Rio Oil & Gas – Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais

Sob as luzes do pré-sal e à sombra do conteúdo nacional e da crise econômica nos países mais ricos, a 15ª edição da Rio Oil & Gas (ROG) mostrou, com menos fogos de artifício, como em 2008, e sem as intempéries políticas externas (2006), que o Brasil é a “bola da vez” no cenário mundial de petróleo e gás.

Petróleo & Energia, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Aker demonstrou a operação do simulador de perfurações

Realizada entre os dias 13 e 16 de setembro, no Riocentro, na cidade do Rio de Janeiro, a ROG confirmou não somente essa posição de destaque no Brasil como também mostrou o grau de globalização dessa indústria que, fugindo da crise nos principais mercados do mundo e diante do declínio de grandes regiões produtoras, como o Mar do Norte, prospecta negócios em qualquer parte do planeta, em busca de novas oportunidades para introduzir seus produtos e serviços.

O primeiro porto de parada foi justamente a ROG, como comprovam os números recordes registrados pelo evento, organizado a cada dois anos pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP): os quatro dias do evento receberam um total superior a 53 mil visitantes de 51 países – 33% a mais que na edição anterior, em que a Petrobras comandou o show do pré-sal. Devido ao período de silêncio que antecedeu a sua capitalização recorde na história do mercado financeiro internacional, que atingiu US$ 70 bilhões, a estatal brasileira teve uma participação mais comedida (e nem por isso foi menos assediada).

 

[box_light]NÚMEROS DA RIO OIL & GAS 2010

Feira
Visitantes: 46 mil pessoas de 51 países
Expositores: 1.300 expositores de 26 países
Área ocupada: 37 mil m²

Congresso
Trabalhos técnicos inscritos: mais de mil
Trabalhos técnicos apresentados: 740 trabalhos de autores de 28 países

Rodadas
Estimativa de negócios: R$ 138 milhões
Participantes das rodas: 533 pequenos e médios fornecedores e 27 empresas âncoras
Programa Profissionais do Futuro: 1.700 estudantes participantes[/box_light]

Dentre os 1.300 expositores de 26 países que se espalharam pelos quatro pavilhões (o quinto era o da conferência) e ainda pelas instalações em tendas (os chamados anexos), foi a OGX, bem próxima à entrada, quem atraiu os  ashes e abasteceu o noticiário, anunciando desde a venda de parte de ativos à criação de uma fábrica de automóveis elétricos. Mais além da Petrobras e da OGX, o que todos buscaram na feira era marcar posição no cenário brasileiro de óleo e gás, seja como operadora ou parceira da Petrobras em campospromissores no país ou como fornecedora de bens e serviços de A a Z da cadeia petrolífera.

Brasil emergente – Foi “a maior e a melhor” Rio Oil & Gas de todos os tempos, de acordo com o presidente do IBP, João Carlos de Luca, que na cerimônia de encerramento anunciou que as reservas já feitas para 2012 eram de 18 mil metros quadrados, quase a metade da área ocupada este ano, que totalizou 37 mil metros quadrados. Foi também a mais promissora: estima-se em R$ 138 milhões os negócios entabulados nas rodadas organizadas pelo Sebrae e pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo e Gás (Onip), das quais participaram nada menos que 533 pequenos e médios fornecedores com 27 empresas âncoras. Um volume 16% superior ao estimado na edição de 2008.

Os números das rodadas foram altamente expressivos, por se tratarem de acordos comerciais menores ou que se relacionam à parte de outros contratos maiores, definidos em licitações. Indicam ainda que os pequenos e médios empresários continuam tendo acesso a um mercado cada vez mais disputado, com o assédio das empresas estrangeiras que desejam ampliar sua participação ou daquelas que estão ingressando no país nesse setor, buscando formas de superar as limitações impostas pela exigência de conteúdo local.

A cadeia de fornecedores da indústria mundial de petróleo e gás se fez presente, de todas as formas: de estandes individuais ou com presença destacada nos de parceiras locais à participação em grupo nos 12 pavilhões internacionais – somente Canadá, Noruega e Reino Unido abrigaram um total de 95 empresas, sem falar em algo em torno de 200 empresas sem estande que integraram delegações comerciais.

O fato é que as expectativas da indústria internacional dessa cadeia produtiva, concentrada majoritariamente no Hemisfério Norte Ocidental e na Ásia, voltam-se agora para abaixo da linha do Equador, no Atlântico Sul, onde o Brasil vem consolidando seu status de país|produtor de petróleo, devendo tornar-se exportador líquido já no próximo ano. Expectativa confirmada pela Agência Internacional de Energia (AIE), que destacou em seu relatório mensal, divulgado no dia 14 de setembro, que “2011 será o primeiro ano do Brasil como exportador líquido de petróleo, embora volumes mais significativos só devam ficar disponíveis para o mercado mundial nos anos seguintes”.

