Produção offshore une esforços de pesquisa da cadeia do petróleo

Petróleo & Energia, Palagi: produção a 2.500 metros de profundidade
Palagi: produção a 2.500 metros de profundidade

Cesar Palagi, gerente do projeto da Petrobras America, destacou os recordes consolidados no Golfo do México por esta iniciativa: o FPSO BW Pioneer é a unidade de produção em maior profundidade de água do mundo (2.500 metros) e ele está interligado ao gasoduto mais profundo do planeta, segundo a Petrobras. Além disso, é a primeira vez que são utilizados navios aliviadores naquela região, que retiram o óleo do FPSO e depois o levam para as bases, em terra.

À prova de furacão? Nem tanto. O que Palagi observou é a segurança possibilitada pelo sistema de ancoragem do FPSO, que, no caso de um furacão, pode ser desconectado dos poços e seguir para um local abrigado, preservando não somente homens, máquinas e investimentos, mas também o meio ambiente.

Oportunidades para todos – Às vésperas da 11ª Rodada de Licitações para Concessão de Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural – o tão esperado leilão da ANP –, Magda Chambriard também foi outra personalidade feminina cortejada dentro e fora da OTC. Ela foi ouvida atentamente por quase 300 convivas do café da manhã da Bratecc (sigla em inglês da Câmara de Comércio Brasil-Texas), que promove um dos mais disputados eventos fora da OTC.

A diretora-geral da ANP acirrou o interesse não somente de petroleiras que já foram qualificadas para o leilão – que se realizaria no Brasil uma semana depois (no dia 14 de maio) -, mas também de investidores e empresas fornecedoras de bens e serviços, ao falar do potencial das bacias brasileiras, um dia depois de Foster afirmar que a petroleira verde-amarela vai dobrar de tamanho.

“Nenhum país do mundo tem, hoje, a variedade e a qualidade de áreas que o Brasil vai oferecer neste ano”, afirmou Chambriard, lembrando que, além da 11ª rodada, haverá ainda licitação de áreas com foco em gás natural e o ansiado leilão do pré-sal.

Magda Chambriard e o diretor Florival Carvalho comandaram a comitiva da ANP, mais uma vez instalada no Pavilhão Brasil, que reuniu 47 empresas e entidades. Além de espaço para reuniões entre as empresas e os potenciais parceiros (e até mesmo companhias estrangeiras interessadas em adquirir o controle de empresas nacionais), o pavilhão é o porto seguro dos visitantes brasileiros, que, segundo a organização, formaram a terceira maior comitiva de toda a OTC.

Organizado pela agência de fomento às empresas exportadoras APEX-Brasil e pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) – única entidade estrangeira (que não é norte-americana) a integrar o board da OTC –, o Pavilhão Brasil já sinalizou que precisa de mais espaço, em razão da procura intensa de empresas por um estande no local. Pleito que o atual presidente do IBP, Milton Costa Filho, levou ao board da OTC, nas organizações das quais participou durante o evento.

“O aumento sistemático da participação de empresas brasileiras no pavilhão demonstra a capacidade exportadora dos nossos fornecedores e é fundamental para o incremento da competitividade nacional, pelo interesse que despertam no comprador ou parceiro estrangeiro pelo Brasil, que é uma referência mundial do setor offshore de petróleo”, afirmou o dirigente.

Conhecido no ambiente da OTC por ter presidido a Petrobras México, além de outros postos de destaque que ocupou em 35 anos na estatal, cargos executivos da World Petroleum Conference (WPC) e outras organizações internacionais do setor, Costa Filho pleiteia não somente o espaço adicional. Ele também tem planos para atrair outros eventos internacionais para o país, que realizará, pela segunda vez, em outubro, a OTC Brasil. “Temos um papel de destaque no cenário mundial”, reiterou inúmeras vezes o executivo que assumiu o IBP no início deste ano.

Petróleo & Energia, Sistema de perfuração com análise simultânea de fluidos, inovação da Baker Hughes
Sistema de perfuração com análise simultânea de fluidos, inovação da Baker Hughes

Visibilidade internacional – A participação brasileira, que cresce a cada ano, hoje tem algumas características diferentes do passado. Antes, as empresas saíam a campo para prospectar potenciais clientes e fornecedores. Hoje, não precisam sair de seus estandes, por menor que sejam, pois são visitadas por tradicionais parceiros e fornecedores, assim como por companhias interessadas em se associar ou adquirir empresas. Tudo para ganhar um green card que as habilite a atender às exigências de conteúdo nacional nas licitações de bens e serviços da cadeia offshore.

Ainda assim, as organizações brasileiras presentes à OTC avaliam como fundamental a participação neste evento internacional. É o caso da brasileira Forship Engenharia, que completa 15 anos de atividades e está na rota de expansão e internacionalização. “Além de parte considerável de nossa receita ser proveniente de projetos no exterior, a OTC é um interessante ponto de encontro de pessoas, empresas brasileiras e também estrangeiras que operam ou têm intenção de atuar no Brasil”, afirmou Fábio Fares, CEO e presidente da empresa, com projetos na área offshore em países como Cingapura, Coreia, China, Emirados Árabes, EUA e Angola. “Temos forte expectativa de expansão e crescimento na Ásia”, complementou.

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