Combustíveis

Rio Oil & Gas: Geopolítica do petróleo sinaliza novos desafios para a indústria

Bia Teixeira
24 de setembro de 2014
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    Petróleo & Energia, FPSO Cidade de Ilhabela, no estaleiro Brasa, de Niterói-RJ

    FPSO Cidade de Ilhabela, no estaleiro Brasa, de Niterói-RJ

    Participação de empresas e congressistas de pelo menos 30 países reflete o interesse crescente na América Latina, com destaque para Brasil e México

    Com o tema “Novo Cenário Geopolítico: Superando os Desafios”, a 17ª Rio Oil & Gas Expo and Conference 2014 ressalta a nova correlação de forças da indústria mundial de energia, na qual a produção crescente de hidrocarbonetos nos Estados Unidos e Brasil, assim como a perspectiva de crescimento desse setor no México, se contrapõem ao predomínio de quase meio século dos membros da Organização dos Países Exportadores do Petróleo (Opep).

    Essa transformação do mapa-múndi do petróleo, que deverá sofrer mudanças substanciais na próxima década, está refletida tanto na participação de um número recorde de congressistas, visitantes e expositores estrangeiros – são 14 os pavilhões internacionais –, como nos debates e palestras que vão ocorrer durante os quatro dias do evento que se realiza entre os dias 15 e 18 de setembro no Riocentro, maior centro de convenções do Rio de Janeiro.

    Shell, Total, Petrobras e Pré-Sal Petróleo Brasil S.A (PPSA) são o ‘cardápio’ dos quatro almoços-palestras – com ingressos comercializados à parte e disputados pelos visitantes do segundo maior evento de petróleo do mundo –, promovido e organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

    A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, que vem enfrentando críticas e denúncias contra a administração da Petrobras na última década, deverá aprticipar da cerimônia de abertura, acompanhado pelo ministro de Minas e Energia, Edson Lobão.

    “Vivemos um momento interessante na indústria do petróleo e, por isso, precisamos trocar experiências e conhecimentos no que diz respeito às mudanças no cenário mundial, como também na capacitação de profissionais e sustentabilidade dos processos”, pontua o presidente do IBP, João Carlos de Luca, afirmando que o instituto tem o papel de agente provocador desse diálogo entre o Brasil e o restante do mundo.

    Petróleo & Energia, Rio Oil & Gas: Geopolítica do petróleo sinaliza novos desafios para a indústriaPoder jovem – Com esse intuito, foram convidados para participar das plenárias e palestras previstas durante o evento (uma de cada, por dia) representantes das principais organizações do setor de energia no mundo, como o diretor-chefe da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, e o presidente do Conselho Mundial de Petróleo (World Petroleum Council – WPC), József Toth.

    “Preparamos novidades para o evento deste ano, como os almoços-palestra, e ampliamos algumas atividades que foram sucesso em outras edições, como o Fórum de Sustentabilidade e o Profissional do Futuro”, acrescenta Milton Costa Filho, secretário-geral do IBP.

    A formação dos profissionais do futuro é uma das prioridades de Costa Filho que, durante o congresso anual do WPC, realizado em junho passado, em Moscou (Rússia), foi eleito vice-presidente de Youth and Gender (Juventude e Gênero), responsável pela definição das estratégias e atividades relacionadas ao tema na entidade.

    Costa Filho deverá divulgar na ROG uma das mais recentes conquistas do IBP: a escolha do Brasil para sediar, pela primeira vez, o WPC Youth Forum, evento dedicado aos estudantes e jovens profissionais até 35 anos. Marcado para março de 2016, no Rio de Janeiro, será organizado pelo IBP em parceria com o Comitê Nacional Brasileiro (CNB) do WPC. A última edição do Youth Forum aconteceu em 2013, em Calgary (Canadá), e promoveu um debate sobre inovação tecnológica, sustentabilidade e liderança empresarial.

    Geopolítica em debate – Em paralelo à feira, que tem cerca de 1.300 expositores, o congresso tem uma programação ampla, com sessões técnicas nas quais serão apresentados 651 trabalhos, divididos em sete blocos temáticos: Exploração & Produção; Gás Natural e Energia; Abastecimento e Petroquímica; Biocombustíveis; SMS & Responsabilidade Social; Regulação, Direito e Economia; e Gestão e Cenários da Indústria.

    A programação dos quatro dias de conferência prevê ainda 18 painéis, quatro palestras e quatro plenárias. Diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard vai discorrer sobre “Os Desafios do Brasil na Próxima Década” ao proferir a palestra de abertura da ROG 2014.

    Encerrando o primeiro dia de trabalhos, o presidente do WPC József Tóth comandará a plenária “Óleo e Gás: Perspectiva da Autossuficiência Norte Americana, o Aumento de Consumo na Ásia e as Consequências na Geopolítica Energética Mundial”. O debate reunirá, ainda, o economista chefe e diretor de Economia Energética Global do IEA, Fatih Birol, e do vice-presidente de Exploração para Upstream Américas da Shell, Mark Shuster.


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