Petróleo e Gás

Rio Pipeline – Escoamento do pré-sal atrai visitantes e pode gerar mais negócios

Julio Castro
5 de agosto de 2011
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    Levando em consideração o crescimento da indústria de transporte por dutos, que tem movimentado, por ano, mais de US$ 50 bilhões no mundo e os investimentos na ordem de US$ 8 bilhões previstos para projetos de expansão da malha de dutos do país, a comunidade dutoviária aguarda ansiosa a 8ª Rio Pipeline Conference and Exposition, marcada para 20 a 22 de setembro, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro-RJ.

    Realizada a cada dois anos desde 1997, a Rio Pipeline se consolidou no calendário de eventos como o ponto de encontro da indústria mundial de dutos. É organizada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e pela International Pipeline Conference (IPC), realizada em Calgary, Canadá. Na edição de 2009, contou com a participação de mais de 1.300 congressistas, vindos de 28 países; de 120 expositores, de 35 países; e atraiu o interesse de três mil visitantes em três dias. Desta vez, os organizadores esperam que esses números sejam superados.

    A notícia mais recente que agitou o setor foi o anúncio da opção, pela Petrobras, de utilizar um duto submarino para escoar o gás natural produzido em dois blocos no pré-sal da Bacia de Santos (BM-S-9 e BM-S-11), descartando a alternativa até então mais comentada, de utilizar uma unidade flutuante para gerar gás natural liquefeito (GNL), projeto que estava sendo desenvolvido pela Petrobras em parceria com suas sócias no pré-sal.

    “Com o crescimento global da indústria de petróleo e gás, aumenta a necessidade de escoamento da produção e de distribuição de combustíveis, tornando o setor de dutos cada vez mais estratégico, trazendo inúmeras oportunidades de negócios”, destaca Marcelo Rennó, presidente do comitê organizador do evento. “A Rio Pipeline é, hoje, uma importante oportunidade de encontro para a indústria. Por isso, contamos com o apoio institucional das principais entidades do setor.”

    Desenvolvimento tecnológico – A conferência da Rio Pipeline traz, nesta edição, uma programação dividida em 16 temas que abordam desde o projeto, construção e montagem de dutos submarinos ao transporte de biocombustíveis. Além das sessões técnicas, também estão previstos dois grandes painéis: um sobre o escoamento dutoviário do pré-sal, com participação de representantes da Petrobras, Technip e BG; e o segundo, sobre tendências tecnológicas na área de dutos, realizado com o apoio do Pipeline Research Council International (PRCI).

    O comitê técnico do evento registrou nesta edição o recebimento de 513 sinopses de trabalhos técnicos, oriundas de 27 países. O bloco temático de Projeto, Construção, Montagem e Materiais foi o que registrou o maior índice de sinopses, seguido do tema Dutos Submarinos. O comitê organizador da Rio Pipeline Conference and Exposition 2011 premiará o trabalho de maior contribuição técnica apresentado no evento. Além do reconhecimento pela autoria do melhor trabalho técnico, o autor será contemplado com a passagem aérea e a hospedagem, oferecidas pelo IBP, para apresentação de seu trabalho na IPC 2012.

    O painel sobre o Escoamento Dutoviário do Pré-Sal contará com a moderação do gerente executivo de exploração e produção do pré-sal da Petrobras, José Formigli, e a participação, como palestrantes, do gerente de planejamento de exploração e produção do pré-sal da Petrobras, Mauro Yuji Hayashi; do gerente geral do centro de pesquisa da Petrobras, Ricardo Luiz Carneiro Beltrão; do presidente da Technip Brasil, Frederic Delormel; e da diretora comercial da BG, Valéria Lima.

    Petróleo & Energia, Marcelo Rennó, Presidente do comitê organizador do evento, Rio Pipeline - Escoamento do pré-sal atrai visitantes e pode gerar mais negócios

    Rennó: setor de dutos ganha mais importância estratégica

    “A participação na programação técnica na Rio Pipeline é fundamental para o desenvolvimento do setor no Brasil, seja pela atualização de conhecimentos, pelas discussões sobre tendências e expectativas da indústria, seja pela troca de experiências que propicia”, afirma Raimar van den Bylaardt, presidente do Conselho Executivo do Centro de Tecnologia em Dutos (Ctdut). O executivo participará, no último dia do evento, ao lado do coordenador do Programa Tecnológico de Transporte da Petrobras (Protran), Pedro Altóe, do painel Tendências Tecnológicas na Atividade Dutoviária, que será moderado pelo gerente executivo do Cenpes, Carlos Tadeu da Costa Fraga.

    Dentre as empresas que participam como expositoras na Rio Pipeline neste ano estão: Petrobras, TBG, GE, GDK, Oil States, TDW, Cameron, Baker Hughes, TenarisConfab e V&M do Brasil.

    Potencial para inovação – Nos últimos anos foram projetadas e executadas linhas de dutos de grandes distâncias e de cunho estratégico, não só para minimizar a dependência do gás da Bolívia, mas como forma de integrar o país, como os projetos Sene, Gasduc III, Gastau e outros, fora a construção dos terminais de GNL. Com o pré-sal e a entrada em operação de novas refinarias (Rnest, Comperj, Premium I e II), forçosamente novas faixas de dutos serão construídas e as já existentes deverão ser revistas. Ou seja, precisaremos de mais tecnologia.

    “Temos muita tecnologia madura para o segmento de dutos, seja em materiais, processos de fabricação, construção de dutos, sistemas de segurança para a integridade do duto e do meio ambiente e automação da operação, mas os investimentos em P&D precisam aumentar”, afirma Julio Alonso, CEO e diretor da Asel-Tech. 



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