Santos offshore – Feira reúne cadeia para mostrar oportunidades na bacia de santos

A magnitude das descobertas de petróleo nas camadas pré-sal e as expectativas de abertura de novas licitações de blocos exploratórios no Brasil mobilizam interesses empresariais de todos os cantos do mundo, como justificam os resultados alcançados na 5ª Santos Offshore Oil & Gas Expo. Realizada de 18 a 21 de outubro, no Mendes Convention Center, em Santos-SP, a maior plataforma de exposição de tecnologias, equipamentos e serviços para a cadeia de petróleo e gás do estado de São Paulo movimentou mais de R$ 80 milhões em negócios – segundo apurou a organizadora do evento, a Reed Exhibitions Alcantara Machado – e muitos especialistas, com o apoio do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), atraindo mais de 12 mil visitantes que tiveram a oportunidade de conferir as novidades apresentadas por 380 expositores.

Somente a Petrobras, patrocinadora master do evento, promoveu, por intermédio do “Canal Fornecedor”, mais de 350 encontros com empresários interessados em participar de futuros processos licitatórios, muitos dos quais afetos às atividades de planejamento da unidade de operações de exploração e produção da Bacia de Santos (UO-BS). As rodadas de negócios promovidas pelo Sebrae-SP, em parceria com a Petrobras e o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), também atraíram micro e pequenos empresários, totalizando 260 reuniões e, pelo Ciesp, mais de 200 empresas foram envolvidas, registrando-se grande número de adesões nas sessões promovidas pelo Instituto de Tecnologia Aplicada a Energia e Sustentabilidade Socioambiental (Itaesa).

Participaram da solenidade de abertura o gerente geral da Refinaria Presidente Bernardes, William França da Silva, e o gerente geral da UO-BS da Petrobras, José Luiz Marcusso, responsável pelos projetos de exploração e produção da Petrobras nas áreas central e norte da Bacia de Santos, a maior bacia sedimentar marítima do Brasil, com extensão superior a 350 mil km², estendendo-se do Rio de Janeiro até Santa Catarina.

De acordo com Marcusso, as mais recentes descobertas de petróleo em águas profundas no Brasil representam um terço de todas as descobertas realizadas no mundo nos últimos cinco anos.

A participação da indústria nacional de bens e serviços nos futuros projetos de exploração e desenvolvimento da produção de petróleo e de gás natural também foi referendada pelo executivo da Petrobras. Ao comentar a expansão em curso na cadeia de fornecedores de óleo e gás, ele afirmou: “A Petrobras possui uma política de fortalecimento da indústria nacional e de maximização do conteúdo local em projetos de investimento, em condições competitivas de custo, prazo e qualidade. Com a maior demanda por produtos e serviços de petróleo e gás, os principais desafios estão voltados para a capacidade produtiva, a inovação tecnológica, a capacitação de pessoas, a gestão empresarial, o financiamento e os incentivos fiscais”, apontou Marcusso.

Petróleo e Energia, Fuad Hamad, Diretor comercial da Jaraguá, Santos offshore - Feira reúne cadeia para mostrar oportunidades na bacia de santos
Hamad: parceiro dos EUA reforça capacidade para atuar em offshore

No rol das instituições financeiras que fomentam a cadeia de petróleo e gás, envolvendo pequenas e médias empresas, destacou-se a Nossa Caixa Desenvolvimento/Agência de Fomento Paulista, ao oferecer linha específica de financiamento às empresas do setor, em atividades desde a prospecção até a distribuição, com prazos para pagamento que se estendem a períodos até dez anos. De acordo com dados estimados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as operações ligadas ao pré-sal deverão ampliar significativamente nos próximos anos a cadeia de provedores para o setor que deverá crescer dos 5,4 mil fornecedores atuais para 255 mil (diretos e indiretos).

Nacionais em peso – As expectativas de geração de novos negócios e de expansão na cadeia de fornecedores permearam todos os encontros e foram confirmadas pelos expositores deste ano, boa parte deles integrada por empresas nacionais de todos os portes.

