Logística e Transporte

Rio Pipeline 2013: Malha de dutos precisa crescer para suportar a expansão de óleo & gás

Bia Teixeira e Julio Castro
1 de outubro de 2013
    -(reset)+

    Petróleo & Energia, Gasoduto com 954 km liga Cacimbas a Catu

    Gasoduto com 954 km liga Cacimbas a Catu

    Com malha de dutos muito aquém da existente em outros países, com cerca de 25 mil quilômetros de extensão, o Brasil ainda enfrenta inúmeros desafios nesta área, a despeito das metas crescentes de produção de óleo e gás no país, a maior parte em bacias offshore, em águas profundas e ultraprofundas.

    Dutos submarinos, novos materiais, automação e controle remoto, monitoramento em tempo real, revestimentos para as mais severas condições offshore, integridade de estruturas, manutenção, meio ambiente e segurança operacional são alguns dos aspectos deste segmento da indústria que serão abordados na 5ª edição da Rio Pipeline Conference and Exposition.

    Organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), realiza-se entre os dias 24 e 26 de setembro, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, sendo consagrado como o maior evento de dutos do país.

    Petróleo & Energia, Rennó: desafios ligados à eficiência logística e econômica

    Rennó: desafios ligados à eficiência logística e econômica

    “A Rio Pipeline já se tornou referência para o setor”, afiança Marcelo Rennó, coordenador do Comitê Organizador do evento, que tem o apoio do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), lembrando que a exposição reúne os principais fornecedores de bens e serviços, além de operadores do transporte dutoviário.

    “A indústria de óleo e gás ocupa um espaço fundamental no cenário mundial e precisa de constante renovação. Por isso, temas como integridade, inovação, tecnologia e a sustentabilidade são o carro-chefe de qualquer encontro do gênero”, observa Rennó.

    Realizada a cada dois anos, desde 2005, a Rio Pipeline se tornou um importante foro para o debate e a troca de experiências na sua conferência, que reuniu, na última edição, mais de 1.500 congressistas e teve um número recorde de 342 trabalhos inscritos, oriundos de 27 países.

    Na edição deste ano, com 224 trabalhos aprovados (veja quadro de trabalhos inscritos por tema), a Rio Pipeline vai colocar no centro das discussões: a questão da expansão da malha de distribuição de gás no Brasil, a inovação tecnológica em dutos, regulação e logística da atividade dutoviária, e as práticas de gestão dessa indústria, entre outros assuntos.

    Trata-se de temas que ganharam maior destaque após a conclusão, em maio, dos estudos de elaboração do Plano Decenal de Expansão da Malha de Transporte Dutoviário do País (Pemat), realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). No entanto, o plano que estabelece a construção e a ampliação de gasodutos para o escoamento de gás natural ainda não teve grande número de projetos em razão da pouca oferta do insumo.

    Gasodutos como o Santo Antonio dos Lopes-Barcarena, para escoar a produção da Bacia do Parnaíba, que já foi descartado pela Petrobras, dutos paralelos ao Gasbol (Gasoduto Bolívia-Brasil), para atendimento ao interior dos estados da Região Sul, e empreendimentos de reforço da malha do Sudeste estavam entre os projetos em estudo.

    “Mas eles só poderão se concretizar quando a oferta for comprovada. Gasodutos possíveis hoje são muito poucos”, já disse o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, reconhecendo que a malha brasileira de gasodutos cresceu “exponencialmente” nos últimos anos, mas que continua sendo pequena em relação às de outros países. “Um crescimento mais expressivo vai depender da comprovação do tamanho das reservas de gás no país”, contrapôs Tolmasquim.

    “As características geográficas e a vasta extensão do território nacional tiveram uma grande influência no desenho desta malha”, observa Maurício Rennó, do IBP, lembrando que a malha de dutos existente foi desenvolvida e construída atendendo à demanda. “O aumento da produção, motivada principalmente pela descoberta do pré-sal, vai ser atendido por uma logística especial, voltada para a interligação dos campos produtores, em terra e no mar, com a malha de dutos existente para atender à também crescente demanda de petróleo, derivados e gás natural em todo o território nacional.”



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *