Petróleo e Energia

Rio Oil & Gas – Estrangeiros usam pavilhões para reforçar a presença

Bia Teixeira
19 de setembro de 2010
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    A forte presença de empresas e conglomerados internacionais não é novidade na Rio Oil & Gas, levando-se em consideração que a indústria petrolífera tem em torno de 150 anos e o Brasil começou a se destacar nesse cenário há pouco mais de 20 anos, atingindo seu ápice após a descoberta das grandes reservas do pré-sal. A maior parte da cadeia de fornecedores de bens e serviços, a menos de duas décadas atrás, era formada essencialmente por empresas estrangeiras.

    Embora o conteúdo nacional exigido nos novos empreendimentos locais tenha mudado esse panorama, as empresas estrangeiras buscam as mais variadas formas de inserção no mercado brasileiro, o que mais cresce no bilionário segmento de exploração e produção. Muitas buscam parcerias com companhias locais, principalmente as de pequeno e médio porte, para atender aos índices de nacionalização impostos pela Petrobras.

    Muitas delas, tradicionais ou estreantes no mercado verde-amarelo, vêm ao Brasil com o suporte de seus governos, ou entidades comerciais, ou de fomento, reunidas nos pavilhões da ROG. Como no ano anterior, a feira deste ano terá doze pavilhões estrangeiros. A novidade está no número de empresas que se refugiarão nesses espaços: pelo menos 300 empresas se apresentarão ou buscarão reforçar sua presença no mercado nos pavilhões de Reino Unido, Noruega, França, EUA, Holanda, Dinamarca, China, Argentina, Bélgica, Alemanha, Canadá e Itália.

    Somente o Reino Unido, por exemplo, tem nada menos que 70 empresas britânicas prospectando negócios na ROG, para a qual foram organizadas quatro grandes missões comerciais. “Como organizador do Pavilhão Britânico, o Energy Industries Council (EIC) percebe significativo crescimento do interesse pelo Brasil e reconhece a importância de dar oportunidade para as companhias britânicas explorarem mais esse mercado”, observa Clarisse Rocha, gerente regional na América do Sul do EIC.

    Os franceses também não ficam atrás: nada menos que 33 empresas disputam espaço e negócios no pavilhão da França. “Isso representa um crescimento de 65% em relação à edição de2008”, destaca Michel Correto, chefe do setor de petróleo, gás e construção naval da Embaixada da França no Brasil. “Esse interesse se deve à maneira como o Brasil saiu da crise econômica internacional, além do fato de a economia estar sendo alavancada pela indústria de petróleo e gás”, avalia, frisando que a maior parte das empresas é provedora de soluções tecnológicas.

    Os canadenses chegam com a maior delegação que o país já trouxe ao Brasil: são 35 empresas, associações e agências de fomento, três vezes o número da última edição da ROG. E o consulado do Canadá realizou este ano nada menos que três missões comerciais com empresas do setor de óleo & gás, de olho em possíveis parcerias.

    Os noruegueses também estão apostando suas fichas no mercado brasileiro: o pavilhão da Innovation Norway, entidade que visa a promover internacionalmente as empresas norueguesas, vai abrigar 24 companhias, além de ser o ponto de encontro de várias incubadas e de delegações daquele país, que vão acrescentar outras 20 empresas.

    Os investimentos da indústria petroleira e dos setores naval e offshore, decorrentes, sobretudo, da descoberta do pré-sal, estão estimulando também as empresas holandesas a buscar uma maior inserção nesse mercado. Tanto que o consulado-geral da Holanda vai receber uma delegação com oito autoridades do governo e quinze fornecedores, capitaneada pela ministra de Assuntos Econômicos e Energia da Holanda, Maria van der Devem.

    Todos participarão da Holanda- Brasil Oil & Gas, que reunirá fornecedores holandeses com contratantes brasileiros, como Petrobras e demais concessionárias. A meta das empresas, principalmente aquelas que já possuem escritório no país, é intensificar a participação de suas subsidiárias brasileiras entre os seus negócios mundiais. “Acreditamos que, diante da política de aquisição do maior volume possível de bens e serviços no mercado local, as empresas holandesas serão as principais parceiras do Brasil. Uma de nossas características é assimilar a cultura do país onde atuamos, gerando emprego localmente e agregando conhecimento tecnológico”, a firma o cônsul-geral dos Países Baixos, Paul Comenencia.

     

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