A Jaraguá Equipamentos Industriais é uma das grandes empresas que aguardam as próximas rodadas de licitações, como a 11ª rodada de blocos do pós-sal e a primeira rodada do pré-sal, inicialmente previstas para serem organizadas no próximo ano, sob o crivo da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP.

Para fortalecer ainda mais sua base como provedora de soluções para a indústria de petróleo e gás, a Jaraguá oficializou recente contrato de parceria tecnológica com a Audubon, dos Estados Unidos, especializada na concepção de equipamentos para instalações offshore, como separadores de óleo, água e gás, e módulos de processo para plataformas offshore, ampliando sua oferta para o setor. A Jaraguá é fornecedora tradicional de fornos petroquímicos, condensadores, evaporadores, trocadores de calor, colunas de destilação, reatores, resfriadores de ar, vasos de pressão, entre outros equipamentos.

“Estimamos a construção de mais de 500 equipamentos (módulos) de processo, com previsão de entrega até 2016 para atender às necessidades de doze navios-plataformas, a maior quantidade a ser adquirida nas últimas quatro décadas pela Petrobras”, afirmou, com entusiasmo, Fuad Hamad, diretor comercial da Jaraguá.

“Trata-se de um momento histórico, um marco para o desenvolvimento do setor de petróleo e gás brasileiro, pelo aporte de recursos e porte das encomendas, considerando que a Petrobras opera atualmente 56 plataformas e que, até 2020, deverá adquirir outras 46 plataformas marítimas offshore, quase dobrando o total das instalações”, assinalou o diretor da Jaraguá.

Até lá, o número de empresas nacionais e internacionais habilitadas a concorrer na disputa pela fabricação dos equipamentos e módulos de processo poderá crescer, mas Fuad Hamad calcula que entre quinze a vinte empresas e/ou consórcios entre nacionais e internacionais possam apresentar em 2012 suas ofertas.

“Do total de 12 navios-plataformas que serão construídos para a Petrobras, oito já foram licitados quanto aos cascos, que se encontram em fase de construção pela Ecovix (subsidiária da Engevix), aguardando a abertura das licitações para o fornecimento dos equipamentos de processo. Esse número e mais outros quatro, que também já contam com definição quanto às empresas contratadasem regime EPC(Engineering, Procurement & Construction) – dois dos quais pela Modec (EUA) e os demais pela SBM, com sede em Mônaco –, totalizam as licitações para a compra de todos os equipamentos de processo que serão incorporados aos navios-plataformas”, informou Fuad Hamad.

Montadas sob os cascos de navios-petroleiros para a exploração de petróleo, as plataformas FPSO (Floating Production, Storage and Offloading) contam com unidades de armazenamento, processamento e também com sistemas de transbordo para a transferência de petróleo e de gás natural até as refinarias instaladas em terra firme.

Considerando que 75% das reservas de petróleo do Brasil estejam localizadas em águas profundas (entre400 metrose1.000 metrosde profundidade) e ultraprofundas (a partir de1.000 metros), a Petrobras continua a ser o maior destaque na quantidade de sistemas flutuantes de produção em operação no mundo, levando-se em conta as operações das plataformas semissubmersíveis e dos FPSO.

Combate a derramamentos– Duas empresas do grupo Alpina – Alpina Briggs, que atua em operações de combate a derramamentos de petróleo, e Alpina Ambiental, fabricante de equipamentos de controle e combate à poluição por hidrocarbonetos – também participaram como expositores da 5ª Santos Offshore Oil & Gas.

Petróleo e Energia, Gustavo L. Ferreira Leite, Diretor da Flexomarine, Santos offshore - Feira reúne cadeia para mostrar oportunidades na bacia de santos
Leite: mais de 6 mil mangotes vendidos aqui e no exterior

Barreiras de contenção, motobombas de transferência, recolhedores e absorvedores de óleo e tanques de emergência foram alguns itens destacados pela Alpina Ambiental.

