Combustíveis

Rio Pipeline 2013: Expansão da malha dutoviária requer mão de obra qualificada

Petroleo e Energia
19 de dezembro de 2013
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    Petróleo & Energia, Tubos prontos para instalação em linha de transporte de gás natural

    Tubos prontos para instalação em linha de transporte de gás natural

    Texto: Fania Rodrigues

    Com malha de menos de 30 mil quilômetros de dutos e gasodutos e uma taxa média de crescimento de apenas 2% por ano, o Brasil ainda tem um enorme potencial de expansão desse setor. Mas terá de investir pesado na qualificação e na retenção de mão de obra, bem como para aumentar a produtividade e a eficiência logística para não deixar que essa oportunidade se torne uma situação de risco.

    São vários os fatores, externos ou inerentes à sua utilização, que podem afetar a integridade de dutos que transportam desde álcool, petróleo e derivados até gás e minérios, provocando incidentes com forte impacto sobre o meio ambiente e a vida humana, além da sustentabilidade das empresas.

    Petróleo & Energia, Rio Pipeline 2013Esses aspectos foram debatidos pelos quase mil congressistas que participaram da Rio Pipeline Conference & Exposition 2013, realizada entre os dias 24 e 26 de setembro, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro. A nona edição do evento recebeu 2.200 visitantes, que foram conferir as novas tecnologias e os serviços oferecidos pelos 150 expositores. “Nossa indústria tem grandes desafios e um deles é monetizar novas descobertas. Para isso, a infraestrutura deve ser capaz de escoar a produção, além de distribuir os derivados de petróleo e gás para o consumo da sociedade”, frisou Milton Costa Filho, secretário-geral do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que promove a Rio Pipeline desde 1995.

    Ele destacou também a importância de reforçar a comunicação com as ‘gerações Y e Z’, para conectá-las à indústria do petróleo, a fim de atrair novos quadros para o setor. Daí a razão de o IBP ter levado pela primeira vez para a Rio Pipeline o programa Profissional do Futuro, que recebeu mais de 400 estudantes de 14 universidades e centros tecnológicos. Promovida em parceria com o Centro de Empreendedorismo Universitário (CEU), a iniciativa tem por objetivo orientar os jovens quanto ao planejamento da carreira e a qualificação profissional, apresentando-os ao mercado de óleo e gás. “O programa busca melhorar a eficiência profissional ao levar às universidades e aos trabalhadores conhecimentos que nem sempre estão disponíveis. A visita à feira não pode ser só um percurso pelos estandes”, ressaltou Alfredo Laufer, diretor do CEU.

    Petróleo & Energia, Ampliação da oferta de óleo e gás demandará mais dutos

    Ampliação da oferta de óleo e gás demandará mais dutos

    Desafios permanentes – “O setor de energia enfrenta grandes desafios para atender às demandas existentes. Para solucioná-los, é fundamental ter as pessoas certas na mesa de discussões”, afirmou Madiha Kotb, presidente da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (Asme), que realizou a reunião de seu comitê durante o evento. O mesmo foi feito pela Associação Regional de Empresas de Petróleo, Gás e Biocombustíveis na América Latina e Caribe (Arpel).

    De acordo com a dirigente, um dos grandes desafios técnicos do cenário atual da indústria de óleo e gás é a integração da indústria dutoviária com as atividades de exploração offshore, em meio às crescentes exigências globais de políticas ambientais mais efetivas. Se a logística, a eficiência operacional e a segurança ambiental são as diferentes faces de um mesmo desafio, a integridade dos dutos é um ponto chave para que este modal de transporte se consolide, tanto em terra como no mar, como a melhor forma de transportar hidrocarbonetos e outros recursos naturais.

    Dessa forma, a corrosão é uma das principais preocupações do setor, que hoje conta com uma gama diferenciada de soluções, incluindo novos materiais e técnicas de revestimento, alguns ainda em teste no Brasil e no exterior, como foi discutido na feira.

    Solução integrada – A Bredero Shaw, do grupo canadense ShawCor Ltd., destacou o conceito de solução integrada para a proteção de dutos. Segundo o gerente técnico da empresa no Brasil, Normando Cunha, um dos maiores desafios enfrentados no setor offshore é a capacidade de entender as necessidades de cada projeto específico. “Isso é fundamental para que a empresa possa propor ao cliente um sistema de revestimento adequado para suportar profundidades consideráveis, temperaturas elevadas e diferentes métodos de instalação, sem afetar a integridade do revestimento aplicado”, afirmou.



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    Um Comentário


    1. kennedi m fernandes

      quero fazer parte desta conceituada empresa o que devo fazer



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