Produção offshore une esforços de pesquisa da cadeia do petróleo

Petróleo & Energia, Produção offshore une esforços de pesquisa da cadeia do petróleo[toggle_box title=”Os números da OTC 2013” width=”530″]

Feira
Público: 104.800 pessoas (menor apenas que o de 1982, com 108 mil visitantes)
Área total – 60.590 m²
Expositores – 2.728 companhias de 40 países
Novos expositores: 244 (quase 9% do total)
Companhias internacionais: 39 % dos expositores.

Conferência
9 painéis
298 sessões técnicas
29 palestras em cafés da manhã e almoços
15 novas tecnologias premiadas

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Petróleo & Energia, Produção offshore une esforços de pesquisa da cadeia do petróleo“A tecnologia está no coração da indústria offshore”, declarou Steve Balint, presidente da Offshore Technology Conference (OTC), diante dos números recordes deste ano, confirmando uma tendência que vem sendo observada no mundo inteiro: é cada vez mais difícil explorar e produzir petróleo em ambientes offshore sem um esforço coletivo da indústria de óleo e gás para desenvolver novas tecnologias e processos.

A despeito de todos os cuidados em torno de suas atividades, principalmente os relacionados com informações estratégicas de suas operações, as oil companies há um bom tempo se deram conta da necessidade de maior proximidade e forte interação com seus fornecedores para que eles possam ajudá-las a vencer os inúmeros desafios offshore, em ambientes severos, águas mais e mais profundas e em locações muito distantes do continente.

Por sua vez, os fornecedores de bens e serviços cada vez mais especializados compreenderam que precisam acompanhar de perto “in company, se possível” os problemas e impasses enfrentados por seus clientes, para desenvolver, gerar e testar soluções sob medida, no menor espaço de tempo possível, com maior segurança e a custos competitivos. E, para isso, são necessários investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica em todos os níveis dessa indústria. E, obviamente, um ambiente colaborativo. Ou seja: formar parcerias estratégicas.

Os resultados desse esforço coletivo da cadeia produtiva offshore vêm sendo apresentados, ano após ano, na maior vitrine do setor, a OTC. Daí a ênfase dada por Balint, também gerente geral da Shell International E&P (Exploração e Produção), à exposição tecnológica, que recebeu, entre os dias 6 e 9 de maio, quase 105 mil visitantes, o maior público desde 1982, quando a OTC reuniu mais de 108 mil pessoas. Foi o ano também em que a Petrobras recebeu o primeiro prêmio OTC, pela tecnologia própria de sistemas de antecipação da produção, para monetizar descobertas de campos gigantes, como Marlim e Albacora, e gerar recursos para viabilizar seu desenvolvimento.

Nos quase 2.800 estandes espalhados dentro e fora do gigantesco centro de convenções texano, o Reliant Center, a maior parte das empresas buscou destacar justamente o alto grau de tecnologia de suas soluções, assim como a qualidade de seus serviços. Mas os quase 40% de expositores de outros países que foram à OTC não querem centrar foco no Golfo do México, principal polo offshore da região. A grande maioria foi prospectar nesta feira oportunidades de negócios em mercados emergentes, como Nigéria, Angola e outros, na costa Oeste da África, ou que estejam muito aquecidos, como é o caso do Brasil.

Petróleo & Energia, Graça Foster: Petrobras dobra de tamanho até 2020
Graça Foster: Petrobras dobra de tamanho até 2020

Sedução verde-amarela – Ciente do poder de atração da camada do pré-sal, com um potencial que pode até triplicar as atuais reservas provadas brasileiras de petróleo, e de onde já se extraiu quase 200 milhões de barris, entre setembro de 2008 e abril de 2013, pelo segundo ano seguido a Petrobras decidiu montar estande. E mesmo ‘sem teto’ na OTC, como brincou um executivo da petroleira, viu-se no centro das atenções, sendo tratada como uma ilustre visitante e cortejada por todos.

