Petróleo e Energia

Rio Oil & Gas – Potencial de negócios na área do pré-sal gera novos recordes de visitantes e expositores

Bia Teixeira
15 de setembro de 2010
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    AChina é a segunda maior economia do mundo, mas o Brasil do pré-sal continua sendo o grande foco dos investidores internacionais no setor de petróleo e gás. Tanto que a maioria dos players dessa cadeia produtiva se reúne no Rio de Janeiro, entre 13 e 16 de setembro, para o maior encontro petrolífero do Hemisfério Sul: a Rio Oil & Gas 2010 Expo and Conference, promovida a cada dois anos pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), no Riocentro.

    A despeito do tema abrangente – “Do petróleo ao biocombustível: integrando conhecimento e ampliando os limites” –, a maioria das mais de 1.500 empresas participantes tem como foco principal a prospecção de oportunidades de negócios e parcerias. Todas querem aferir quais os desafios e avanços já consolidados na exploração dos campos na chamada camada do pré-sal, onde foram descobertos reservatórios gigantes que estão sendo estimados entre 8 e 14 bilhões de barris de petróleo, para identificar as soluções que podem oferecer ao mercado brasileiro.

    Na sua 15ª edição, a ROG 2010 pode superar todos os números anteriores, desde 1982, quando começou a ser realizada em um país ainda dependente (e muito) de petróleo e que naquela época dava seus primeiros passos em águas profundas. Hoje autossuficiente em petróleo e com um mercado de gás em expansão, o Brasil mostra, nesse duplo evento, que o mercado local é uma verdadeira ‘bacia de oportunidades’ para todos os agentes dessa cadeia produtiva.

    Petróleo & Energia, João Carlos de Luca, Presidente do IBP e do comitê organizador do evento, Rio Oil & Gas - Potencial de negócios na área do pré-sal gera novos recordes de visitantes e expositores

    De Luca espera encontrar a melhor tecnologia do setor

    “A Rio Oil & Gas já se consolidou no calendário da indústria mundial como um evento que atrai as principais empresas, o melhor da tecnologia e as discussões de maior interesse do setor”, reitera continuamente João Carlos de Luca, presidente do IBP e do comitê organizador do evento.

    Suas palavras são endossadas por Eloi Fernández y Fernández, diretor-geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), para quem o evento se destaca, no Brasil e no mundo, como um dos mais importantes do setor. “As relevantes descobertas em camadas do pré-sal da costa brasileira contribuem para ampliar a relevância da ROG, pois transformaram o Brasil em um dos principais demandantes de serviços e equipamentos, com grandes oportunidades para os fornecedores locais, além de atrair novos investimentos.”

    A expectativa é de que o número superior de empresas – mais de 25% em relação a 2008, quando o Riocentro abrigou 1.200 expositores de 23 países – reflita também a internacionalização desse evento, visitado por 39 mil pessoas naquela ocasião. Na edição atual, o número de pavilhões internacionais cresceu para doze, de países-chave no setor: Reino Unido, Noruega, França, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Canadá, Itália, Dinamarca, China, Bélgica e a vizinha Argentina.

    Conhecimento e inovação – Essa internacionalização também se aplica à conferência paralela à exposição, que no ano passado computou cinco mil delegados inscritos e 705 trabalhos apresentados. As inscrições atuais demonstram o fato: o comitê técnico recebeu 1.098 sinopses de trabalhos de pesquisadores oriundos de 29 países.

    Dividida em seis blocos temáticos – Exploração e Produção, Abastecimento, Gás e Energia, Responsabilidade Socioambiental, Perspectivas Jurídicas e Econômicas e Biocombustíveis –, a conferência tem ainda 50% a mais de painéis que em 2008 e um número maior de sessões pôsteres e técnicas – que além de contribuir para disseminar o conhecimento e expor teses inovadoras, dá uma visibilidade respeitável aos pesquisadores.

    O presidente do Comitê Técnico da Rio Oil & Gas, Carlos Eugenio Melro da Resurreição, tem por meta incrementar o congresso técnico, para que tenha a mesma visibilidade e importância que a feira brasileira já tem, confirmando- a como o segundo maior evento tecnológico do setor de petróleo do planeta, perdendo apenas para a Offshore Technology Conference (OTC), realizada anualmente nos Estados Unidos.

    Gerente-geral de Reservas e Reservatórios da Unidade de Exploração e Produção da Petrobras, Resurreição explica que o comitê quer trazer mais referências internacionais para a conferência, mesmo com o foco dos trabalhos sendo direcionado para os desafios da indústria brasileira no setor de óleo e gás. “É importante ter uma visão global dessa indústria. Além disso, estaremos fortalecendo o Brasil no cenário internacional”, acrescenta, lembrando que o país vive um novo momento.

    Há dois anos, na última ROG, o pré-sal já era tema dominante, mas ninguém poderia imaginar que a indústria nacional já estaria produzindo petróleo nessa nova fronteira exploratória. “O Brasil transformou o que antes era apenas uma expectativa, o pré-sal, em uma realidade, com produção efetiva, novas descobertas e confirmação de reservas”, diz Resurreição. “Hoje o Brasil é uma grande alavanca da indústria mundial. O aprendizado das companhias passa por aqui”, frisa.

    Coordenadora do bloco temático de exploração e produção (E&P) da conferência, a engenheira Anelise Lara destaca o incremento da pesquisa e desenvolvimento (P&D) no país, com o suporte de grupos internacionais e não mais apenas da Petrobras. “As excelentes perspectivas do setor fizeram com que as grandes companhias globais começassem a investir na criação de centros de pesquisa no país”, informa Anelise, gerente de engenharia de reservatórios da área de E&P da Petrobras.



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    Um Comentário


    1. Jose Antonio Gomes Rangel

      Bom dia

      Sres(as).

      Eu sempre trabalhei no setor de petroleo&gás a empresa que trabalhava praticamente está fechando as portas por causa da crise,pois todas que estou procurando no setor para que eu possa voltar ao mescado de trabalho estão demitindo, queria saber quais as empresas nesse setor que ainda está contratando.

      Um abraço,

      Jose Antonio



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