Disponíveis para atender a diversas aplicações, as barreiras de contenção emergencial (Airfence) são providas de flutuadores infláveis e de carretéis manuais ou hidráulicos para rápido lançamento, havendo também a opção de instalação de barreiras permanentes (Bayfence), desenvolvidas para emprego em áreas sujeitas a cenários emergenciais e contando com conectores fixos flutuantes, adequados às variações das marés, podendo ainda ser ancoradas.

A empresa também oferece barreiras de contenção e recolhedores para atuar em grandes operações de derramamento de óleo, em modelos que podem conter e recolher até 210 m³/hora, bem como barreiras com sistema aplicador de dispersantes.

Na área de absorvedores de hidrocarbonetos, a empresa oferece modelos específicos para óleos pesados (Econosorb), derivados de média a baixa viscosidade, como gasolina, benzeno, tolueno, diesel (Spillsorb), além de agentes de biorremediação naturais com alto poder de absorção e retenção de líquidos e que encapsulam o óleo derramado, bem como kits para contenção de vazamentos em caminhões-tanque, máquinas operatrizes, prensas hidráulicas etc.

Entre os recolhedores de óleo se destacam modelos com rolos oleofílicos (Skimroll), formados por rolos giratórios de polietileno montados em estruturas flutuantes e acionados de forma remota por unidades externas de força hidráulica, além de sistemas portáteis de sucção a vácuo (Alpvac), acionados por motores a diesel, elétricos à prova de explosão ou a gasolina, indicados para coleta de óleos e produtos químicos derramados em solo ou água.

Já quanto às bombas de transferência, destacam-se os modelos que podem operar tanto com líquidos contaminados com sólidos com até100 mmde diâmetro (Seltorque) como a seco, além de modelo submersível, operado remotamente por unidade de força hidráulica movida a motor a diesel e que se adapta a altas vazões e baixas pressões ou a baixas vazões com altas pressões.

Mangotes com produção nacional – Pela primeira vez prestigiando a Santos Offshore Oil & Gas, a Flexomarine foi audaciosa ao levar para a exposição mangotes só vistos em alto-mar, e imprescindíveis nas plataformas marítimas flutuantes, como componentes das operações de transferência de petróleo das unidades de produção para os navios aliviadores. O exemplar em exposição, ou pelo menos parte dele, causou grande impacto entre os visitantes pela sua grande dimensão:20 polegadas de diâmetro interno e mais de10 metros de comprimento.

Única fabricante nas Américas de mangotes marítimos submarinos e flutuantes, a Flexomarine (ex-Pagé Oil & Marine Products) iniciou suas atividades há 33 anos, ao desenvolver o primeiro terminal flutuante offshore para carga e descarga de petróleo para a Petrobras, e hoje oferece ampla linha de mangotes com diâmetros internos desde seis até24 polegadase nos mais diversos comprimentos.

“Participamos de fornecimentos no Brasil e no exterior para inúmeros países e calculamos que já tenhamos comercializado mais de seis mil mangotes em todo o nosso período de atuação nesse campo”, informou Gustavo L. Ferreira Leite, diretor da Flexomarine.

Como único fabricante exclusivamente dedicado ao setor – os demais produzem pneus –, Leite confessa encarar a cada dia um novo desafio, não escondendo a satisfação por dirigir uma empresa brasileira e pioneira em seu ramo, até mesmo por fabricar de acordo com a norma internacional Oil Companies International Marine Forum (OCIMF) –, organismo da Inglaterra reconhecido mundialmente na área de certificação.

“Nossos padrões de qualidade são elevados e estamos atuando há mais de sete anos sem receber qualquer tipo de reclamação ou devolução de mangotes por problemas de vazamento de óleo”, comentou o diretor.

