Santos offshore – Expectativa por áreas do pré-sal santista aquece negócios no setor

Estimativas recentes da Petrobras indicam que o Brasil poderá produzir daqui a cinco anos mais de 1 milhão de barris por dia (bpd) de óleo retirado da camada pré-sal, ampliando as perspectivas nessa região. A boa notícia repercute nacional e internacionalmente e atrai mais interessados em aproveitar as oportunidades de negócios na cadeia de suprimentos, exploração e produção da indústria de petróleo e gás. Estes marcarão presença na 6ª Santos Offshore – Oil & Gas Expo 2012. A maior feira de petróleo e gás do estado de São Paulo, a única exclusivamente focada na exploração e produção do pré-sal, e que se realiza de 16 a 19 de outubro, no Mendes Convention Center, em Santos-SP, sob a organização da Reed Exhibitions Alcantara Machado, prometendo atrair entre 10 mil e 15 mil visitantes.

A Santos Offshore poderia ser apenas mais um evento em seu gênero entre tantos outros realizados no Brasil e no exterior, mas não é. Novas presenças de expositores nacionais e internacionais e apoios mais abrangentes somam-se neste ano às novidades da exposição, entre as quais destacamos as da Saipem, Totvs, TransOcean, V&M do Brasil e da Jaraguá, bem como a consolidação da parceria realizada com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), iniciada na edição de 2011, e a ampliação das discussões em conferências e simpósios técnicos, a fim de elevar o patamar de desenvolvimento do setor offshore e contribuir para a superação de gargalos em qualificação de mão de obra e de construções navais.

“O momento atual é de conjugação dos interesses do pré-sal entre os grandes players. Após a aquisição da Santos Offshore pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, nós nos empenhamos em trazer para a feira grandes fornecedores que vão estruturar toda a cadeia, do topo até a base”, afirmou Igor Tavares, diretor da Santos Offshore.

Como nas edições anteriores, o patrocínio master é da Petrobras, mas a feira conta com o apoio e a adesão de grande número de entidades, como da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise-Br), do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, da Abenav, e da ABNT, entre outras.

“A grande oportunidade para quem quer fazer negócios é agora, pois a Bacia de Santos é a maior em reserva de petróleo e será a maior em operação daqui a cinco anos. Estão sendo estimados investimentos bilionários no setor e a feira será a plataforma de negócios tanto para quem já atua na região como para quem quer fazer parte desse mercado. Dessa forma, a Santos Offshore contribuirá para aumentar a velocidade do desenvolvimento da região e para ampliar a capacidade da indústria de bens e serviços”, destacou Igor Tavares.

Petróleo & Energia, Igor Tavares, Santos offshore - Expectativa por áreas do pré-sal santista aquece negócios no setor
Tavares: feira contribuirá para acelerar o desenvolvimento regional

A cerimônia de abertura oficial da Santos Offshore terá como convidada de honra a presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, e será realizada no dia 16 (terça-feira), das 14 às 15 horas, contando ainda com as presenças de autoridades, representantes de entidades, prefeitos e representantes de doze municípios que integram a Baixada Santista – Santos, Guarujá, Bertioga, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, Peruíbe, São Vicente, Caraguatatuba, Ilha Bela, Cubatão e São Sebastião. No segundo dia de evento, 17 (quarta-feira), será abordado o desenvolvimento do setor offshore e as implicações para a Bacia de Santos (das 14 às 15h30). No dia 18 (quinta-feira), o tema versará sobre oportunidades de negócios para a cadeia de fornecedores e desenvolvimento de recursos humanos (das 14 às 18 horas) e, no último dia, 19 (6ª feira), um seminário técnico abordará a infraestrutura de E&P e logística (das 14 às 18 horas). O evento também contará com três rodadas de negócios. No primeiro e no segundo dia, serão promovidas pela Fiesp, e, no terceiro dia de feira, pelo Sebrae em conjunto com a Onip. A expectativa de geração de negócios, segundo o diretor Igor Tavares, é alcançar montante entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões, dobrando, principalmente pela participação da Onip, o volume de negócios alcançado na última edição da feira.

Depois de sua aquisição, em 2011, pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, a Santos Offshore passou a integrar a rede formada pelas maiores feiras internacionais congêneres, como a World Future Energy Summit, a Brasil Offshore e a SPE Offshore Europe, também organizadas pela Reed Exhibitions, entrando para o calendário dos principais eventos internacionais e para a agenda de grandes empresários e de grandes compradores do mundo todo.

A importância da Bacia de Santos e as descobertas do pré-sal para o avanço da produção petrolífera no país estarão, dessa forma, mais uma vez, no centro das atenções durante todo o período de realização da Santos Offshore. Recentemente, o gerente executivo do pré-sal da área de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras, Carlos Tadeu Fraga, rememorou em retrospectiva desde os inaugurais blocos da Bacia de Santos, em 2000, mencionando a primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal, em 2006, e a produção inicial de óleo, em setembro de 2008, no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, até agosto de 2012, lembrando que o pré-sal já tem uma produção acumulada de 100 milhões de barris de óleo equivalente (boe), volume que, produzido em quatro anos, já corresponde à metade do volume recuperável do campo de Garoupa, localizado na Bacia de Campos, descoberto em 1974, e que está em produção até os dias atuais.

Na visão do gerente executivo do pré-sal, o desenvolvimento do pré-sal da Bacia de Santos representa uma extensão da trajetória da companhia, marcada pela grande experiência acumulada na produção offshore na Bacia de Campos – primeiramente em águas rasas e, depois, em águas profundas e ultraprofundas.

