Combustíveis

Santos Offshore: IPT reforça estrutura para ensaios

Antonio Carlos Santomauro
28 de agosto de 2014
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    Além de empresas e entidades, estiveram representadas na Santos Offshore também instituições de pesquisas, como o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnologia), que ali destacava a montagem, no Leme (Laboratório de Equipamentos Mecânicos e Estruturas), de um equipamento para ensaios de tração de amarras com capacidade até 2,6 toneladas nos testes estáticos e 1,3 mil toneladas nos dinâmicos. Sua principal finalidade será o teste das amarras utilizadas em plataformas, geralmente feitas de poliéster.

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    Com custo de R$ 12 milhões, dos quais R$ 10 milhões bancados pela Petrobras, o novo equipamento deve ser inaugurado em setembro. “Com tamanha capacidade de tração, será o único no mundo especificamente voltado para o setor de óleo e gás, com ensaios que simulam condições marítimas em quesitos como umidade e pressão”, destaca Sérgio Inácio Ferreira, engenheiro do Leme. “Na Noruega, há um equipamento no máximo similar”.

    O Leme, observa Ferreira, já mantém três bancadas para testes de até 200 toneladas, adequadas para o ensaio de risers, e agora desenvolve o projeto de um equipamento até 650 toneladas (também em risers). “Tais investimentos serão importantes para incrementar nossa capacidade de atendimento ao setor de O&G; a Petrobras está hoje na vanguarda da exploração em águas profundas e, com isso, nos coloca solicitações sempre mais exigentes”, ele ressalta.

    Já o Laboratório de Corrosão do IPT iniciou no ano passado em parceria com a Petrobras, um projeto de testes destinados a analisar a corrosão na superfície externa do fundo de tanques de armazenamento: comuns em refinarias e terminais, esses tanques podem ter 70 ou até 80 metros de comprimento, e além de sua corrosão interna, decorrente da ação dos produtos neles armazenados, deve ser estudada também a externa, acentuada pela proximidade com o solo.

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    Graças a recursos da própria Petrobras, com a qual já desenvolveu diversos projetos, o Laboratório de Corrosão do IPT reformulou, em 2009, toda a sua infraestrutura, “É atualmente um dos melhores do Hemisfério Sul em sua especialidade”, afirma Neusvaldo Lira de Almeida, responsável por esse laboratório.

    Na opinião de Almeida, não há nenhuma perspectiva de redução na quantidade de projetos de pesquisas demandadas pela indústria de óleo e gás. “Esse setor tem muitos assuntos para serem estudados e sempre surgem novos temas de estudos: por exemplo, à medida que se explora petróleo em águas cada vez mais comuns”, ele argumenta. “Além disso, há parceiros se associando à Petrobras no pré-sal, e a legislação brasileira exige deles determinada quantidade de investimento local em pesquisa e desenvolvimento”, finaliza o profissional do IPT.



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