Desenvolvidos para oferecer altíssima resistência à abrasão, a intempéries e às águas do mar, os mangotes são fabricados com vários tipos de borracha, como nitrílicas, SBR, Neoprene, espumas de PE etc., e também com reforços metálicos e têxteis de poliéster.

Em parceria com a SBM, a Flexomarine desenvolveu mangotes específicos para sucção de água em sistemas de refrigeração de plataformas offshore, acoplados a um par de mangueiras de hipoclorito, passíveis de substituição sem que seja preciso desconectar os mangotes de sucção das plataformas.

Já os mangotes das séries 7100 e 7200, com dupla carcaça de 15 bar e 21 bar, submarinos e flutuantes, contam com dupla sinalização caso ocorra vazamento da primeira carcaça por expansão da segunda e com pinos instalados nas extremidades.

Entre os desenvolvimentos também se destaca o mangote DuoFlex, fabricado para as operações em carretéis e submetido a testes de simulação em carretel fabricado especialmente para a realização de testes em escala real. Com nove metros de diâmetro, esse carretel simula os movimentos de enrolar e desenrolar dos mangotes, submetidos à tração de 26 toneladas em 250 ciclos, o que corresponde a cinco anos de operação.

Motores de alto rendimento– As necessidades dos navios-sonda destinados ao mercado de óleo e gás também estão contempladas nas linhas de equipamentos especialmente desenvolvidos e fornecidos por outra empresa brasileira, a Weg. Da geração de energia, elevação e rebaixamento de tensões ao controle e distribuição, a empresa, que acaba de completar seu primeiro cinquentenário, é reconhecida pela fabricação de motores, geradores, transformadores, painéis de média e de baixa tensão, incluindo drives, componentes e tintas em pó e líquidas, itens produzidos conforme as especificações exigidas para o setor de petróleo e gás.

Petróleo e Energia, Santos offshore - Feira reúne cadeia para mostrar oportunidades na bacia de santos
Visão em corte de bomba centrífuga vertical para 2 mil mca de pressão

Dentro do rol de equipamentos voltados às atividades petrolíferas, a empresa exibiu na feira com grande destaque motor da linha W22 Plus, para acionar bombas de petróleo, de alto rendimento, até excedendo os padrões definidos pela portaria 553, da Lei 10.295, que trata da eficiência energética, e que está em vigor desde janeiro de 2010.

Outro equipamento exposto foi o inversor de frequência CFW11 Modular Drive para motores aplicáveis em bombas e ventiladores instalados em plataformas de exploração de petróleo.

De acordo com Aníbal Soulue Gracioli, responsável pelo marketing corporativo da Weg, trata-se de tecnologia de última geração para motores de indução trifásicos, com excelente performance tanto estática quanto dinâmica e com controle preciso de torque, velocidade, posicionamento e alta capacidade de sobrecarga, permitindo segurança e economia de energia elétrica.

Um sistema de gerenciamento de motores elétricos de baixa tensão (SRW01), também destacado pela empresa, atua como relé inteligente, fornecendo informações sobre as plantas e sobre as partidas dos motores e apresentando capacidade para comunicação em rede, além de concepção modular que permite expandir suas funcionalidades.

Em reforço às suas atividades de prestação de serviços, a Weg também apresentou na feira a sua rede especializada de assistentes técnicos certificados para reparo, revisão e recuperação de motores elétricos aplicados em atmosferas explosivas, atendendo às especificações da norma ABNT NBR IEC 60079-19 e também aos requisitos do sistema internacional de certificação “Ex”, da IEC, o IECEx System, satisfeitos por pouco mais de cinquenta empresas no mundo todo.

