Petróleo e Energia

Sondas – Brasileiros entram na disputa

Bia Teixeira
28 de janeiro de 2012
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    Ser uma das líderes do mercado de prestação de serviços de perfuração no país, tanto no segmento offshore como onshore, é uma das metas da Queiroz Galvão Óleo e Gás (QGOG), que acompanha a onda crescente por sondas no Brasil, onde já atuam com força as principais companhias internacionais do setor, como Transocean, Noble e Pride, entre outras.

    Petróleo & Energia, Sondas - Brasileiros entram na disputa

    Alpha Star opera para Petrobras

    A QGOG, que atua em vários segmentos da cadeia produtiva de óleo e gás, opera moderna frota de sondas, com seis unidades submersíveis: Atlantic Star, Alaskan Star, Olinda Star, Gold Star, Lone Star e Alpha Star. Todas as unidades marítimas estão operando para a Petrobras nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo. A Alaskan Star e a Atlantic Star operam em lâmina d’água até 600 metros, enquanto a Olinda Star chega a 1.100 metros. Já a Gold Star, a Lone Star e a Alpha Star têm capacidade de operação superior a 2.000 metros.

    De olho nas oportunidades do pré-sal, a brasileira já tem dois navios-sonda para águas ultraprofundas em construção no estaleiro da Samsung, na Coreia do Sul: a Amaralina Star e a Laguna Star. A QGOG tem 55% de participação no projeto, que tem a parceria da Delba. As duas unidades já têm contratos com a Petrobras para operação em lâmina d’água de até 2.400 m, embora tenham capacidade para ir até 3.000 m.

    De acordo com a QGOG, a empresa está constantemente avaliando o potencial do mercado para investir no aumento de sua frota sempre que identificar oportunidade para tal. “Acreditamos que o mercado de perfuração mundial seja crescente considerando um horizonte de médio/longo prazo”, afirma a empresa.

    Parceira da Odebrecht e da UTC no Consórcio Rio Paraguaçu, a empresa acompanha o movimento da indústria naval, atenta às possibilidades de encomendas no Brasil, considerando a capacidade instalada dos estaleiros locais. “As encomendas realizadas até agora no exterior buscaram atender a compromissos firmados, que não nos permitiam, principalmente por uma questão de prazo de mobilização, considerar a construção no Brasil”, destaca a direção da empresa. “Consideramos a indústria naval brasileira apta para o desafio da construção das sondas no Brasil, com tecnologia de ponta e preços que se tornarão cada vez mais competitivos à medida que for aumentando a escala de produção nacional.”

    Outro grupo brasileiro, o Schahin, também dá passos importantes no segmento de sondas. No final do ano passado, a empresa obteve linha de crédito de US$ 700 milhões para um navio-sonda de perfuração, construído pelo estaleiro da Samsung por US$ 870 milhões.

    Com previsão de chegar em janeiro ao país, essa unidade terá capacidade de perfuração total até 11,4 mil metros, operando em lâmina d’água máxima de 3 mil metros. O prazo de afretamento da embarcação pela Petrobras não foi divulgado pelo grupo Schahin, que espera atingir uma receita em torno de US$ 900 milhões quando sua frota de perfuração estiver em plena operação: são quatro navios-sonda, duas plataformas semissubmersíveis e uma plataforma autoelevável (jack-up), para águas rasas.

     

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