Na avaliação do especialista, nos últimos cinco anos, mais de 50% das novas descobertas de petróleo ao redor do mundo foram em águas profundas, sendo o Brasil responsável por 63% dessas descobertas. Projeções indicam que, ao desenvolver as reservas recém-descobertas, o Brasil, até 2030, poderá liderar o crescimento do suprimento entre os países fora da Opep (PFC Energy).

A produção total da Petrobras cresceu em média 10% por ano nos últimos 30 anos. A trajetória da empresa começou em águas rasas, na década de 70, e foi avançando para águas profundas e ultraprofundas até chegar no pré-sal. “A Bacia de Campos representa hoje um dos maiores complexos de produção offshore do mundo”, afirmou Tadeu Fraga. No pré-sal, desde 2006, foram perfurados mais de 70 poços exploratórios na Bacia de Santos e na Bacia de Campos, com índice de sucesso exploratório de mais de 80%, elevadíssimo em comparação com a média mundial, segundo considerou.

“No polo pré-sal da Bacia de Santos, duas áreas já foram declaradas comerciais, que constituem os campos de Lula e de Sapinhoá. Além disso, nas áreas do pré-sal localizadas na denominada Cessão Onerosa, a Petrobras (com 100% de participação) tem o direito de produzir um volume até 5 bilhões de boe. Considerando apenas os volumes recuperáveis totais das áreas já declaradas comerciais e também os volumes associados ao contrato de Cessão Onerosa, o pré-sal da Bacia de Santos abriga um volume recuperável de 15,4 bilhões de boe, que equivale a toda a produção brasileira acumulada nos últimos 58 anos”, afirmou o gerente executivo.

Carlos Tadeu Fraga ainda ressaltou que “o pré-sal requer uma gestão rigorosa e excelência em todas as frentes, da concepção e gestão de projetos ao fornecimento de bens e serviços, com ênfase especial à gestão e ao desenvolvimento de pessoas. “Os investimentos necessários para desenvolver o pré-sal estão totalmente contemplados no Plano de Negócios e Gestão 2012-2016. Aavaliação da Petrobras e dos parceiros em relação ao potencial do pré-sal hoje é superior em relação às avaliações iniciais feitas na época da primeira descoberta”, concluiu.

De acordo com o Plano, serão investidos pela Petrobras no pré-sal US$ 69,6 bilhões, dos quais 85% (US$ 58,9 bilhões) na Bacia de Santos e 15% (US$ 10,7 bilhões) na Bacia de Campos. O investimento total no pré-sal, incluindo a parcela dos parceiros da Petrobras, é estimado em US$ 93 bilhões.

O gerente executivo de E&P da estatal afirmou que os volumes recuperáveis de óleo no pré-sal da Bacia de Santos em áreas operadas pela Petrobras somam 15,4 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Fraga citou os 6,5 bilhões de boe do Campo de Lula; 1,8 bilhão de boe de Lula, na área de Iracema; 2,1 bilhões de boe em Sapinhoá; e mais 5 bilhões de boe na área da cessão onerosa.

A Petrobras encontrou um novo reservatório gigante no pré-sal da Bacia de Santos que poderá se tornar uma das maiores descobertas do Brasil ao lado de campos como Lula e Guará, localizados na mesma região. O prospecto de Carcará, descoberto pela estatal em parceria com a portuguesa Galp e as brasileiras Queiroz Galvão e Barra Energia, é uma das mais significativas descobertas já realizadas no pré-sal, afirmou à Reuters o presidente da Barra Energia, João Carlos de Luca.

Em recente pronunciamento, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, apresentou os fundamentos do Plano de Negócios e Gestão da Companhia, destacando a grande influência dos investimentos de US$ 236,5 bilhões, de 2012-2016, na ampliação da indústria naval e offshore no Brasil. Para as áreas de Exploração e Produção e Abastecimento, responsáveis pelo gerenciamento de atividades que utilizam unidades marítimas, foram destinados, de acordo com o plano, US$ 107 bilhões.

Entre sondas de perfuração, plataformas de produção e navios, as encomendas à indústria naval somam 137 unidades. A atividade prioritária de produção de petróleo deverá passar dos atuais 2 milhões para 4,2 milhões de barris em 2020. O aumento da produção será acompanhado pela expansão das reservas, que, além dos atuais 15,7 bilhões de barris equivalentes de petróleo e gás (boe), contam com volumes potenciais de 15,8 bilhões de boe, totalizando 31,5 bilhões de boe. “De 2005 a 2010, mais de 50% das descobertas de óleo do mundo foram em águas profundas, das quais 63% foram no país. Nos últimos oito anos, a Petrobras notificou à ANP 252 descobertas, das quais 63 no pré-sal”, informou. “Os resultados até o momento e as perspectivas de novas descobertas permitem prever que o Brasil, em 2030, deverá ser o país com maior crescimento de produção dentre os países não participantes da Opep, segundo estudos da PFC Energy.”

A indústria da construção naval também está em ascensão. Até 2020, estão previstas 38 plataformas de produção, 28 sondas de perfuração marítima, 49 navios-tanque e 568 embarcações de apoio. Maria das Graças Silva Foster também destacou informações técnicas sobre os estaleiros existentes e em construção no Brasil e detalhou algumas obras navais da Petrobras, como a construção no Estaleiro Rio Grande- RS de oito plataformas para o pré-sal, todas com conteúdo local de 70%, e da P-55, com 65% de conteúdo local.

 

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