Petróleo e Energia, Santos offshore - Feira reúne cadeia para mostrar oportunidades na bacia de santos
Válvula triexcêntrica garante vedação estanque entre metais

Já listada entre os fornecedores diretos da Transpetro e da Petrobras na área de componentes para as linhas de transferência e bombeamento nas atividades de exploração, produção e refino de petróleo, a RTS destacou sua linha de válvulas triexcêntricas (Triex), cuja característica principal é a vedação estanque entre metais, uma tecnologia que leva em conta os materiais e o design do disco e da sede, permitindo seu uso sob temperaturas e pressões mais elevadas – até 600ºC e 80 bar – e em classes de pressão que vão desde 150 libras até 600 libras, pretendendo alcançar, porém, até 2.500 libras, conforme novo projeto que se encontra em desenvolvimento.

“Desde o seu lançamento em 2010, nossas válvulas triexcêntricas estão sendo muito requisitadas para o bloqueio e o controle de fluxo de líquidos, gases e vapores no setor petrolífero e também para as linhas de transferência, apresentando uma única restrição no caso das linhas que utilizam limpeza por pig”, informou o engenheiro Davi Carvalho, representante da RTS na baixada santista.

Fabricadas em uma das unidades da RTS, instalada em Guarulhos-SP, as triexcêntricas são fornecidas com certificações Fire/Safe. Entre os méritos mais recentes da empresa também se destacam o fornecimento de 90 válvulas para a plataforma P54 da Petrobras e o acordo selado com a empresa Kent Introl, pertencente ao grupo Koso.

Várias tecnologias para transferência e dosagem de fluidos também foram destacadas pela Vallair na exposição. Fabricadas com aço-carbono, as bombas peristálticas da série PSF, de baixa potência, foram concebidas para bombeamentos de pequenos volumes, desde 0,5 l/h até 6.400 l/h, e pressões até 15 bar, sendo apresentadas com diâmetros internos de5 mm,10 mm,16 mme25 mm.

Segundo Alexandre Michuel, coordenador de vendas da Vallair, alguns dos aspectos mais interessantes desse tipo de bomba se referem à existência de um único elemento de reposição, qual seja, o tubo interno fabricado com borrachas nitrílica, EPDM etc., o que facilita a manutenção, bem como a operação com câmara seca.

Entre os vários modelos de bombas de diafragma, a empresa destacou as bombas Libélula P, para vazões desde 900 l/h até 60.000 l/h e pressões até oito bar, capaz de suportar temperaturas de operação até 112ºC, bem como as bombas BPV, para bombeamentos em volumes máximos até 60 mil litros/hora, e que são muito utilizadas no setor de petróleo e gás.

Fornecedor da Petrobras há vários anos, a Vibropac, representante da Sundyne Corporation, também enriqueceu o evento, ao levar para a exposição o maior modelo de bomba centrífuga vertical disponível, com capacidade de pressão de dois mil metros de coluna d’água.

Santos offshore - Feira reúne cadeia para mostrar oportunidades na bacia de santos - Foto: Cuca Jorge
Analisador de pressão de vapor Eravap para plataformas

No campo de equipamentos para testes, a DP Union apresentou o novo analisador de pressão de vapor para uso em plataformas de exploração de petróleo ou em terminais, capaz de realizar análises alternadas de petróleo cru extraído e de GLP num único equipamento. Trata-se do Eravap, produzido na Áustria pela Eralytics, representada no Brasil pela DP Union.

Outro equipamento de grande interesse para o setor é o Eracheck. Portátil, destinado às análises de contaminação de óleo em água e no solo, apresentando grande utilidade para as atividades de controle ambiental.

De acordo com Marcos Gomes, responsável por vendas técnicas da DP Union, um dos aspectos mais interessantes do Eracheck é a sua operação por infravermelho (QCL). “Livre de CFC, esse equipamento utiliza o ciclohexano como solvente de extração para as análises e medições dos hidrocarbonetos em água e no solo”, informou o especialista.

Também expondo, a Polyseal destacou sua produção de vedações para equipamentos hidráulicos e pneumáticos, com mais de 170 diferentes perfis, em diâmetros desde5 mmaté1.500 mm.