Novos leilões – Os atrativos são inúmeros: o início da exploração e produção nos campos do pré-sal, na Bacia de Santos; a aceleração dos projetos de desenvolvimento de blocos nessa área e em outras novas fronteiras; os US$ 224 bilhões em investimentos da Petrobras para 2010-2014 com vistas a mais que dobrar a produção brasileira, para superar os 5 milhões de barris em 2020. A cereja do bolo foi colocada pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima, na abertura da Rio Oil & Gas. “Ainda neste ano, depois das eleições, poderemos ter condições de apresentar o edital da 11ª rodada de licitações, que pode acontecer no começo de 2011”, revelou.

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antônio Martins Almeida, amargou o assunto ao frisar que deverão ser licitadas apenas áreas terrestres e em águas profundas na margem equatorial brasileira (bacias de Pernambuco-Paraíba, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas). Segundo ele, áreas em águas rasas de Campos, Santos e Espírito Santo (maiores produtores), enquanto houver pendências em relação à legislação ambiental do setor, que deve sofrer alterações não só no Brasil, mas também no exterior, devido ao acidente do Golfo do México, estarão fora da disputa.

Mas ele salvou o dia ao anunciar que as áreas de águas profundas das maiores bacias brasileiras (incluindo as três maiores produtoras, por onde se estende a chamada camada do pré-sal) entrarão no primeiro leilão do pré-sal, no qual será ofertada a área de Libra, com 8 bilhões de barris de petróleo. No leilão do pré-sal, que depende ainda da aprovação do novo marco regulatório no Congresso, leva o prêmio o consórcio que oferecer mais petróleo para a Pré-Sal Petróleo S.A., estatal criada para representar o governo nos contratos de partilha.

E com a expectativa de que os dois leilões sejam realizados no primeiro semestre do próximo ano, a Rio Oil & Gas foi encerrada, no dia 16, com a participação do diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, que fez um breve pronunciamento sobre os próximos desafios da estatal, envolvendo a capitalização (concluída uma semana depois). Foi ele quem colocou o assunto refino na pauta da feira, ao declarar, no segundo dia do evento (14), que, para fazer frente ao aumento da produção, as refinarias projetadas pela Petrobras poderiam ser antecipadas.

Ele também afirmou que um dos maiores desafios da indústria é a formação de recursos humanos para atender ao aumento acelerado da demanda por mão de obra qualificada, tema retomado pela gerente-executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, reforçando a necessidade de a indústria de óleo e gás atrair novos talentos, traçando ainda um panorama do setor até 2030, na plenária final da feira. Perspectiva complementada pelo diretor de Mercados de Energia e Segurança da Agência Internacional de Energia (IEA), Didier Houssin, que falou sobre o cenário energético mundial, no qual a demanda por petróleo deverá crescer cerca de 1,9 milhão de barris por dia neste ano e mais 1,3 milhão de barris por dia em 2011, prevendo que esse crescimento será atendido principalmente por países de fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Marcando posição– A afi rmação de que o mundo terá novas fontes de petróleo nos próximos anos, fora da Opep, foi entendida por muitos como uma indicação de que o Brasil já começou a galgar caminhos para ingressar no clube dos exportadores, respaldado nas reservas descobertas até agora no pré-sal, que, com a área de Libra, somariam mais de 20 bilhões de barris ainda a extrair. As descobertas nesse e em outros cenários já conhecidos, como as feitas pela OGX e a Petrobras na Bacia de Campos, e a necessidade de monetizar essas reservas implicam, acima de tudo, acelerar o desenvolvimento desses campos o mais rápido possível, assim como alavancar outros projetos dessa cadeia produtiva, como as refinarias, malha de dutos, sistemas de processamento e liquefação de gás etc.

Petróleo & Energia, Paulo Esteves, diretor-comercial da Solaris, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Paulo Esteves oferece plataformas para grandes construções

Com essa demanda certa de produtos de alta tecnologia e serviços qualificados, além, é claro, de investidores e parceiros que arquem com os riscos inerentes a essa atividade, a Rio Oil & Gas abriu as portas para mostrar o que essa cadeia produtiva global de fornecedores tem a oferecer para um mercado em expansão, porém com gargalos evidentes em diversos segmentos, principalmente na área offshore, em que os desafios são maiores. Novidade ou não, o que se viu na feira foi alta tecnologia em exposição e uma disputa acirrada para garantir uma posição de destaque nessa vitrine.

