São Paulo fica sem energia após temporal

Comércios e residências das zonas norte, oeste e sul foram os mais afetados

São Paulo fica sem energia após temporal

A intensa chuva que atingiu São Paulo no último sábado (23) causou transtornos, incluindo alagamentos e quedas de árvores, e deixou milhares sem energia elétrica. Até as 17h40, o Corpo de Bombeiros registrou 21 alagamentos e 37 quedas de árvores.

A Enel, concessionária de energia, explicou em sua conta no X que as fortes chuvas, acompanhadas de raios e ventos de até 50 km/h, afetaram toda a área de concessão, prejudicando o fornecimento de energia para alguns clientes. As zonas norte, oeste e sul foram as mais afetadas, mas o número total de afetados não foi divulgado.

O açougue Guimarães Carnes, por exemplo, ficou mais de 15 horas sem energia em uma unidade. Sem gerador, conseguiram transferir os produtos para outra unidade com energia.

Clientes, muitos se preparando para a ceia de Natal, reclamaram nas redes sociais da falta de energia. A Enel informou que, até a manhã de domingo, o serviço foi restabelecido para 90% dos clientes afetados.

Em nota, a Enel disse: “Equipes de emergência seguem atuando para normalizar totalmente o serviço o mais breve possível.”

Além disso, a Justiça de São Paulo determinou que a Enel melhore seu atendimento, exigindo atendimento a clientes em até um minuto por telefone ou trinta minutos de maneira presencial em casos de interrupção. A empresa deve informar aos afetados um prazo para reestabelecimento do serviço. A multa por descumprimento varia de R$ 100 a R$ 500 por caso, podendo chegar a R$ 2.000 se não possuírem tal informação. A Enel afirmou estar ciente da decisão e apresentará sua defesa dentro do prazo legal.

A decisão do juiz Fábio de Souza Pimenta, que acatou um pedido formulado pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo), também determina que a Enel atenda os clientes com maior velocidade por meio de seus canais oficiais. “O Poder Judiciário estabeleceu ainda prazo máximo de 30 minutos para o atendimento presencial aos consumidores, de 60 segundos para o contato direto do consumidor com o atendimento humano em seus canais e também de 60 segundos para respostas via aplicativos de mensagem”, informou a nota do MP-SP.

Pimenta também estabeleceu que a Enel deve fornecer prazos de reestabelecimento de energia de maneira individualizada, além de divulgar os índices de qualidade de prestação de serviço por meio das contas e do site oficial da empresa.

“É possível se dizer até que foi a partir de 3 de novembro de 2023 que veio à tona situação que olhares mais atentos já seriam capazes de desconfiar como de prenúncio de uma inevitável tragédia anunciada, não só pela crescente quantidade de queixas registradas em canais de proteção aos direitos do consumidor […], mas também pela percepção de caos e desorganização estrutural denunciada pelo amontoado de fios emaranhados e pendurados em postes”, diz Pimenta, na decisão.

A Enel terá até abril para se adequar às determinações da Justiça de São Paulo, sob pena de multa de até R$ 500 milhões.

Em nota, a Enel afirmou que adotará as providência cabíveis e “apresentará sua defesa no prazo legal”.

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