Recuperação avançada – Petroleiras querem extrair mais de 50% do óleo retido

Hoje, até mesmo no Oriente Médio, onde um incremento de 1% no fator de recuperação poderia significar bilhões de barris, a recuperação avançada é discutida, uma vez que acabaram os tempos de óleo fácil. Várias companhias da região já começaram a testar técnicas mais novas e caras que a injeção de água e gás para aumentar o fator de recuperação de campos que já dão sinais de envelhecimento.

A injeção de polímeros está sendo usada pela Petroleum Development Oman em seu campo de Marmul, descoberto em 1956, com a expectativa de aumentar em 30% a recuperação do óleo pesado existente no reservatório.

Com 34% de participação na petroleira de Omã, a anglo-holandesa Shell participa desse projeto, que injeta cerca de 100 mil barris de solução de polímero por dia desde 2010.

A francesa Total também faz testes na região: com injeções de gás e outras técnicas, incluindo água, a empresa ampliou em mais de 15% o potencial previsto nos planos de desenvolvimento do campo de ABKem Abu Dabi. Apetroleira francesa também avalia técnicas relativamente novas, como o dióxido de carbono, que pode dar um ganho de até 8% no fator de recuperação do óleo existente nesse reservatório. Ou seja: a ideia é ampliar a produção nos campos que vêm abastecendo a humanidade há mais de quatro décadas.

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