Algumas empresas já têm lugares bem demarcados, como é o caso da Prysmian (antiga Pirelli Cabos), responsável pelo fornecimento de mais de 30% dos cabos umbilicais utilizados na extração de petróleo no Brasil. A empresa, que no ano passado completou oitenta anos de atividades no país e vem tendo uma forte expansão nessa década, foi à feira para reforçar sua liderança. A Prysmian forneceu mais de 1.000 km de cabos umbilicais hidráulicos e elétricos para os principais projetos de campos de exploração da costa brasileira, nas bacias de Santos, de Campos, do Espírito Santo, entre outros. Um atendimento respaldado em uma forte produção local, com diversas unidades fabris instaladas no país (cinco delas em São Paulo), incluindo a fábrica de tubos flexíveis (utilizados na extração do petróleo), criada no ano passado, e que vai consumir em torno de R$ 290 milhões em investimentos até o final desse ano.

“Desenvolvemos a tecnologia necessária e estamos otimistas com perspectivas de negócios nesse segmento que é novo para nós”, declarou Armando Comparato Jr., presidente da Prysmian na América do Sul, que tem um termo de cooperação técnica com a Petrobras para desenvolver esse tubo flexível e um contrato inicial de fornecimento do produto, durante quatro anos, no valor de US$ 135 milhões. “O mercado de tubos possui grande demanda; são poucos fornecedores e muita procura”, comemora Comparato.

Petróleo & Energia, Armando Comparato Jr., presidente da Prysmian na América do Sul, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Armando Comparato Jr.: tubos flexíveis registram aumento da demanda

O acordo prevê a fabricação de uma ampla gama de linhas flexíveis estáticas e dinâmicas (tubos que ligam o poço petrolífero submarino à plataforma ou navio), entre as quais cabos umbilicais – ópticos; hidráulicos; eletro-hidráulicos (com mangueiras metálicas e termoplásticas, utilizados na extração do óleo em altas profundidades); e elétricos (cabos de potência submarina). A meta da empresa é ter a nova fábrica de Vila Velha-ES produzindo já em 2011.

Plataforma de crescimento – Assim como a Prysmian, outra empresa que continua a apostar na visibilidade da feira é a Solaris, fornecedora de plataformas aéreas que alcançam até 43 metros de altura; grupos geradores que podem fornecer desde 50 até 2.500 kVA ou até mesmo uma usina térmica com potência maior e as máquinas de terra, que possibilitam todo o preparo de terreno para construções ou o acesso e escavações para malha de dutos. “Nossa expectativa na feira é de aproximar ainda mais a Solaris das empresas que estão crescendo e investindo no setor, apresentando soluções para segmentos sofisticados que exigem alternativas customizadas e diferenciadas”, frisou Paulo Esteves, diretor-comercial da Solaris, lembrando que a empresa tem participado de vários projetos nas áreas offshore e onshore.

A Solaris levou para a feira a nova linha de compressores de ar (do tipo rotativo, de parafuso e acionamento com motor diesel) e os geradores de 1.563 kVA, para aplicação no segmento offshore. Segundo o executivo, esses geradores, que são acondicionados em contêineres de 20 pés, são considerados uma inovação da Solaris no mercado nacional. “Nosso foco são as grandes obras previstas para os próximos meses, como as novas refinarias da Petrobras, os projetos de siderúrgicas e das empresas de mineração no país. Mas continuamos atentos às necessidades na área de infraestrutura brasileira, em obras de usinas hidrelétricas, portos, rodovias, ferrovias, Copa do Mundo e Olimpíada”, ressalvou Esteves.

Ciente de que os fatores preço e tempo têm um grande peso na escolha de um equipamento, a empresa familiar alemã DWT se apresentou na Rio Oil & Gas com uma nova tecnologia em máquinas de biselar (chanfrar) tubos. Detentora da licença Babcock (que é uma referência entre fabricantes de caldeiras no mundo) de máquinas portáteis de biselamento (para a preparação de solda e para soldagem orbital de tubulações), a empresa é reconhecida pelo padrão de qualidade e baixo custo operacional.

Um dos diferenciais da DWT são os equipamentos que, além de serem mais leves e terem maior precisão no corte, realizam sua tarefa em menos tempo – em alguns casos, até 90% menor. “A operação de biselamento com as máquinas DWT costuma levar, em média, metade do tempo que as concorrentes e apresentam durabilidade muito superior”, garantiu Paulo Bravo, responsável pela empresa no Brasil. “Temos um knowhow diferenciado”, disse o representante, que promoveu demonstrações da nova tecnologia no próprio estande. “Afinal, a técnica é inovadora e eu não tinha dúvidas de que teríamos uma receptividade muito grande”, comemorava Bravo, com expectativas de bons negócios. Afinal, a feira é para empresas de todos os tamanhos.

