Petróleo e Gás

Rio Oil & Gas: Petrobras divulga plano de negócios crível e realista

Petroleo e Energia
20 de dezembro de 2016
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    Petróleo & Energia, Parente: regime de partilha com presença obrigatória é inviável

    Parente: regime de partilha com presença obrigatória é inviável

    A Petrobras realinhou suas metas e projetos de investimento no Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2017-2021, exibindo um perfil muito mais comedido e realista, apontando ao mercado a diretriz de reduzir o endividamento, aumentar a eficiência operacional e recuperar a higidez econômico-financeira. Por isso, o valor anunciado de investimentos próprios para esse período soma US$ 74,1 bilhões, 25% inferior ao valor anunciado (mas não realizado) no PN 2015-2019, que era de US$ 98,4 bilhões. E muito aquém dos delirantes US$ 236,7 bilhões do PN 2013-2017, que exigiram aumentar as dívidas da companhia.

    Não apenas os investimentos foram reduzidos, mas também as metas. O PN 2013-2017, por exemplo, apontava para uma produção de 4,2 milhões de barris de óleo por dia (bpd) no Brasil em 2020. O PN atual parte de 2,52 milhões de bpd em 2017 para chegar a 3,34 milhões de bpd em 2021 (só no Brasil).

    Alguns analistas questionam a viabilidade de alcançar esse objetivo com volume reduzido de investimentos. A diretora de Exploração e Produção, Solange Guedes, explicou que os grandes investimentos em novas plataformas e sondas foram concluídos nos últimos anos e a estatal vem obtendo resultados importantes na redução de tempo (e custos) na construção e interligação de poços submarinos. Na área do pré-sal da Bacia de Santos, em 2010, um poço consumia 310 dias de serviço, hoje reduzidos para apenas 89 dias. Aliás, a produtividade dos poços mais recentes dessa bacia – a atual prioridade de E&P – também cresceu: em 2010, um poço das áreas de concessão produzia a média de 20 mil bpd, volume que subiu 30% até 2016, chegando a 26 mil bpd. “Com isso, hoje conseguimos atingir a capacidade máxima de uma plataforma de produção com apenas seis poços interligados, contra oito de seis anos antes”, comentou.

    Petróleo & Energia, Solange: recuperar geração de caixa é a prioridade inicial

    Solange: recuperar geração de caixa é a prioridade inicial

    A diretoria de E&P continua com a parte do leão dos investimentos da estatal. No PN atual, terá US$ 60,6 bilhões para investir, dos quais 76% serão alocados no desenvolvimento da produção e 11% em exploração, ficando os 13% restantes para suporte operacional. A região do pré-sal receberá 66% dos recursos, mantendo o status de prioridade nos planos da companhia.

    “No primeiro momento, vamos gerir nosso portfólio com foco em rentabilidade e geração de caixa imediata; depois de 2018, passaremos a avançar nos campos já descobertos, ampliando o valor do portfólio mediante parcerias com outras companhias, como operadoras; e deixaremos para abrir novas fronteiras exploratórias a partir de 2020”, salientou a diretora de E&P. É preciso considerar que a Petrobras possui um enorme volume de reservas provadas, mais do que suficiente para suportar a produção de óleo e gás pelos próximos quinze anos. Nesse quadro, a exploração em águas profundas, nos campos de produção mais elevada, é a alternativa mais rentável no curto prazo, além de aproveitar a excelência tecnológica da companhia.

    O custo de extração de óleo vem caindo consistentemente desde 2014, quando era estimado em US$ 14,6 por barril. Hoje, está por volta de US$ 11/bbl, mas tende a chegar a US$ 9,6/bbl até 2021. Isso será conseguido, segundo a diretora, mediante o aumento da participação do pré-sal na carteira exploratória, que tem custos mais baixos, renegociações contratuais mais vantajosas para a estatal, gestão adequada da ociosidade das sondas, otimização de gastos com frota de apoio e redução de gastos com pessoal.

    Uma grande preocupação da estatal está no decaimento da produção das áreas da Bacia de Campos, que ainda respondem por 80% da oferta de óleo nacional. São campos do pós-sal, de formação turbidítica (o pré-sal é confinado em calcário), que entraram em declínio acentuado depois de 2013. O programa de recuperação então iniciado conseguiu estabilizar a curva de queda de produção para 9% ao ano, mas serão feitos investimentos para revitalizar Marlim, além de reforçar parcerias para aumentar o potencial de produção da bacia.

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