Produção offshore une esforços de pesquisa da cadeia do petróleo

“Realizamos algumas reuniões em nosso escritório e visitamos a feira com uma boa perspectiva de negócios alinhavados, mas que ainda não podemos citar”, pontuou Paulo Fernandes, diretor da Liderroll. Segundo ele, o maior interesse na participação é conhecer novas empresas e oportunidades, além de desenvolver parcerias com companhias internacionais.

Norte Fluminense presente – Este é um dos objetivos da Vicel, empresa de Macaé que atua no segmento de tratamento de água e que participa da OTC desde 2004, albergada nos estandes de suas representadas – a Severn Trent de Nora e a Aqua-Chem. “Fazemos o atendimento aos clientes e visitantes no estande e interagimos com a delegação brasileira para reforçar o intercâmbio de informações e o networking”, disse Sergio Arruda, diretor comercial do grupo VICEL.

Petróleo & Energia, Hélio: serviços para montagem de equipamentos com conteúdo nacional
Hélio: serviços para montagem de equipamentos com conteúdo nacional

O grande mote deste ano é o lançamento do GWTS (Gray Water Treatment System), sistema pioneiro projetado e fabricado pelo grupo Vicel para atendimento à legislação ambiental brasileira (NT 01/11). “É uma tecnologia que pode ser usada pelas empresas internacionais, tanto em projetos no Brasil como em outros mercados que exijam tratamento de água cinza (qualquer água residual, ou seja, não industrial) em navios e plataformas”, explicou Arruda.

O GWTS hoje é pré-requisito para as sondas e plataformas que operam em águas brasileiras. “Somos líder de mercado entre as sondas que operam na Bacia de Campos”, afiançou o executivo, frisando que a empresa tem um modelo exclusivo de atendimento às regras de conteúdo local, mediante serviços de montagem industrial e componentes nacionalizados. Razão pela qual foi também a patrocinadora pioneira do breakfast da Bratecc, como parte de sua estratégia de comunicação com o mercado.

“Somos provedores de serviços de montagem de equipamentos com conteúdo brasileiro. O nosso objetivo, ao participar da Bratecc Offshore, é atrair mais players ao país e divulgar os serviços que podemos prestar para eles”, afirmou Helio Brasileiro, gerente de novos negócios e marketing da Vicel, lembrando que o evento tem como copatrocinadores empresas como a Odebrecht e a Schlumberger.

Reforçando negócios – As entidades e organizações setoriais, assim como algumas agências de governo, também marcam ponto na OTC para assegurar negócios para seus representados (empresas, municípios ou estados). É o caso do Sistema Firjan, que apresentou soluções integradas de união de materiais e inspeção, mitigação de riscos e gestão ambiental, modelagem matemática e sistemas de simulação virtual, locais e remotos.

Os produtos e serviços disponibilizados são desenvolvidos pelos Centros de Tecnologia SENAI Ambiental – Solda e Automação e Simulação -, que demonstraram no estande de que forma estão aptos a atender às demandas reais de uma plataforma do tipo FPSO, nas fases de projeto, construção e operação. Na operação, por exemplo, podem ser oferecidos serviços de diagnóstico, inspeção e constituição visual. Neste caso, o atendimento prevê a realização de inspeção para identificação de resíduos originários de processos corrosivos, analisando a integridade estrutural nas regiões soldadas com apoio de reconstituição visual e aplicação de testes de campo por simulação em tempo real. A simulação possibilita a identificação dos melhores caminhos para o descarte, alcançando a mitigação e uma melhor gestão ambiental.

No setor naval, o esforço é encabeçado pela Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenave). “O nosso objetivo na OTC é promover a indústria naval e offshore brasileira e seus associados no cenário internacional e incentivar o incremento tecnológico por meio de parcerias entre empresas estrangeiras e brasileiras”, explicou Augusto Mendonça, presidente da Abenave, que integrou o Pavilhão Brasil pelo segundo ano consecutivo. A expectativa da associação é abrir novas oportunidades para empresas nacionais interessadas na identificação de parceiros internacionais, e vice-versa, buscando sempre a geração de conteúdo local, incremento tecnológico e gerando competitividade para o setor.

O grupo de empresas com origem nos Estados Unidos é o que mais investe na cidade do Rio de Janeiro, segundo a agência Rio Negócios. Razão pela qual executivos da agência fizeram um road show naquele país, entre os dias 22 de abril e 10 de maio, encerrando o circuito de atividades na OTC.

Esta é a quarta vez que a agência envia uma delegação aos Estados Unidos, país de origem de 60% das empresas já atraídas para o Rio desde a criação da agência, em 2010. A expectativa é a de que, após 18 dias de encontros com companhias dos setores de tecnologia, resseguros e óleo e gás, mais de uma centena de potenciais parceiros seja contatada.

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