Poliaspártica– Equipamentos e instalações marítimas já podem se beneficiar da mais nova evolução em tintas para proteção anticorrosiva lançadas pela Renner Protective Coatings. Trata-se da linha de tintas líquidas de acabamento para sistemas anticorrosivos Revolux DLV 994. Fabricada com base em resinas poliaspárticas e classificada como low-VOC, torna a pintura sobre aço-carbono bem mais durável, resistindo por longos períodos em ambientes industriais agressivos (C5I) e marítimos (C5M).

Petróleo e Energia, Evandro Rivera Martin, Coordenador de desenvolvimento de negócios da Sherwin-Williams do Brasil, Santos offshore - Feira reúne cadeia para mostrar oportunidades na bacia de santos
Martin: tinta sem estanho e alcatrão protege estruturas

“Revolux DLV 994 é um revestimento poliaspártico, fabricado em nossa unidade de Curitiba-PR, e que apresenta resistência anticorrosiva muito superior à dos poliuretanos, sendo fabricada com 90% de altos sólidos e propiciando a manutenção da cor e do brilho por longos períodos, duas vezes maior em durabilidade em comparação com as tintas PU usuais”, informou Edson Hernandes Garcia, gerente de vendas da Renner Herrmann Protective Coatings, também prestigiando a feira como expositor.

Com certificação ISO 12.944, para aplicações em ambientes excessivamente agressivos, a nova tecnologia também apresenta diferenciais quanto à alta espessura de camada, até 250 micrômetros, e secagem rápida, permitindo manuseio em 90 minutos, além de VOC inferior a 88 g/l e resistência anticorrosiva 70% superior à dos poliuretanos convencionais, em ensaios realizados segundo a norma ASTM B117.

Além de reunir dupla função, primer e acabamento, possui ampla gama de cores e pode ser aplicada diretamente nos metais e também em sistemas com duas demãos ou acabamentos em sistemas com primer epóxi nas superfícies de equipamentos marítimos e offshore, em estruturas metálicas, em transformadores, em tanques e tubulações, entre muitos outros equipamentos e instalações.

Ao participar da Santos Offshore, a Sherwin-Williams destacou também uma de suas inovações, representada pela tinta intumescente líquida de epóxi catalisada para a pintura de substratos de aço-carbono e que oferece proteção antichama, retardando a transmissão do calor das chamas para as superfícies de aço. De acordo com o engenheiro Evandro Rivera Martin, coordenador de desenvolvimento de negócios da Sherwin-Williams do Brasil, trata-se da tinta Firetex M90 Series, produzida na unidade da Inglaterra, com diferenciais de rápida cura, isenção de solventes e oferecendo maior proteção e segurança a todos que trabalham nas plataformas offshore, que terão mais tempo para abandonar as áreas de trabalho em caso de incêndio.

Especialmente selecionadas para a construção e manutenção de embarcações destinadas a manobras e serviços de suporte em instalações offshore, entre outras aplicações, as tintas fabricadas pela Sherwin- Williams têm como características os altos sólidos, altas espessuras, sendo livres de alcatrão e de solventes voláteis, e reúnem a dupla função de primer e de acabamento. São também anti-incrustantes e apresentam alta resistência à abrasão e à agressividade dos ambientes marítimos. Uma das linhas mais requisitadas é a antifouling, para prevenir as incrustações de mexilhões dourados que costumam ocorrer nas plataformas de petróleo, e também proteger embarcações como rebocadores e barcaças de açocarbono, madeira, poliéster, fibras de vidro e alumínios pintados com primer, e sendo oferecida em duas versões, como revestimento epóxi livre de alcatrão e antifouling de matriz insolúvel e pigmentado com óxido cuproso e isento de estanho (TBT).