Petróleo & Energia, Paulo Bravo, responsável pela empresa no Brasil, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Paulo Bravo: tecnologia encurta o tempo gasto com biselamento

Soluções completas – A Honeywell International é outra gigante que nunca deixa de participar da ROG, para assegurar que o seu vasto portfólio de soluções e tecnologias diversificadas para todas as etapas da cadeia do petróleo – desde a prospecção, processo e refino, ao transporte, produção e distribuição na cadeia de óleo e gás – continue sob as vistas dos clientes. A empresa, que está na lista da Fortune 100, destacou em seu estande os produtos e serviços que passou a dispor com as últimas aquisições, ampliando ainda mais sua capacidade de atendimento do mercado, pois vão desde soluções de medição e automação até ferramentas de gestão.

Entre as principais incorporadas está a Matrikon, que fornece tecnologia de ponta em gestão da produção, ferramentas de otimização de operações e sistemas de monitoramento de plantas industriais (de plataformas e refi narias a usinas) e a Honeywell Enraf, líder em tecnologias e soluções de medição de nível utilizáveis na exploração e produção de petróleo e transporte de produtos.

A empresa aproveitou a oportunidade ainda para destacar a aquisição da alemã RMG, fabricante de medidores de vazão e poder calorífico, que vai ajudar a empresa a incrementar seus negócios no segmento de gás natural. “Agora podemos oferecer soluções para toda a cadeia, da produção à distribuição de óleo e gás”, afirmou o gerente-geral para a América Latina, Gerry Gutierrez, apostando na expansão do mercado brasileiro de óleo e gás para alavancar suas operações locais, visando quadruplicar o faturamento do grupo no país. Uma aposta ousada, considerando as exigências relativas ao conteúdo local dos projetos para os quais pretende fornecer produtos e serviços.

Antecipando-se a esse cenário, a brasileira Hirsa, representante de alguns dos principais fabricantes mundiais de instrumentação, vem oferecendo soluções completas de automação, medição e controle da vazão, temperatura, pressão e nível para a indústria de energia, óleo e gás. “A Hirsa, assim como as demais empresas do ramo, foi levada a prover soluções para atender melhor o mercado”, destacou Matheus Freitas, gerente-comercial da Região Sudeste. “Na maioria dos casos, os serviços agregados não representam o maior valor no conjunto, mas, certamente, possibilitam concretizar a venda e aumentar a lucratividade”, ressalvou.

Petróleo & Energia, Gerry Gutierrez, gerente-geral para a América Latina, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Gerry Gutierrez: portfólio cresceu com aquisições recentes

Ele observou que, em virtude do amadurecimento do mercado e do nível crescente de exigências (certificações, governança corporativa, sustentabilidade, critérios rígidos de seleção de fornecedores etc.), não há espaço para empresas sem qualificação ou equipamentos que não atendam às especificações. “O diferencial está no resultado final que sua empresa entrega ao cliente, ou seja, na solução de um problema com o mínimo de dor de cabeça possível”, garantiu.

Com um amplo portfólio de produtos e serviços prestados em diversos projetos onshore e offshore da Petrobras, a Hirsa tem recebido convites para novas representações. “É comum que empresas com boa reputação e tanto tempo de atividades – vamos completar trinta anos – sejam sondadas por companhias estrangeiras que ainda não conhecem o mercado e, principalmente, as idiossincrasias locais”, disse ele.

Explicando que nos grandes pacotes de fornecimento ou projetos complexos, como o de uma refinaria, o custo da instrumentação não passa de 3% a 6% do investimento, tornando irrelevante, em alguns casos, a exigência de conteúdo nacional. Freitas afirmou que a concorrência será maior no futuro, porém salutar, na medida em que os estrangeiros terão de reduzir preços para competir localmente. “Eventualmente, vão buscar parcerias locais, agregando valor e transferindo conhecimento, no caso de empresas pequenas e médias, ou se estabelecendo diretamente no Brasil, no caso das grandes companhias.”

Petróleo & Energiam, Matheus Freitas, gerente-comercial da Região Sudeste, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Matheus Freitas está pronto para firmar parcerias globais

Realinhamento estratégico – Especializada em serviços de engenharia, a Mills Engenharia, uma das gigantes no setor, aproveitou o evento para consolidar ainda mais sua rota de expansão, expondo novos produtos que já estão sendo utilizados no mercado de óleo e gás. Um deles é o Mills Habitat, um habitáculo (espécie de cabine) de PVC que reproduz um ambiente pressurizado, possibilitando a execução de soldas, queimas, corte e outros serviços que emitem faíscas, com total segurança, em ambientes com risco de explosão, como plataformas, refinarias e petroleiros.

