Rio Oil & Gas – Potencial de negócios na área do pré-sal gera novos recordes de visitantes e expositores

Na edição passada, a Rodada Internacional, realizada pela primeira vez, promoveu a negociação de US$ 287 milhões em exportações de bens e serviços de 43 fornecedores brasileiros para companhias de cinco países: México (Pemex), Equador (Petroecuador), Argentina (Pan American, Tecna e Repsol), Colômbia (Ecopetrol) e Peru (Petrolera Monterrico), além das subsidiárias da estatal brasileira, Petrobras Colômbia e Petrobras Argentina. A rodada, que reforçou a posição do Brasil no mercado latino-americano, pode gerar resultados ainda melhores este ano.

Também é grande a possibilidade de um recorde na rodada nacional desse ano, superando o marco de 2008, no qual 23 âncoras e 197 fornecedores participaram de aproximadamente 800 encontros, durante os dois dias de rodadas, negociando bens e serviços em torno de R$ 176 milhões (76% superior ao da ROG 2006, que foi de R$ 100 milhões).

A expansão do setor de petróleo e gás natural, que tem como um de seus principais gargalos uma demanda crescente de mão de obra qualificada, também atrai para a ROG milhares de estudantes, que poderão participar de um dia da feira. Mais de 1.750 universitários em fase de conclusão de cursos nas áreas ligadas à atividade petrolífera já se inscreveram para o programa “Descobrindo o Profissional do Futuro”, um dos eventos paralelos à feira, que inclui palestras sobre temas relevantes do setor, como o panorama atual da matriz energética brasileira, demanda de recursos humanos, segurança na indústria de petróleo e gás, e mulheres no setor. A iniciativa prevê ainda visitas aos principais estandes, com o objetivo de estimular a interação entre o mercado e os jovens em formação.

Competitividade e produtividade – Outro evento paralelo é o Seminário de Produtividade e Competitividade da Cadeia de EPC (Engenharia, Procurement/ Suprimento e Construção), promovido pelo Centro de Excelência em EPC (CE-EPC). O objetivo do promotor é unir e potencializar os esforços destas empresas e entidades que têm interesses comuns, para desenvolver ações visando o aumento da produtividade da indústria brasileira da cadeia de EPC e, consequentemente, de sua participação nos projetos de investimento das operadoras de óleo e gás no Brasil e no exterior, em bases competitivas e sustentáveis, dentro dos mais altos padrões de qualidade e de diretrizes de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde).

Criado em 2008 para buscar soluções para os problemas que a indústria de EPC enfrenta no planejamento e na execução dos projetos em petróleo, gás e energia no Brasil, o centro é fruto de projetos do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), e tem seu estatuto assinado por nada menos que 60 organizações, entre operadoras (Petrobras, Shell, Statoil/Hydro e RepsolYPF), fornecedores de bens e serviços, instituições de ensino e pesquisa e entidades de classe.

O seminário vai reunir empresas contratantes e contratadas para debater temas como os gargalos existentes para aumentar a produtividade, as oportunidades de incremento do conteúdo local e formas de tornar as empresas mais competitivas em nível nacional e internacional.

Na mesma linha, um mês antes da ROG, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e a Onip divulgaram o estudo “Agenda de Competitividade da Cadeia Produtiva de Óleo e Gás Offshore no Brasil”, feito pela consultoria internacional Booz & Company. O trabalho identifica entraves e propõe soluções para que a indústria potencialize os benefícios gerados pelo grande volume de encomendas de bens e serviços a ser demandado pelo desenvolvimento das novas reservas brasileiras.

Respaldado em pesquisas anteriores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Mapear sobre empresas do setor e trabalhos disponíveis sobre o assunto, o estudo projeta investimentos para os próximos dez anos na cadeia produtiva offshore e traça cenários distintos de geração de emprego.

O levantamento detalha, por exemplo, os custos de alguns equipamentos produzidos no Brasil, compara com países concorrentes – como Estados Unidos, China e Coreia –, avalia a competitividade da indústria nacional, e indica os gargalos a serem superados. Aborda ainda a experiência de outros países que já vivenciaram momento semelhante de crescimento exponencial do volume de encomendas.

 

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Um Comentário

  1. Bom dia

    Sres(as).

    Eu sempre trabalhei no setor de petroleo&gás a empresa que trabalhava praticamente está fechando as portas por causa da crise,pois todas que estou procurando no setor para que eu possa voltar ao mescado de trabalho estão demitindo, queria saber quais as empresas nesse setor que ainda está contratando.

    Um abraço,

    Jose Antonio

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