Combustíveis

Rio Oil & Gas: Geopolítica do petróleo sinaliza novos desafios para a indústria

Bia Teixeira
24 de setembro de 2014
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    A petroleira anglo-holandesa Shell dominará os eventos mais concorridos do primeiro dia, patrocinando o almoço-palestra, no qual o vice-presidente executivo comercial, desenvolvimento de novos negócios e gás integrado do portfólio Upstream para as Américas Jorge Santos Silva falará sobre “Determinantes de Interesse Comercial para Investimentos em Petróleo e Gás”.

    Nos outros dias, os almoços-palestras têm o patrocínio e apresentações de petroleiras e entidades, com o vice-presidente sênior para as Américas – E&P da francesa Total, Ladislas Paszkiewicz, falando sobre os Desafios na Exploração da Margem Equatorial (dia 16), e o diretor de E&P da Petrobras, discorrendo sobre o Pré-Sal Brasileiro – O Papel da Tecnologia no Crescimento da Produção (dia 17). O ‘prato principal’ do último dia serão os Novos Contratos do Pré-sal e a Consolidação do Regime de Partilha, tema da palestra do diretor-presidente da PPSA Oswaldo Pedrosa Junior.

    Competitividade da indústria de óleo e gás no Brasil, o uso de novas tecnologias na exploração em águas profundas, a consolidação do modelo de partilha no pré-sal, a importância do gás natural na matriz energética brasileira, as perspectivas de exploração não convencional, biocombustíveis e desafios socioambientais nas atividades desse setor são alguns dos temas dos 18 painéis que se realizarão no congresso, que tem mais de quatro mil inscritos.

    Petróleo & Energia, Reis: Firjan apoia capacitação de pessoal e avanço tecnológico

    Reis: Firjan apoia capacitação de pessoal e avanço tecnológico

    Indústria quer reforçar posição – Competitividade e produtividade são as palavras de ordem da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que vai levar uma pauta ampla para a ROG 2014. “O Sistema Firjan é expositor na Rio Oil & Gas desde as primeiras edições do evento, tendo em vista a importância do setor offshore para o estado do Rio de Janeiro, responsável por 72% da produção de petróleo do país”, destaca Alexandre dos Reis, diretor de relações com o mercado do Sistema Firjan.

    Ele pontua que o papel da federação industrial é contribuir com o desenvolvimento do estado fluminense, atuando como parceiro estratégico das empresas locais, ao longo de toda a cadeia produtiva de petróleo e gás. “Envidamos esforços na oferta de soluções tecnológicas e de qualificação profissional adequada às exigências desse mercado, por isso vamos levar para a Rio Oil & Gas um portfólio muito alinhado com as reais demandas dessa indústria”, frisa o dirigente.

    Segundo ele, o estande foi estruturado para destacar as atividades do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai),para mostrar de que forma todos podem contribuir para a capacitação profissional e industrial não só do mercado offshore, mas também de toda a cadeia produtiva.

    “Vamos destacar nossas competências tecnológicas reunidas em três centros que atuam nas linhas de Automação e Simulação; Ambiental; e União de Materiais. Além disso, daremos um enfoque em saúde e segurança do trabalho, como forma de evitar acidentes, que por muitas vezes acarretam paradas de produção e perda de produtividade”, detalha Reis.

    O principal objetivo dessa participação é mostrar como o Sistema Firjan trabalha nas questões estratégicas dessa indústria. “A Rio Oil & Gas é uma excelente oportunidade para fortalecer nosso relacionamento com os principais players do setor, acompanhar as tendências do mercado e as novidades apresentadas pelas empresas locais e globais. Por isso vamos ocupar todos os espaços que nos cabem, da Feira ao Congresso, nas Rodadas de Negócios e no Projeto Profissões de Futuro”, conclui Reis.

    Petróleo & Energia, Musso: competitividade deve orientar a política industrial

    Musso: competitividade deve orientar a política industrial

    Rodada gigante de negócios – Superar os números da última edição da Rio Oil & Gas, quando a rodada gerou uma expectativa de negócios de R$ 152,8 milhões. É com essa expectativa que trabalha a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), que com o Sebrae promove o evento que reúne empresas da cadeia produtiva, de operadoras a fornecedores de bens e serviços.

    “Teremos este ano a maior rodada de negócios já realizada pela Onip em edições da ROG, com 32 empresas-âncoras”, afirma Bruno Musso, superintendente da organização, detalhando outras ações da entidade que serão destacadas durante a ROG.

    “Vamos intensificar as ações do MultiFor, programa da Onip voltado ao desenvolvimento de fornecedores que reúne uma série de iniciativas, levando alguns exemplos de conquistas consolidadas, como o convênio firmado com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com foco nos segmentos de navipeças e subsea, com o objetivo de aumentar o conteúdo local através de parcerias com empresas estrangeiras”, cita Musso.

    Segundo ele, a parceria com a Apex visa oferecer ao mercado um canal para aproveitar o interesse de fornecedores de outros países pelo mercado brasileiro, mas com foco no desenvolvimento e participação da indústria nacional. “Vamos apresentar o projeto para potenciais interessados durante a ROG”, antecipa.



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