À prova de explosão– Ao participar como expositora da feira, a Naville, fabricante de materiais elétricos e de iluminação para áreas classificadas, divulgou aos visitantes a sua conquista mais recente: a certificação à prova de explosão para as suas conexões. Trata-se da linha de conexões ECCX/ UFF (fêmea-fêmea e macho-fêmea), recentemente aprovada conforme a norma ABNT-NBR-IEC 60079-1. Produzidas de alumínio ou ferro, em várias geometrias e para diferentes aplicações, como para instalações em eletrodutos e tubulações de passagem de cabos elétricos, possuem bitolas desde ½ polegada até quatro polegadas. Outra novidade está na nova certificação (EWR 15 VH), obtida para as unidades seladoras.

Petróleo e Energia, Philip Rademaker, Gerente comercial da Promar, Santos offshore - Feira reúne cadeia para mostrar oportunidades na bacia de santos
Rademaker: capacidade para tratar e proteger peças de grande porte

De acordo com as definições das normas, áreas classificadas constituem locais sujeitos à probabilidade da existência ou formação de misturas explosivas pela presença de gases, vapores, poeiras ou fibras combustíveis misturadas com o ar ou com o oxigênio. Entre as substâncias passíveis de explosão e enquadradas em áreas classificadas estão todos os derivados de petróleo.

A proteção de cabos subterrâneos de energia e de telecomunicações também evolui pelo lançamento de dutos em formato quadrado. Fabricados com polietileno de alta densidade pela Kanaflex, na dimensão padrão de125 mmx125 mm, com acessórios (anéis de vedação, luvas de emenda e tampões), possuem corrugação anelar, flexível e impermeável, e também apresentam elevada resistência à abrasão, a químicos, à compressão e ao impacto, oferecendo vantagens de alinhamento retilíneo e de formação de banco de dutos com amarração.

Cintas de aramida – A Tecnotêxtil, fabricante de cintas certificadas de poliéster de alto desempenho, de acordo com padrões nacionais e internacionais, destacou a linha de cintas tubulares de aramida. Revestida com poliéster, essa linha, segundo Luis Arlindo Gomes, é beneficiada no Brasil e conta com certificação ISO- 9001 e NBR-15637. As cintas com certificação NBR 15637, segundo ele, atendem às exigências mais completas e rigorosas de controle de qualidade.

A nova geração de multicalibradores portáteis de temperatura Cappo XP também pôde ser conferida pelo público no estande do fabricante nacional Ecil. Totalmente reformulado, com novo layout e novo display gráfico retroiluminado, o novo multicalibrador proporciona melhor visualização das medições e das suas funções realizadas, possuindo dois canais para medir a temperatura e a grandeza elétrica. Opcionalmente, a nova geração também pode incluir módulos para medição de pressão, sendo aplicada em medições e gerações de tensão, corrente (loops ativo e passivo), resistência, termopares, termorresistência e pressão. A empresa também destacou que acaba de produzir o primeiro lote industrial de termômetros infravermelhos da série Rayomatic 20/40, totalmente fabricados no Brasil.

A Ridgid, uma das divisões do grupo Emerson, empresa que detém dezenas de patentes nos Estados Unidos e no Brasil, destacou ampla linha de ferramentas e máquinas, como chaves de tubo, tornos, tubos, cortatubos, rosqueadeiras, curvadores, flangeadores e vários novos sistemas de diagnóstico visual e de localização. Um deles, o SeekTech SR-60, foi concebido para a localiza- ção de linhas utilitárias subterrâneas, utilizando antenas multidirecionais, setas de orientação, e exibindo mapa de leitura para facilitar e tornar mais precisa a localização das linhas-alvo.

Tratamentos anticorrosão– Destacando-se na área de tratamentos anticorrosão à base de jateamentos abrasivos e pinturas industriais, a Promar apresentou diversos serviços executados em terra e em locais imersos em águas salgadas ou doces, em meios agressivos e sob altas temperaturas, utilizando tintas líquidas epoxídicas, adequadas para a pintura de peças expostas a intempéries, ou tintas poliuretânicas, apropriadas para pintar metais ferrosos e não-ferrosos.