“É a única solução totalmente eficaz e segura para os trabalhos de manutenção e reparos executados com a unidade em opera ção”, afiançou o presidente da Mills, Ramon Vazquez, frisando que o sistema, fruto de uma parceria com a escocesa SafeHouse, foi utilizado em duas plataformas de petróleo do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading). A norueguesa BW Offshore usou o sistema para fazer reparos no FPSO São Vicente, que realiza o teste de longa duração (TLD) no Campo de Tupi, na Bacia de Santos, enquanto que o outro foi comprado pela Modec, para executar reparos offshore na Bacia de Campos.

A Mills apresentou também um andaime de encaixe rápido com piso de alumínio, o Mills Lock, considerado o mais moderno do mercado. “O piso de alumínio é mais leve que a madeira e proporciona maior segurança para o trabalhador, que precisa fazer esforço menor para montar o andaime, aumentando a produtividade”, observou Vazquez, salientando o plano estratégico da empresa, que prevê investimentos anuais de R$ 30 milhões na área de serviços industriais ao longo de três anos.

Petróleo & Energia, Ramon Vazquez, presidente da Mills, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Ramon Vazquez: habitáculo permite soldagem em ambiente perigoso

Esse realinhamento estratégico tem uma razão de ser: no segundo trimestre deste ano a divisão de serviços industriais respondeu por 35,6% da receita líquida do grupo, liderando o bom desempenho financeiro entre as unidades de negócios da companhia. “Os investimentos em equipamentos e tecnologia visam a atender o grande crescimento do mercado de óleo e gás no Brasil nos próximos anos. O avanço nesse segmento mostra que ele poderá vir a ser o carro-chefe não somente da nossa divisão de serviços industriais, mas da receita da empresa como um todo”, comentou o executivo, lembrando que a divisão também atende o mercado de estaleiros.

Expansão planejada – Fornecedor de equipamentos para o mercado de construção civil, o grupo SH (formado pela SH Fôrmas, SH Equipamentos de Acesso, SH Montagens e SH Indústria) também aproveitou a feira para anunciar sua expansão. “O mercado industrial já representa hoje 14% do nosso faturamento e é um eixo importante na estratégia de crescimento pelos próximos anos”, pontuou o diretor-comercial Wolney Amaral. Segundo ele, a empresa identificou um grande potencial no mercado de obras e manutenção industrial e criou uma divisão especial para atender a esta demanda. “Agora, verificamos que, para crescer, será preciso investir em instalações específicas e ampliar as unidades”, acrescentou o executivo.

A SH programa investir R$ 1 milhão exclusivamente na ampliação de suas três unidades – Camaçari-BA, Campo Grande-RJ e Guarulhos-SP –, projetando um crescimento de 50% em 2011. No total, o grupo SH investirá, até o fi m do ano, R$ 60 milhões na fabricação e aquisição de novos equipamentos, com uma previsão de incrementar em 40% o seu faturamento total que, em 2009, foi de R$ 130 milhões. Uma aposta firme em um mercado promissor, no qual já atende clientes como Petrobras, Braskem, Alunorte, Odebrecht, CSN, entre outros. Atuando em sinergia, as empresas do grupo vêm executando obras e realizando serviços de gestão em engenharia de acesso em montagens industriais e paradas de manutenção de grandes plantas industriais, como as refi narias.

Petróleo & Energia, diretor-comercial, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Wolney Amaral:divisão especial para atender à demanda industrial

Inovação em conceito – Especializada no segmento de estruturas tubulares, a Rohr levou para a Rio Oil & Gas o conceito de engenharia de acesso, desenvolvido por ela para atender às necessidades específicas de empresas como Petrobras, Alcoa, Braskem e indústrias navais, em grandes empreendimentos. “A engenharia de acesso é muito mais do que o fornecimento de equipamentos, mas uma solução completa que entrega desde a concepção do projeto até sua execução com excelência para indústrias que, em geral, não podem ter suas atividades interrompidas, nem margem de erros”, destacou Manuel Escaleira, diretor-operacional da Rohr.

Solução pioneira em manutenção de plantas industriais, esse conceito inovador, testado e aprovado pela Petrobras, abrange desde o projeto técnico, para a análise das necessidades de cada estrutura, até o desenvolvimento de soluções específicas e a formação de equipe treinada, a fim de garantir a segurança do processo e a eficiência dos resultados. Considera ainda a evolução dos equipamentos e a preservação ambiental. “Toda a madeira utilizada até então no processo pode ser substituída por alumínio, material renovável que, além de contribuir com o meio ambiente por ser reutilizado, torna a operação mais rápida, prática, limpa e segura”, destacou o executivo, salientando que a madeira é extremamente pesada, principalmente quando molhada. “O alumínio permitiu o manuseio mais rápido e seguro e diminuiu em mais de 50% o peso das pranchas para transporte e montagem”, acrescentou.

Outra que também optou por destacar as inovações que vem consolidando, mas na área de engenharia e montagem, foi a veterana GDK. Com um estande ao lado da Petrobras, a empresa decidiu participar de sessões técnicas para mostrar seus métodos inovadores na construção do Gasoduto Caraguatatuba-Taubaté (Gastau), que integra o megaprojeto de Mexilhão, da Petrobras, na Bacia de Santos. O case “Novos métodos construtivos e a incorporação de técnicas offshore em dutos terrestres”, mostrando como foram executadas as travessias do Gastau, que escoará o gás natural do Campo de Mexilhão, foi apresentado pelo diretor da GDK Conrado Serodio, e pelo engenheiro Sérgio Borges.

Petróleo & Energia, Manuel Escaleira, diretor-operacional da Rohr, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Manuel Escaleira: enfoque integral para engenharia de acesso

Estrutura reforçada – Com a meta de se tornar mais conhecida no mercado offshore, a Neolider, uma das maiores distribuidoras de aço inox e aço carbono do Brasil, levou um portfólio completo para a Rio Oil & Gas, anunciando ainda investimentos de R$ 15 milhões na ampliação de um novo centro logístico para atender as operações do pré-sal, em São Paulo. “Queremos ficar entre os cinco principais distribuidores de aço do país”, frisou Antonio Carlos Ferreira, presidente da empresa, que tem uma central de 45 mil m² no município paulista de São Bernardo do Campo-SP, às margens da rodovia dos Imigrantes; uma planta de 8 mil m² próxima ao Polo Petroquímico de Camaçari-BA; e um entreposto logístico no Recife-PE, de 3 mil m².

O novo centro de distribuição, em fase inicial de construção, tem uma área de 111 mil m² e está localizado numa área estratégica da capital paulista, próxima ao Rodoanel. “A nova estrutura facilitará não somente a distribuição interna dos produtos manufaturados, como tubos, chapas, barras e conexões de aço carbono e aço inox, mas também a logística de importação, uma vez que ela se encontra próxima ao Porto de Santos”, destacou o executivo da empresa, que registrou um crescimento de 4,5% no Sudeste e 7,5% no Nordeste, em 2009.

Fornecedora credenciada da Petrobras, ela também pretende expandir sua atuação no Nordeste, que respondeu por 25% do faturamento em 2009 (de R$ 200 milhões). “Queremos chegar a 35% em 2011, quando pretendemos ter um faturamento total de R$ 250 milhões”, afirmou Ferreira, que está de olho nas obras da refinaria Abreu e Lima (PE) e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). “Esses projetos impulsionarão a indústria”, disse o empresário, que após concluir o projeto de expansão em São Paulo, pretende ampliar o depósito de Salvador para até 14 mil m², com aporte de R$ 1,5 milhão.

Petróleo & Energia, Antonio Carlos Ferreira, presidente da empresa Neolider, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Antonio Carlos Ferreira:distribuição de aço investe em estrutura própria

O peso do aço – Fornecedoras tradicionais da indústria de óleo e gás, empresas do setor siderúrgico e de tubos reforçaram a participação neste ano, de olho nas encomendas de plataformas e navios, além da aceleração de obras nas áreas de refino, dutos (marítimos e terrestres) e outros projetos. O grupo Açotubo, maior distribuidora independente de tubos e aços do Brasil, levou para a ROG as coligadas Incotep e Artex Aço. Enquanto a Açotubo levou barras e tubos de aço já reconhecidos e amplamente utilizados pela indústria petrolífera, a Incotep, a trefilação do grupo, apresentou-se com sua linha de tubos trefilados e peças, enquanto a Artex, comprada pelo grupo no final de 2008, complementou o portfólio, com suas chapas e nova família de tubos de aço inox.

“Eventos dessa dimensão permitem maior proximidade com os nossos clientes e, consequentemente, contribuem para a fidelização nesse mercado, uma vez que já temos uma forte inserção já no setor de óleo e gás”, observou Túlio Brunstein, gerente de marketing do grupo Açotubo. “Estamos aptos a fornecer produtos em qualquer quantidade com a certificação de origem de produto nacional”, finalizou.

Também em busca de aumentar sua participação nos projetos desse setor, a Usiminas Mecânica – empresa de bens de capital e serviços do grupo Usiminas – foi para a ROG anunciando soluções inovadoras para projetos navais, offshore e refino. A empresa desempenha um papel importante na estratégia do grupo, um dos maiores do país no setor, no sentido de agregar valor ao aço produzido, por meio de sete unidades de negócios: equipamentos industriais, pontes e estruturas, montagem industrial, blanks e estampagens, fundição, forjaria e vagões, EPC óleo e gás e também de siderurgia.

Na ROG a Usiminas divulgou novos projetos, como a fábrica de módulos, que será construída pela empresa em Cubatão-SP, com um investimento total de US$ 200 milhões, para plataformas offshore que vão operar nos campos do pré-sal. Instalada ao lado do Terminal Marítimo Privativo da Usiminas de Cubatão – um diferencial que facilita a logística de entrega dos produtos –, a planta fabril terá capacidade de produção de 18 módulos simultaneamente. Ela integrará um complexo industrial que poderá vir a ter ainda uma fábrica de blocos navais (componentes estruturais do casco de navios).

Petróleo & Energia, Túlio Brunstein, gerente de marketing do grupo Açotubo, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Túlio Brunstein: fornecimentos têm certificado de origem nacional

A Usiminas Mecânica divulgou ainda a parceria com a Petrochem, maior fornecedora de fornos petroquímicos do mundo, com o objetivo de atender o mercado de refino de petróleo. Juntas, elas já forneceram um forno para a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim-MG, e outro para o grupo químico Solvay, em Santo André-SP. Outros seis estão sendo fabricados para a Refinaria do Paraná (Repar), em Araucária-PR. O complexo industrial e a parceria com a Petrochem têm por finalidade reforçar a posição do grupo no mercado de óleo e gás.

A todo gás – Apresentar novos produtos para o mercado foi a linha de ação adotada pela Combustol, empresa do grupo Combustol & Metalpó, especializada em fornos industriais, que levou para a feira os vaporizadores de GNL (Gás Natural Liquefeito) e incineradores, produzidos em parceria com a norte-americana Selas Fluid Processing, subsidiária do grupo Selas Linde. “Temos a tecnologia adequada para o processo, pois a Selas detém a maioria absoluta do mercado destes produtos nos Estados Unidos”, explicou Paulo Adolfo Dietziker, gerentecomercial de petroquímica da Combustol.

“Na exploração em águas profundas e distantes da costa, a liquefação se torna importante para a redução dos custos de transporte. Esses equipamentos desempenham um papel importante, pois forçam a vaporização do líquido, que é essencial para sua utilização, atendendo às demandas de transporte terrestre, carregamento e armazenamento do produto”, apontou Dietziker. Os incineradores, destinados, especificamente, para o segmento químico e petroquímico, resolvem o problema dos resíduos orgânicos gerados em processos produtivos diversos. São utilizadas duas tecnologias da Selas Fluid: o Thermatrix, de oxidação térmica sem chama, e T-Thermal, que fornece os três fatores essenciais para a obtenção da máxima reação entre os componentes da oxidação: tempo, temperatura e turbulência.

Petróleo & Energia, Paulo Adolfo Dietziker, gerentecomercial de petroquímica da Combustol, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Paulo Adolfo Dietziker: produção local, com tecnologia da Selas Linde

Além das duas novidades na área de processo, a empresa apresentou a linha de fornos reformadores, aquecedores e craqueamento de etileno, destinada às refinarias e petroquímicas. Graças a essa parceria com o grupo Linde, a Combustol vem fornecendo equipamentos para as principais refinarias do país, como a Refinaria Henrique Lage (Revap), Landulpho Alves Mataripe (RLAM) e Refinaria Presidente Bernardes (RPBC).

“Com o suporte técnico da Selas Linde, podemos atender aos mais estritos requisitos para qualquer aplicação de transferência de calor de alta temperatura”, disse Dietziker, acrescentando que a parceria abrange desde a engenharia básica até a instalação completa de unidades em regime ‘chave na mão’, englobando obras civis, montagem eletromecânica, treinamento e assistência técnica.

“Percebemos que a feira pode ser uma excelente oportunidade para demonstrarmos essa nossa tecnologia para as áreas química e petroquímica”, explicou o gerente, comemorando o aumento do número de visitantes ao estande em relação ao evento anterior. “Como vitrine do setor, a Rio Oil & Gas permitiu ainda maior inserção e visibilidade no mercado, além de criar a oportunidade adequada para apresentar, por meio de animações multimídia e palestra promovida pelos nossos especialistas, a expertise do setor de engenharia no desenvolvimento de projetos de modelagem em 3D.”

Conhecimento e inovação – Uma das líderes mundiais em especialidades químicas e serviços de tratamento de água, do ar de interiores e melhoria de processos industriais para os mercados de petróleo e gás e indústrias gerais, a Nalco trouxe para a feira, além de produtos, conhecimentos para compartilhar. Especialistas da empresa e de suas filiais nos Estados Unidos e na Europa vieram à feira para estreitar relações com um dos mercados que mais crescem no mundo na área de óleo e gás, além de apresentarem trabalhos sobre a nova tecnologia BrightWater, de inibição de hidratos, de forma que garanta o escoamento de óleo e iniba a deposição de parafina, ideal para os novos projetos nas águas profundas do pré-sal.

Petróleo & Energia, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Modelagem 3D ajuda a projetar unidades completas

A proposta da empresa com essa participação foi incentivar o intercâmbio de informações entre pesquisadores, técnicos e empresas de abrangência internacional, bem como divulgar os conhecimentos recentemente adquiridos. Nesse sentido, a Nalco vai expor seus programas, serviços e processos, aproveitando a oportunidade para estreitar o relacionamento com os presentes.

A Evonik, que participou pela segunda vez da Rio Oil & Gas, trouxe um especialista da Alemanha para apresentar trabalho técnico sobre os benefícios dos polímeros de alta performance para o mercado offshore brasileiro. “Por ser um dos mais importantes eventos do setor de óleo e gás de toda a América Latina, o evento é uma boa oportunidade para destacarmos as vantagens da poliamida 12 para uso em tubos flexíveis e umbilicais, entre outras aplicações, bem como do poli-éter-éter-cetona (PEEK)”, observou Haroldo Rodrigues, chefe de produto da área de polímeros de alta performance da Evonik.

Petróleo & Energia, Haroldo Rodrigues, chefe de produto da área de polímeros de alta performance da Evonik, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
Haroldo Rodrigues: polímeros de alta perfomance entram nos tubos

Segundo ele, a poliamida 12 (PA 12) Vestamid é indicada para diversas aplicações, com diferenciais importantes de desempenho, seja na fabricação de tubos flexíveis, ou nas mangueiras multicamadas (MLT – Multi Layer Tubing) para umbilicais. “Também é utilizado como liner para recuperação de tubos metálicos, em tubos e conexões para distribuição de gás natural em alta pressão e no revestimento de peças metálicas”, complementou.

A empresa também divulgou os principais benefícios da nova versão Multi Layer, sistema no qual a Evonik já possui mais de trinta anos de experiência. “Entre os principais atributos estão a diminuição da permeabilidade para um amplo espectro de fluidos, evitando contaminação cruzada entre diferentes fluidos e consequente entupimento dos tubos; a maior resistência química para vários tipos de fluidos; não migração de oligômeros residuais, comuns em umbilicais, evitando-se, assim, a utilização de poliamidas ‘lavadas’ com metanol”, explicou Rodrigues, afirmando que, diante das inúmeras vantagens do PA 12, o material vem ganhando espaço no mercado de tubos flexíveis. “O produto está homologado e mais de 300 tubos flexíveis sem solda já foram fabricados com a Vestamid”, comemorou.

Múltiplas escolhas – A 3M do Bra sil também usou a ROG para mostrar suas soluções para os segmentos de exploração e produção, refino, petroquímica, transporte e distribuição. “O segmento de Oil & Gas é estratégico e muito importante para a empresa”, afirmou José Nunes, gerente de desenvolvimento de negócios da divisão de Oil & Gas da 3M do Brasil. Ele afirma que a empresa trouxe uma proposta diferenciada para o evento. “Além de divulgar nosso portfólio, também simulamos aplicações das nossas soluções e produtos”, explicou. Um dos produtos apresentados foi o 3M Scotchkote, um revestimento externo anticorrosivo que pode ser utilizado em tubulações de óleo, gás e água produzida em refinarias. “Ele protege as tubulações contra ambientes agressivos tais como água salgada, gases corrosivos e águas residuais e auxilia na redução de custos de manutenção”, observou Nunes.

Outro destaque foi o Glass Bubbles, microesferas ocas de vidro que, misturadas ao polipropileno ou ao poliuretano, promovem o isolamento térmico das tubulações de extração e transporte de petróleo que ficam próximas ao leito do mar, onde a temperatura da água é mais baixa. Outra solução apresentada foi o High Flow, sistema de filtração de alta vazão utilizado para purificar a água do mar que é injetada nos poços para auxiliar o processo de extração do petróleo.

José Nunes, gerente de desenvolvimento de negócios da divisão de Oil & Gas da 3M do Brasil, Rio Oil & Gas - Economia estável e pré-sal atraem fornecedores globais|
José Nunes: alternativas de fixação e de proteção anticorrosiva

“Temos ainda as fitas filamentosas, que podem ser aplicadas na fixação das diversas camadas dos tubos de metal flexíveis, utilizados para conectar a extração do leito do mar às plataformas de exploração, tendo como principais características a alta tensão de ruptura e baixo alongamento, alta resistência ao impacto e ao corte, e alta resistência à abrasão, umidade e desgaste”, concluiu o gerente de desenvolvimento da empresa, que levou produtos e soluções de 16 áreas de negócios para atender os diversos segmentos da cadeia produtiva de óleo e gás.

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