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Produtos multifuncionais melhoram qualidade da água em caldeiras

Petroleo e Energia
5 de dezembro de 2018
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    Petróleo & Energia, Cresce a demanda por unidades móveis de tratamento de água

    Cresce a demanda por unidades móveis de tratamento de água

    Mesmo com o desempenho fraco da economia, que tinha a promessa de se recuperar com mais vigor neste ano, sentimento abortado com nova queda nos investimentos no segundo trimestre, os fornecedores de soluções para tratamento de água de caldeiras mantêm as esperanças e ampliam a oferta de soluções tecnológicas para atrair clientes ainda receosos de colocar a mão no bolso para investir.

    A ideia, comum em alguns competidores de mais peso no setor industrial, é oferecer novas moléculas que melhorem e simplifiquem o condicionamento da água nas caldeiras, exercendo quando possível funções múltipas para evitar os grandes inimigos da operação: a incrustação, a corrosão e a contaminação microbiológica. Aliada a essa tendência de criar soluções para diminuir os volumes de insumos químicos e a variedade deles na água das caldeiras, continuam em alta também a oferta de controle automatizado do tratamento e até mesmo o uso de recursos digitais para simular a operação com o fim de “desenhar” um condicionamento sob medida para o cliente.

    Um exemplo desse movimento ocorre com a Kurita, tradicional no tratamento de água para caldeiras e torres de resfriamento e no tratamento de efluentes, com participação principal na indústria pesada, como química, petroquímica e siderurgia. Recentemente, o grupo de origem japonesa colocou no mercado brasileiro um novo tratamento para caldeiras de baixa pressão (até 30 kgf/cm2 de pressão), chamado DReeM Polymer, baseado em um polímero dispersante único.

    Do inglês Dispersion and Removal efficiently and effectively Management (Dispersão e Remoção de forma eficiente e eficaz), o DReeM combina os efeitos de inibição de incrustações com o de remover as incrustações já formadas dentro da caldeira. Segundo o superintendente de operações da Kurita, José Aguiar Jr., o polímero é dosado no tratamento de manutenção em doses muito baixas. Mas, caso ocorra algum problema no abrandamento da água que acarrete a formação de depósitos, a dosagem pode ser aumentada para removê-los. “Depois de alguns dias, após toda a remoção, retorna-se ao tratamento normal”, diz.

    Outro ponto importante da tecnologia é o fato de dispensar o uso de agentes quelantes, responsáveis pela complexação de íons de cálcio e magnésio para torná-los estáveis e solúveis e assim evitar incrustação. A dispensa desses agentes é uma vantagem para a operação, pois esses químicos (EDTA e o NTA, principalmente), quando dosados indevidamente, contribuem para a corrosão excessiva da superfície da caldeira. Isso porque os quelantes em excesso provocam a complexação do óxido de ferro protetor, dando início à corrosão.

    A capacidade de remover depósitos de cálcio aderidos nas superfícies de troca térmica on line do novo polímero reduz ou mesmo dispensa a necessidade de limpeza química ou mecânica. “Isso sem falar que haverá aumento da eficiência energética da caldeira, com aumento na produção de vapor e redução do consumo de combustível”, completa o gerente de tecnologia da Kurita, Antonio Ricardo de Carvalho. O polímero é ainda aprovado para uso em indústrias alimentícias, com registro FDA.

    Com aplicações no Brasil e no mundo desde 2016, mas em pesquisa de campo a partir de 2015, o produto tem se mostrado eficiente em operação. Aguiar chama a atenção para a experiência em indústria têxtil. Segundo explica, logo no início dos trabalhos na empresa foram detectados escapes de dureza por problema no desempenho dos abrandadores. O cliente foi avisado, mas resolveu protelar o tratamento com o novo polímero, pois por questão de custo preferia assumir o tratamento intensivo ele próprio. Porém, depois de uma inspeção da caldeira, foi comprovado o alto nível de incrustação. Mesmo assim a empresa optou por uma limpeza química e pela retomada do tratamento convencional. “Outros seis meses depois o problema voltou, o que foi provado em nova inspeção”, diz Aguiar.

    Com a continuidade do problema, explica o superintendente, finalmente a empresa aceitou testar o DReeM Polymer. “Três meses após o teste, sem qualquer limpeza química, a caldeira foi novamente inspecionada, quando se constatou que boa parte dos depósitos formados tinham sido removidos pelo polímero”, diz. De acordo com Aguiar, com esses resultados o cliente manteve o novo tratamento, já em contrato comercial. Seis meses passados, a caldeira foi novamente parada e inspecionada, quando foi notada a total ausência de depósitos. “O cliente mantém o tratamento até hoje”, comemora.



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