Reajuste nas bandeiras tarifárias deixa Energia Solar mais competitiva

Consumidores com sistemas fotovoltaicos economizam até 4 vezes mais na conta de luz, mesmo em situações de bandeira vermelha

No dia 01 de julho entrou em vigor o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, a energia solar se apresenta como uma alternativa viável para reduzir as despesas com eletricidade. A economia pode chegar a  75%.

Segundo a Aneel, o novo reajuste está relacionado à escassez hídrica e o maior custo com as usinas termelétricas em 2022, acionadas nestes momentos.

“Se na tarifa anterior a energia solar já era muito viável economicamente, agora, com esses reajustes altos, se torna mais competitiva. Além disso, a produção própria de energia traz mais liberdade ao consumidor. Isso porque ele consome o que gera e deduz o excedente no sistema de compensação”, explica Guilherme Nagamine, diretor da L8 Energy, empresa especializada na Industrialização e Distribuição de Sistemas Fotovoltaicos.

Painel Solar

Contudo, além de mais econômico, o setor de energia solar não para de bater metas e já se tornou um dos mais promissores geradores de energia para o Brasil do futuro. 

Este patamar deve aumentar ainda mais nos próximos anos, uma vez que os sistemas solares estão sendo instalados em telhados brasileiros. O que vai contribuir para aumentar o percentual produtivo de energia fotovoltaica.  

Economia e energia solar

Do mesmo modo, na visão da Absolar (Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica), 2022 poderá ser o melhor ano da energia solar já registrado no Brasil desde 2012. De acordo com análise da entidade, a geração própria de energia solar deverá praticamente dobrar sua potência operacional instalada, impulsionada pelos aumentos nas tarifas.

Segundo dados da L8 Energy, a economia para quem tem sistemas fotovoltaicos pode chegar a 75%. Uma família de Curitiba por exemplo, onde a tarifa de energia é de R$ 0,83 para cada kWh, com consumo mensal de 600 kWh, gastaria R$ 498,00 por mês na bandeira verde. Se esta residência produzisse mensalmente 450kWh, por meio de um sistema solar, o valor da conta ficaria em R$ 124,50.  

A economia gerada pode variar de acordo com a capacidade de geração de cada sistema fotovoltaico e das tarifas adotadas por cada operadora. Para Nagamine, além da vantagem financeira, a energia solar traz outros benefícios ao consumidor. 

“É sustentável, já que não produz nenhum tipo de resíduo na geração e utiliza recursos renováveis. Além disso, temos luz solar o ano todo, o que proporciona uma estabilidade de produção”, afirma.

Reduzindo os custos 

A energia solar reduz a necessidade de investimentos em melhorias e manutenções das redes. A redução dos picos de demanda, deslocam os cronogramas de investimentos, adiando as necessidades de manutenção da infraestrutura. 

Em suma, as tarifas de energia não cobram dos consumidores apenas a eletricidade que consomem, mas também os valores relacionados aos custos para levar essa energia às residências e estabelecimentos. Quando a geração própria de energia solar é utilizada, os consumidores ajudam a reduzir o fluxo da eletricidade nas redes de transmissão e distribuição. Consequentemente, reduzindo a conta de energia elétrica de todos os consumidores.

Por fim, o menor custo marginal de geração própria de energia solar ajuda a reduzir o custo do pico de demanda de energia, influenciando o custo médio da eletricidade.

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