Petróleo e Gás

Rio Pipeline – Ctdut elaborou programação especial

Julio Castro
5 de agosto de 2011
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    O Centro de Tecnologia em Dutos (Ctdut) promove, durante os dias 19 a 23 de setembro, uma nova edição da Semana Ctdut, programação especialmente voltada para as equipes técnicas das empresas presentes na Rio Pipeline 2011. “A Rio Pipeline é um evento mundial que mobiliza expositores e visitantes de vários países. O objetivo da Semana Ctdut é aproveitar a presença desses profissionais no Rio de Janeiro, em um evento técnico e de inovação tecnológica”, explica Arthur Braga, gerente executivo do Ctdut.

    Empresas como a A. Hak, Continental, Indumar Products, Liderroll, Stopaq Europe, Tyco e Volvo estão entre as que participaram das duas edições da Semana Ctdut demonstrando seus produtos e serviços nas instalações em escala real da entidade. O centro tecnológico destinado ao desenvolvimento na área de dutos foi inaugurado em 2006, em decorrência de uma parceria entre Petrobras, Transpetro e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Entidade tecnológica setorial (ETS), hoje reconhecida mundialmente, o Ctdut tem 45 associados, entre empresas, universidades, instituições de ensino e pesquisa e organizações representativas da indústria.

    Desafios tecnológicos – Além do desafio construtivo de dutos que deverão ser assentados sob mais de 2 mil metros de lâmina d’água e em distâncias superiores a 200 km da costa, o pré-sal demandará revestimentos de alto isolamento térmico, capazes de manter ou minimizar a redução de temperatura do óleo produzido, sem, no entanto, aumentar significativamente o peso dos risers e seus custos. “Outros obstáculos serão o desgaste e a corrosão acentuada nos risers e dutos”, afirma Raimar van den Bylaardt, presidente do Conselho Executivo do Centro de Tecnologia em Dutos (Ctdut).

    Como nesse segmento as unidades de produção necessitam ter vida útil superior a 20 anos, o uso de novos materiais e o emprego de produtos já conhecidos, mas que representem algo novo se aplicados ao setor dutoviário – como é o caso do uso da fibra de carbono em risers com mais de oito polegadas de diâmetro interno –, são fundamentais para a integridade e longa vida das instalações, permitindo a produção, tanto na questão do escoamento quanto na injeção de CO2 ou outros fluidos, com segurança e custos razoáveis.

    “Por tudo isso, o Brasil precisará cada vez mais de infraestrutura laboratorial de grande porte para testar a qualidade dos equipamentos e contribuir para o aumento da vida útil e confiabilidade dos produtos e serviços do setor de dutos”, afirma. Ele destaca ainda a expansão da infraestrutura laboratorial promovida por empresas como Baker Hughes, FMC, Usiminas, Tenaris Confab, Halliburton, Schlumberger, Siemens, EMC Computer Systems e BG. Todas estão construindo centros de pesquisa e desenvolvimento para atender aos desafios tecnológicos impostos pelo pré-sal.

    Ele observa que o próprio Ctdut inaugura, ainda em 2011, uma unidade piloto para testes em proteção catódica, pesquisa e avaliação de revestimentos anticorrosivos em dutos. “Além disso, iniciamos a construção do oleoduto e do gasoduto de teste”, destaca. Também está em fase de construção um laboratório de ensaios de desempenho de válvulas e acessórios de tubulações. A unidade – que conta com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – integra a lista de facilidades necessárias para a implantação da Rede de Competência em Válvulas, criada no ano passado com o objetivo de debater uma infraestrutura laboratorial para o pré-sal.

    Participam da Rede, além do Ctdut, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Máquinas e Equipamentos (IPDMaq), o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Coppe/UFRJ.

     

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