Petróleo e Energia

Santos offshore – Expectativa por áreas do pré-sal santista aquece negócios no setor

Rose de Moraes
15 de outubro de 2012
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    Na visão do gerente executivo do pré-sal, o desenvolvimento do pré-sal da Bacia de Santos representa uma extensão da trajetória da companhia, marcada pela grande experiência acumulada na produção offshore na Bacia de Campos – primeiramente em águas rasas e, depois, em águas profundas e ultraprofundas.

    Na avaliação do especialista, nos últimos cinco anos, mais de 50% das novas descobertas de petróleo ao redor do mundo foram em águas profundas, sendo o Brasil responsável por 63% dessas descobertas. Projeções indicam que, ao desenvolver as reservas recém-descobertas, o Brasil, até 2030, poderá liderar o crescimento do suprimento entre os países fora da Opep (PFC Energy).

    A produção total da Petrobras cresceu em média 10% por ano nos últimos 30 anos. A trajetória da empresa começou em águas rasas, na década de 70, e foi avançando para águas profundas e ultraprofundas até chegar no pré-sal. “A Bacia de Campos representa hoje um dos maiores complexos de produção offshore do mundo”, afirmou Tadeu Fraga. No pré-sal, desde 2006, foram perfurados mais de 70 poços exploratórios na Bacia de Santos e na Bacia de Campos, com índice de sucesso exploratório de mais de 80%, elevadíssimo em comparação com a média mundial, segundo considerou.

    “No polo pré-sal da Bacia de Santos, duas áreas já foram declaradas comerciais, que constituem os campos de Lula e de Sapinhoá. Além disso, nas áreas do pré-sal localizadas na denominada Cessão Onerosa, a Petrobras (com 100% de participação) tem o direito de produzir um volume até 5 bilhões de boe. Considerando apenas os volumes recuperáveis totais das áreas já declaradas comerciais e também os volumes associados ao contrato de Cessão Onerosa, o pré-sal da Bacia de Santos abriga um volume recuperável de 15,4 bilhões de boe, que equivale a toda a produção brasileira acumulada nos últimos 58 anos”, afirmou o gerente executivo.

    Carlos Tadeu Fraga ainda ressaltou que “o pré-sal requer uma gestão rigorosa e excelência em todas as frentes, da concepção e gestão de projetos ao fornecimento de bens e serviços, com ênfase especial à gestão e ao desenvolvimento de pessoas. “Os investimentos necessários para desenvolver o pré-sal estão totalmente contemplados no Plano de Negócios e Gestão 2012-2016. Aavaliação da Petrobras e dos parceiros em relação ao potencial do pré-sal hoje é superior em relação às avaliações iniciais feitas na época da primeira descoberta”, concluiu.

    De acordo com o Plano, serão investidos pela Petrobras no pré-sal US$ 69,6 bilhões, dos quais 85% (US$ 58,9 bilhões) na Bacia de Santos e 15% (US$ 10,7 bilhões) na Bacia de Campos. O investimento total no pré-sal, incluindo a parcela dos parceiros da Petrobras, é estimado em US$ 93 bilhões.

    O gerente executivo de E&P da estatal afirmou que os volumes recuperáveis de óleo no pré-sal da Bacia de Santos em áreas operadas pela Petrobras somam 15,4 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Fraga citou os 6,5 bilhões de boe do Campo de Lula; 1,8 bilhão de boe de Lula, na área de Iracema; 2,1 bilhões de boe em Sapinhoá; e mais 5 bilhões de boe na área da cessão onerosa.

    A Petrobras encontrou um novo reservatório gigante no pré-sal da Bacia de Santos que poderá se tornar uma das maiores descobertas do Brasil ao lado de campos como Lula e Guará, localizados na mesma região. O prospecto de Carcará, descoberto pela estatal em parceria com a portuguesa Galp e as brasileiras Queiroz Galvão e Barra Energia, é uma das mais significativas descobertas já realizadas no pré-sal, afirmou à Reuters o presidente da Barra Energia, João Carlos de Luca.

    Em recente pronunciamento, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, apresentou os fundamentos do Plano de Negócios e Gestão da Companhia, destacando a grande influência dos investimentos de US$ 236,5 bilhões, de 2012-2016, na ampliação da indústria naval e offshore no Brasil. Para as áreas de Exploração e Produção e Abastecimento, responsáveis pelo gerenciamento de atividades que utilizam unidades marítimas, foram destinados, de acordo com o plano, US$ 107 bilhões.

    Entre sondas de perfuração, plataformas de produção e navios, as encomendas à indústria naval somam 137 unidades. A atividade prioritária de produção de petróleo deverá passar dos atuais 2 milhões para 4,2 milhões de barris em 2020. O aumento da produção será acompanhado pela expansão das reservas, que, além dos atuais 15,7 bilhões de barris equivalentes de petróleo e gás (boe), contam com volumes potenciais de 15,8 bilhões de boe, totalizando 31,5 bilhões de boe. “De 2005 a 2010, mais de 50% das descobertas de óleo do mundo foram em águas profundas, das quais 63% foram no país. Nos últimos oito anos, a Petrobras notificou à ANP 252 descobertas, das quais 63 no pré-sal”, informou. “Os resultados até o momento e as perspectivas de novas descobertas permitem prever que o Brasil, em 2030, deverá ser o país com maior crescimento de produção dentre os países não participantes da Opep, segundo estudos da PFC Energy.”

    A indústria da construção naval também está em ascensão. Até 2020, estão previstas 38 plataformas de produção, 28 sondas de perfuração marítima, 49 navios-tanque e 568 embarcações de apoio. Maria das Graças Silva Foster também destacou informações técnicas sobre os estaleiros existentes e em construção no Brasil e detalhou algumas obras navais da Petrobras, como a construção no Estaleiro Rio Grande- RS de oito plataformas para o pré-sal, todas com conteúdo local de 70%, e da P-55, com 65% de conteúdo local.

     

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