Petróleo e Energia

Rio Oil & Gas – Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais

Bia Teixeira
13 de outubro de 2010
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    Sob as luzes do pré-sal e à sombra do conteúdo nacional e da crise econômica nos países mais ricos, a 15ª edição da Rio Oil & Gas (ROG) mostrou, com menos fogos de artifício, como em 2008, e sem as intempéries políticas externas (2006), que o Brasil é a “bola da vez” no cenário mundial de petróleo e gás.

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    Aker demonstrou a operação do simulador de perfurações

    Realizada entre os dias 13 e 16 de setembro, no Riocentro, na cidade do Rio de Janeiro, a ROG confirmou não somente essa posição de destaque no Brasil como também mostrou o grau de globalização dessa indústria que, fugindo da crise nos principais mercados do mundo e diante do declínio de grandes regiões produtoras, como o Mar do Norte, prospecta negócios em qualquer parte do planeta, em busca de novas oportunidades para introduzir seus produtos e serviços.

    O primeiro porto de parada foi justamente a ROG, como comprovam os números recordes registrados pelo evento, organizado a cada dois anos pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP): os quatro dias do evento receberam um total superior a 53 mil visitantes de 51 países – 33% a mais que na edição anterior, em que a Petrobras comandou o show do pré-sal. Devido ao período de silêncio que antecedeu a sua capitalização recorde na história do mercado financeiro internacional, que atingiu US$ 70 bilhões, a estatal brasileira teve uma participação mais comedida (e nem por isso foi menos assediada).

     

    NÚMEROS DA RIO OIL & GAS 2010

    Feira
    Visitantes: 46 mil pessoas de 51 países
    Expositores: 1.300 expositores de 26 países
    Área ocupada: 37 mil m²

    Congresso
    Trabalhos técnicos inscritos: mais de mil
    Trabalhos técnicos apresentados: 740 trabalhos de autores de 28 países

    Rodadas
    Estimativa de negócios: R$ 138 milhões
    Participantes das rodas: 533 pequenos e médios fornecedores e 27 empresas âncoras
    Programa Profissionais do Futuro: 1.700 estudantes participantes

    Dentre os 1.300 expositores de 26 países que se espalharam pelos quatro pavilhões (o quinto era o da conferência) e ainda pelas instalações em tendas (os chamados anexos), foi a OGX, bem próxima à entrada, quem atraiu os  ashes e abasteceu o noticiário, anunciando desde a venda de parte de ativos à criação de uma fábrica de automóveis elétricos. Mais além da Petrobras e da OGX, o que todos buscaram na feira era marcar posição no cenário brasileiro de óleo e gás, seja como operadora ou parceira da Petrobras em campospromissores no país ou como fornecedora de bens e serviços de A a Z da cadeia petrolífera.

    Brasil emergente – Foi “a maior e a melhor” Rio Oil & Gas de todos os tempos, de acordo com o presidente do IBP, João Carlos de Luca, que na cerimônia de encerramento anunciou que as reservas já feitas para 2012 eram de 18 mil metros quadrados, quase a metade da área ocupada este ano, que totalizou 37 mil metros quadrados. Foi também a mais promissora: estima-se em R$ 138 milhões os negócios entabulados nas rodadas organizadas pelo Sebrae e pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo e Gás (Onip), das quais participaram nada menos que 533 pequenos e médios fornecedores com 27 empresas âncoras. Um volume 16% superior ao estimado na edição de 2008.

    Os números das rodadas foram altamente expressivos, por se tratarem de acordos comerciais menores ou que se relacionam à parte de outros contratos maiores, definidos em licitações. Indicam ainda que os pequenos e médios empresários continuam tendo acesso a um mercado cada vez mais disputado, com o assédio das empresas estrangeiras que desejam ampliar sua participação ou daquelas que estão ingressando no país nesse setor, buscando formas de superar as limitações impostas pela exigência de conteúdo local.

    A cadeia de fornecedores da indústria mundial de petróleo e gás se fez presente, de todas as formas: de estandes individuais ou com presença destacada nos de parceiras locais à participação em grupo nos 12 pavilhões internacionais – somente Canadá, Noruega e Reino Unido abrigaram um total de 95 empresas, sem falar em algo em torno de 200 empresas sem estande que integraram delegações comerciais.



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