Petróleo e Energia, Santos offshore - Feira reúne cadeia para mostrar oportunidades na bacia de santos
Cintas normalizadas de poliéster e aramida suportam cargas

Contando com equipamentos precisos para medição, termohigrômetros, rugosímetros, medidores de película úmida e de película seca, e fitas filamentosas para executar testes de aderência, a empresa ainda oferece mais um diferencial ao setor, segundo Philip Rademaker, gerente comercial da Promar, que é a sua grande capacidade de içamento, permitindo movimentar e pintar peças com até 83 toneladas.

Também presente à exposição, a Techniques Surfaces do Brasil destacou o processo Tegliss de revestimentos técnicos superficiais por pintura com resinas termofixáveis de fluorpolímeros; e podendo incorporar lubrificantes a seco, como bissulfeto de molibdênio ou grafite, para solucionar problemas de engripamento, corrosão, abrasão e isolamento elétrico. O processo de têmpera de aços a vácuo, realizado pela empresa em forno com atmosfera de baixa pressão, inerte e controlada, também confere vantagens como: preservação dos acabamentos superficiais, diminuição de empenamentos e distorções dimensionais, e homogeneidade da dureza em toda a extensão das peças. Outro tratamento realizado pela empresa é o Arcor. Baseado em oxinitrocarbonetação, visa a proporcionar resistência aos engripamentos, desgastes e também à fadiga e à corrosão.

Especializada em isolamentos térmicos, acústicos, refratários, pintura industrial, e em produtos e sistemas para construção naval, a Calorisol prestigiou a Santos Offshore deste ano destacando tanto a sua linha tradicional de produtos como os isolantes térmicos da classe dos rígidos e à base de hidrossilicato de cálcio, ideais para sistemas de isolamento térmico em tubulações, tanques e equipamentos instalados em áreas de processo agressivas, que alcançam faixas de temperatura até 815ºC.

Petróleo e Energia, Sidnei Missio, Supervisor de vendas da Calorisol, Santos offshore - Feira reúne cadeia para mostrar oportunidades na bacia de santos
Missio: isolamento térmico até 815°C com hidrossilicato de cálcio

“Nossos produtos já são bem conhecidos em refinarias, em processos a quente, e na área naval, por suas aplicações em portas, anteparos, revestimentos de painéis de aço para a montagem de contêineres e de alojamentos com maior conforto térmico, e estamos agregando às nossas atividades os serviços de montagem e locação de andaimes tubulares de aço galvanizado para as indústrias em geral, siderúrgicas e refinarias”, informou Sidnei Missio, supervisor de vendas da Calorisol.

Reunindo grande experiência na execução de projetos de engenharia para plataformas offshore fixas, semissubmersíveis, flutuantes e plantas de processo, a Tecnip também participou como expositora, destacando suas atividades e os seus vários desenvolvimentos em águas rasas, profundas e ultraprofundas, bem como projetos envolvendo a fabricação e a instalação de dutos rígidos e flexíveis, umbilicais, risers etc., e o gerenciamento de plantas, EPC, offshore, onshore, entre outras.

Resultante de parceria firmada entre grupos chineses e brasileiros, a Bomcobras também participou da Santos Offshore 2011 comunicando ao setor que irá construir unidade no Brasil voltada à produção de sondas, tubos de perfuração, torres, bombas de lama (mud-pumps), top-drives, drill-pipes, entre outros equipamentos, cujo alcance pode chegar a 12 mil metros de profundidade. “A nossa fábrica começará a ser construída em novembro, na cidade de Simões Filho-BA, e as obras contam com previsão de término para julho de 2012”, informou Oswaldo B. Fireman, executivo da Bomcobras.

A joint venture firmada em julho, em Pequim, entre a chinesa Bomco (Baoji Oilfield Machinery Company), subsidiária da China National Petroleum Corporation (CNPC), estatal e maior empresa especializada na fabricação de máquinas e equipamentos para petróleo, e as empresas brasileiras BRCP – Brasil China Petróleo e Asperbras foi oficializada no mês de outubro.

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