Rio Oil & Gas: Geopolítica do petróleo sinaliza novos desafios para a indústria

De acordo com o chefe do UKTI, ainda que fechar negócios no curto prazo seja mais difícil hoje do que foi há alguns anos, a recuperação do mercado é certa. “Quando esse momento chegar, as empresas britânicas que investiram em projetos, parcerias e relacionamento no Brasil terão grande destaque”, afiança.

Por isso, as empresas britânicas participam das principais feiras do setor para prospectar clientes ou eventuais parceiros para atender exigências de conteúdo local. “É sabido que conteúdo local é um fator importante e há um número expressivo de empresas britânicas buscando parcerias estratégicas ou já se estabelecendo no mercado brasileiro. Porém, ainda há espaço para equipamentos e serviços importados, além de mão de obra qualificada nos projetos de óleo e gás: muitas empresas estão buscando identificar essas oportunidades também”, conclui Woods.

Singapura – Líder mundial na construção de plataformas do tipo jack-up (unidades fixas como a do campo de Mexilhão, na bacia de Santos) e conversão de FPSOs, assim como um importante competidor na construção de plataformas semissubmersíveis e em reparo naval, Singapura participa pela primeira vez da Rio Oil & Gas.

O pavilhão do país asiático, organizado pela Associação das Indústrias Marítimas de Singapura e pela International Enterprise Singapore (IE Singapore), agência de oficial de fomento do país para o exterior, contará com a presença de dez empresas com grande expertise na área de petróleo e gás, naval e offshore, navipeças e serviços de engenharia.

Entre os expositores está o grupo Jurong, muito conhecido no Brasil: o Estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo, foi contratado pela Sete Brasil para produzir sete sondas e pela Petrobras, para construção e integração de duas FPSOs (P-68 e P-71), parte do pacote das oito replicantes.

Sob comando da jovem diretora Valenrina Soo há nove meses, o escritório da IE Singapore em São Paulo, que atende a maior parte da América Latina, tem o objetivo de promover investimentos e a internacionalização das empresas daquele país, que busca ser um parceiro estratégico do Brasil na área de óleo e gás.

Polônia reforça participação – Além do Pavilhão da Polônia, que trará empresas dos setores de petróleo e gás, naval e offshore (incluindo navipeças), o governo polonês reforçou a participação do país em eventos brasileiros desta cadeia produtiva.

No último dia da feira, promove na sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro uma conferência que visa apresentar o potencial da economia polonesa e as possibilidades de cooperação de empresas daquele país com parceiros brasileiros. O evento reunirá, além de autoridades e empresários, especialistas das indústrias petrolífera, naval e offshore e de energia eólica, que falarão sobre as perspectivas do desenvolvimento do setor de petróleo e gás natural na Polônia.

Página anterior 1 2 3 4 5
Mostrar mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios