Petróleo e Energia

Rio Oil & Gas 30 anos – Expo and Conference – 1982 – 2012 – Avanços tecnológicos apoiam exploração do pré-sal

Bia Teixeira
15 de agosto de 2012
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    Assim como navegar é preciso – na dupla acepção da palavra, tanto necessário como de precisão –, inovar é crucial para a indústria mundial de petróleo e gás, ainda mais quando a exploração desse recurso não renovável avança para novas fronteiras exploratórias, principalmente em águas ultraprofundas e em cenários complexos, como o pré-sal da costa brasileira, ou em outras novas fronteiras, como a região do Ártico e a costa oeste da África.

    Petróleo & Energia, Petróleo & Energia - Avanços tecnólogicos apoiam exploração sustentável do pré-sal

    Nada mais adequado, portanto, do que o tema Inovar e crescer com responsabilidade, escolhido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) para a 16ª edição da Rio Oil & Gas Expo and Conference, que se realiza entre os dias 17 e 20 de setembro, no Centro de Convenções do Riocentro, no Rio de Janeiro.

    Números da Rio Oil & Fas 2010

    FEIRA

    Expositores – 1.300
    Espaço de feira ocupado – 37 mil k²
    Países participantes – 51
    Visitantes – 53 mil

    CONFERÊNCIA

    Delegados – 4.300
    Nº de trabalhos técnicos apresentados – 777 

    O tema revela os desafios da expansão acelerada dessa indústria no país, que ganhou vulto há pouco mais de uma década, quando houve a abertura do mercado, após 45 anos de monopólio da Petrobras. Mais ainda: propõe uma reflexão e debate sobre como seguir adiante e de forma sustentável nessa expansão, que impacta outros setores da economia, como a indústria naval e navipeças, máquinas e equipamentos pesados, eletroeletrônica e mecatrônica, tecnologia da informação, entre outras.

    Sustentabilidade tanto no aspecto ambiental e socioeconômico, que são os mais impactados pelas atividades de exploração e produção de hidrocarbonetos, como também da sobrevivência e longevidade das empresas locais, que fazem parte dessa cadeia produtiva e que vêm investindo para ganhar competitividade no mercado local e internacional.

    Isso porque, da mesma maneira que fornecedores estrangeiros dos diversos segmentos dessa indústria desejam assegurar sua participação nos empreendimentos brasileiros de óleo e gás – e abocanhar uma fatia dos mais de US$ 236 bilhões de investimentos previstos pela Petrobras até 2016, em quase mil projetos, dos quais 65,5% na área de E&P –, as empresas brasileiras também almejam ganhar o passaporte da qualificação para o mercado internacional.

    Daí apostarem suas fichas em feiras como a Rio Oil & Gas, que completa 30 anos com uma sólida posição na agenda mundial de petróleo e gás: a feira brasileira só perde em dimensão e representatividade para a Offshore Technology Conference (OTC), realizada anualmente em Houston (EUA), que desde 2010 tem uma versão brasileira (bienal, como a ROG, mas em anos distintos desta).

    Petrobras é destaque – O evento, que surgiu originalmente com o título de Feira Industrial de Petróleo e Gás, em 1982, hoje, além de ser uma vitrine das mais modernas tecnologias desenvolvidas para as diversas etapas da indústria de óleo e gás, e sinalizar as tendências desse setor, reúne também os principais especialistas e profissionais da área na conferência realizada em paralelo à exposição (nos mesmos moldes da OTC).

    Os mais de 600 trabalhos inscritos na conferência, que em 2010 teve a participação de 4.500 congressistas, também revelam os desafios dessa indústria: a maior parte (224) tem relação direta com as atividades de exploração e produção, com destaque para as principais tecnologias e processos que buscam viabilizar técnica e economicamente a explotação de hidrocarbonetos em águas mais profundas.

    Os assuntos relativos a transporte, refino, distribuição e comercialização de derivados, assim como petroquímica, estão sendo tratados em 113 trabalhos, enquanto que gás e energia são os temas abordados em 73 papers inscritos na ROG, e biocombustíveis, em 45 outras apresentações.

    Ganha cada vez mais peso nessa conferência a questão da responsabilidade socioambiental, abordada por 85 trabalhos, e as perspectivas jurídicas e econômicas do mercado brasileiro, com 60 estudos. Ou seja, não faltará assunto nas apresentações e plenárias marcadas para os quatro dias do evento, que, mais uma vez, este ano, gravita em torno da Petrobras.

    Prova disso é o predomínio da estatal nas quatro plenárias da conferência, na qual duas serão comandadas por Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras: a de inauguração, que tem como tema O Papel da Indústria do Petróleo na Promoção do Desenvolvimento Econômico Sustentável, e contará com a participação de executivos da Shell, Repsol Sinopec e Barra Energia, e a de encerramento.


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