Economia

Solvay quer atrair empresas inovadoras ao site de Paulínia – Negócios

Marcelo Fairbanks
4 de junho de 2018
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    Petróleo & Energia, Solvay quer atrair empresas inovadoras ao site de Paulínia - Negócios

    O grupo Solvay comemorou em dezembro passado 75 anos de atividade produtiva em Paulínia-SP, onde foi pioneira no ramo industrial. Em dezembro de 1942, a Rhodia (comprada em 2011 pela Solvay) adquiriu a Fazenda São Francisco, um antigo cafezal que passou a produzir cana de açúcar e seus derivados (sacarose e etanol). O álcool era direcionado para a usina química da companhia, instalada em Santo André-SP, que iniciou a produção de solventes oxigenados derivados de etanol em 1958.

    Petróleo & Energia, Matias: complexo tem estrutura completa para novas plantas

    Matias: complexo tem estrutura completa para novas plantas

    A novidade apresentada por José Borges Matias, presidente do grupo na América Latina, consiste na formação do Complexo Industrial São Francisco, um condomínio empresarial que pretende abrigar mais empresas para o local. A estrutura existente, a ser compartilhada com os novos participantes, inclui a plataforma de utilidades industriais (vapor, energia, etc.), estrutura logística, serviços de manutenção, laboratórios, controle de efluentes, restaurantes, transporte de pessoal, segurança patrimonial, entre outros. “Entendemos que nossa atividade é muito compatível e sinérgica com indústrias e start-ups alinhadas com os conceitos de química verde”, comentou Matias.

    A Fazenda São Francisco, quando adquirida pela Rhodia, contava com 50 milhões de m², dos quais duas parcelas de um terço cada foram cedidas posteriormente para a instalação da Refinaria do Planalto (Replan) e para a prefeitura de Paulínia com o objetivo de criar o distrito industrial existente até hoje. Nos 16 milhões de m² remanescentes, a Solvay opera fábricas de cinco unidades de negócios, além de abrigar plantas da Bayer, M&G (atualmente paralisada, antiga linha de produção de ácido tereftálico purificado), Hexion, Basf, Boeheringer e Air Liquide, todas elas ocupando cerca de um milhão de m². Como apontou o presidente, são 25 plantas instaladas no complexo, com 2 mil trabalhadores, produzindo um milhão de t/ano de químicos.

    Cerca de 3 mil m² se referem a áreas de reserva e proteção ambiental, que não podem ser tocadas. Os restantes 12 milhões de m² servem ao cultivo de cana de açúcar, realizado pela Usina Ester. Parte desta área pode ser destinada aos novos condôminos, que ficariam instalados em um moderno complexo industrial, situado em uma das regiões mais nobres do Estado de São Paulo.



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