Indústria Naval

Tintas e Revestimentos: Estaleiros pedem alternativas para aumentar produtividade

Marcelo Fairbanks
5 de julho de 2013
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    Petróleo & Energia, Akiko: silicone elastômero reduz a fixação das cracas

    Akiko: silicone elastômero reduz a fixação das cracas

    A brasileira Weg aumentou a capacidade produtiva do parque de Guaramirim-SC, inaugurou escritório comercial e centro de distribuição no Rio de Janeiro, voltados especialmente para os mercados naval e de óleo e gás. “Além disso, compramos a Indústria de Tintas e Vernizes Paumar S/A, de Mauá-SP, cuja capacidade de produção será ampliada e abrirá mais espaço em Guaramirim para a produção da linha anticorrosiva”, comentou Richter.

    A PPG reforçou sua equipe e a estrutura produtiva. “Iniciamos há quatro anos a fabricação local dos produtos da linha PMC e, hoje, quase 90% do nosso portfólio é feito por aqui, contando com nossa expertise mundial”, salientou Akiko.

    “Temos capacidade instalada para atender a 100% da demanda do mercado de construção naval na América do Sul, resultado de investimentos realizados durante os 87 anos de presença da International no Brasil. Investimos até mesmo na década de 90, durante a recessão da indústria naval”, informou Machado, da AkzoNobel.

    Inovação é essencial – Exigências maiores de desempenho e de adequação a regulamentos de proteção ambiental mais restritos estimulam a continuidade dos esforços para pesquisar e lançar produtos inovadores no setor naval. No caso da pintura externa dos cascos, são muito procurados os revestimentos que impedem a fixação das cracas (antifouling), moluscos que conseguem aderir firmemente à superfície, aumentando a resistência ao deslocamento na água. Dependendo da quantidade, as cracas provocam aumento significativo do consumo de combustível pelos navios, por efeito de arrasto.

    Durante décadas foram usadas tintas com ingredientes tóxicos, metais pesados em geral, capazes de envenenar as cracas e manter o casco limpo. Porém as normas internacionais mais recentes vetaram o uso dessas substâncias e colocaram prazo para sua substituição. As tecnologias mais usadas atualmente visam impedir a fixação das cracas por meio da formação de superfícies antiaderentes, dispensando a adição de venenos.

    Petróleo & Energia, Machado: laboratório em SP apoiará criação de produtos

    Machado: laboratório em SP apoiará criação de produtos

    “A Sherwin-Williams firmou uma parceria mundial com a Nippon Paint que prevê a transferência de tecnologia em tintas antifouling e também nos shop primers com zinco, produtos nos quais eles têm grande experiência internacional (track records)”, afirmou Jeferson Silva. A companhia já dispunha de uma linha antifouling, mas ele admite que a da Nippon é superior, usando tecnologia de silicone. O especialista salienta que as especificações de antifouling para plataformas não são iguais às usadas nos navios, pois aquelas têm velocidade de deslocamento diferentes destes, e é a passagem da água em velocidade que desprende as cracas, no caso dos sistemas com silicone.

    Segundo Juarez Machado, em 2013, a AkzoNobel International lançará dois produtos para controle de incrustação na área submersa de navios, plataformas e equipamentos submarinos, o Intersleek 1100SR e a linha Intercept, ambos sob patente. A Weg, por sua vez, relatou que seus anti-incrustantes têm histórico positivo de utilização, impedindo a fixação das cracas sem gerar contaminação no ambiente marinho.

    A PPG oferece a linha Sigmaglide para impedir a fixação das cracas. “Ela usa sistema de silicone elastômero, cuja baixa tensão superficial reduz a força de fixação das cracas, fazendo com que elas se desprendam assim que a embarcação se movimente”, explicou Akiko Ribeiro. Esses produtos apresentam alto teor de sólidos, reduzindo a emissão de VOC, além de proporcionar camada espessa e maior desempenho.

    No campo dos anti-incrustantes tradicionais, a PPG lançou no começo deste ano o Ecofleet 690, formulado com 70% de sólidos, com resina patenteada, e indicado para ambientes extremamente agressivos, caso das águas brasileiras e dos navios costeiros com baixa taxa de operação, oferecendo garantia de eficiência de 60 meses entre docagens, com taxa de polimento linear e regular.



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