Tintas e Revestimentos

Tintas – Construção civil recupera fôlego com crédito barato

Marcelo Fairbanks
26 de março de 2020
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    Química e Derivados - Construção civil recupera fôlego com crédito barato e promete aumentar consumo

    Construção civil recupera fôlego com crédito barato e promete aumentar consumo – Perspectivas 2020

    A chegada de um novo governo não tingiu de cores alegres os negócios da indústria de tintas e vernizes no Brasil em 2019. Embora tenha começado com expectativas animadoras de resultados, acompanhando a evolução prevista de 2% no PIB, o ano passado resultou em estagnação das vendas (em volume), em comparação com 2018 que, por sua vez, já registrara crescimento pífio.

    Química e Derivados - Carillo: consumo per capita de tintas ainda é baixo no país

    Carillo: consumo per capita de tintas ainda é baixo no país

    Além da estagnação, a forte concentração de vendas no segundo semestre do ano representa um desafio para a indústria, obrigada a carregar estoques para suprir a demanda sazonal. A alternativa seria ampliar a capacidade produtiva, com o ônus de operá-la com elevada ociosidade durante metade do ano.

    Apesar desses dissabores, a Associação Brasileira da Indústria de Tintas (Abrafati), que congrega empresas responsáveis pela maior parte da produção nacional do setor, prevê ampliar suas vendas entre 2% e 3% em 2020. “A confiança das empresas consumidoras, tanto industriais, quanto construtoras, está se recuperando aos poucos, isso se revela na previsão de aumento do PIB em 2,5%”, ressaltou Freddy Carillo, presidente da Abrafati.

    O percentual de evolução setorial, em volume, ainda é considerado tímido pelo dirigente, exigindo maior esforço institucional das indústrias do ramo em qualificação, aumento de eficiência e sustentabilidade. “A qualidade das tintas é a prioridade do setor”, comentou Carillo. No fim do ano passado, a ABNT aprovou as normas para ensaios das tintas imobiliárias super premium, que serão reconhecidas e adotadas como categoria ingressante nas novas diretrizes do Programa Setorial da Qualidade (PSQ). “Ao mesmo tempo, é preciso reforçar o combate aos produtos não-conformes com as normas oficiais, que constituem uma concorrência desleal, além de prejudicar a imagem do setor junto aos consumidores finais”, criticou o dirigente.

    Carillo informou que estão sendo desenvolvidos os primeiros movimentos no sentido de adotar programas oficias de qualidade para o setor automotivo, em especial para as linhas de repintura. Trata-se de um segmento de mercado muito pulverizado e pouco regulado.

    Química e Derivados - DESEMPENHO DA INDÚSTRIA DE TINTAS (em milhões de litros)

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