catarinense. Essa obra será constituída de três usinas, com capacidade de geração total de 9,6 MW, sendo que a primeira a entrar em operação terá uma potência máxima de 3 MW.

    Petróleo & Energia, Transmissão - Região sul reforça geração e transmissão de energia

    Becker: parcerias para atuar com pequenas centrais

    A outra obra que a estatal desenvolve no regime de parceria é a PCH Rondinha, no município de Passos Maia, na mesma região, com geração prevista de 9,6 MW. As novas usinas feitas através de SPE são bancadas com financia¬mentos obtidos via Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), agente financeiro do BNDES nessas operações. Por outro lado, os investimentos em ampliação das atuais unidades da Celesc estão sendo feitos com recursos próprios.

    Quanto a investimentos em outras fontes de energia alternativa, Becker informa que já foram feitos diversos estudos com parceiros privados em relação ao parque eólico, mas que, no momento, a empresa estuda se vai participar ou não dos próximos leilões de energia previstos para meados de agosto, ressaltando que projetos novos existem.

    Paraná planeja crescer – A Copel anunciou o seu plano de crescimento até 2015, mediante o qual pretende expandir em 44% a sua atual capacidade instalada para geração de eletricidade, que é de 5.158 MW. Para obtenção desse resultado, serão feitas novas aquisições de ativos e a empresa buscará vencer leilões de novas usinas que venham a ser ofertados pela Aneel. Lindolfo Zimmer, presidente da companhia, afirma que, nesses novos negócios, será concedida prioridade para o aproveitamento de fontes alternativas de energia – naturais, limpas e renováveis. Ele espera que essas novas fontes representem 22% de participação na matriz energética estadual em 2015.

    Na comercialização de energia, a empresa planeja aumentar para até 34% a parcela de sua geração própria negociada no ambiente de contratação livre, como forma de melhorar a rentabilidade de seus ativos. Já no segmento de transmissão de energia, o objetivo da Copel é expandir seu sistema próprio em mil quilômetros de linhas de transmissão – atualmente são quase 2 mil km de linhas – e aumentar a capacidade de transformação das subestações em até 4 mil MVA, ampliando em 62% suas receitas na atividade.

    Na distribuição de energia elétrica, a empresa pretende, até 2015, investir na renovação e modernização dos ativos para aprimorar os indicadores de qualidade, promovendo grande melhoria na confiabilidade do seu sistema e o pleno atendimento ao crescimento do mercado. Nessa área, segundo Zimmer, a empresa tem por objetivo crescer mediante aquisições. Ele garante, no entanto, que esse incremento dependerá da disponibilidade de tais ativos e do bom termo das eventuais operações de aquisição.

    Por último, no setor de telecomunicações, a Copel, que no momento dispõe de uma rede de 6.595 km de cabos ópticos no anel principal e 12.028 km em linhas radiais, que atendem 252 cidades do Paraná e duas de Santa Catarina, com um total de 1.088 clientes, tem como meta, até 2012, estar presente em 100% das cidades do estado do Paraná e prover a conexão de todas as cidades em banda extra larga até 2015.



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