A começar pela própria organização da OTC, que montou uma dupla agenda para a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, no dia 7 de maio, quando o Brasil e a Petrobras acabaram se consagrando como dois dos principais destaques do evento. No painel Global Energy Outlook – Shaping the Future, durante sua palestra sobre ‘O futuro da energia no Brasil: o papel da Petrobras’, Foster afirmou que a Petrobras vai dobrar de tamanho até 2020, para uma plateia de mais de 250 pessoas, entre líderes empresariais e autoridades.

“As reservas da Petrobras têm potencial para dobrar de tamanho e atingir 31,5 bilhões de barris de óleo equivalente nos próximos anos”, anunciou Foster, afirmando que estes resultados são fruto dos investimentos da companhia, que, segundo ela, crescem em média 21,5% ao ano desde 2000 e totalizaram US$ 42,9 bilhões em 2012.

O painel realizado na parte da manhã teve repercussão e público, pois, além de Foster, reunia representantes de mercados em alta neste setor – o ministro angolano do Petróleo, José de Vasconcelos; o ministro da Indústria, Turismo e Investimentos do Canadá, David Ramsey; e o diretor de Exploração e Produção da mexicana Pemex, Carlos Morales-Gil – e era mediado pelo responsável pela programação da OTC, Gamal Hassan, diretor global das NOCs (National Oil Companies), da Baker Hughes, uma das gigantes da cadeia de fornecedores.

A Petrobras e o Brasil estiveram entre os “pratos principais” na hora do almoço, quando o gerente executivo do pré-sal, Carlos Tadeu da Costa Fraga, falou sobre os avanços consolidados desde as primeiras descobertas, em 2005. Ele ressaltou que a Petrobras atingiu 200 mil barris dia em menos de cinco anos, tendo já extraído quase 200 milhões de barris desta camada neste período. E lembrou que o desenvolvimento do pré-sal vem sendo feito em menos tempo que o de outras grandes regiões produtoras do mundo, como o Mar do Norte, o Golfo do México e até a Bacia de Campos.

Foi a quarta vez que o pré-sal entrou na pauta da Petrobras na OTC. A primeira foi em 2009, quando a ênfase foi dada à estratégia de desenvolvimento; em 2010, foram destacados os desafios tecnológicos; em 2011, a estatal discorreu sobre os primeiros resultados dos testes de longa duração e do projeto piloto do campo de Lula; e, em 2012, levantou acampamento da OTC, e contou apenas com a participação de técnicos nas sessões.

Duas horas depois deste almoço verde-amarelo, que contou com a participação também da Total e da Shell, Foster retornaria ao centro das atenções em evento inédito, preparado pela OTC especialmente para a executiva: “Wise: Mulheres da Indústria Dividindo Experiências”, no qual foi palestrante única.

Foster, que também presidiu a BR Distribuidora e a Petroquisa, e foi diretora de Gás e Energia da estatal, falou de sua trajetória no setor, onde já ocupou vários postos: desde a gerência de Desenvolvimento de Mercado de Gás da TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil) até a Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, do Ministério de Minas e Energia (MME), então sob o comando de Dilma Rousseff. Ela lembrou que foi acompanhando a atual presidente da república, que participou pela última vez da OTC, em 2004. “A diversidade não é um problema, pelo contrário, é uma vantagem competitiva das corporações”, disse a presidente para mais de 200 mulheres e homens presentes.

Expertise brasileira – Na realidade, o poder de fogo das mulheres brasileiras nesse campo vai mais além da Petrobras: o ranking de saias e capacetes inclui a baiana Ieda Correia Gomes, de 46 anos, vice-presidente mundial da British Petroleum (BP), e Magda Chambriard, diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Petróleo & Energia, Solange: projeto uniu empresas em pesquisas para águas profundas
Solange: projeto uniu empresas em pesquisas para águas profundas

Sem falar que quem ‘abriu os trabalhos’ da Petrobras nesta OTC, no primeiro dia do evento, 6 de maio, foi Solange Guedes, gerente executiva de Engenharia de Produção da área de Exploração e Produção da estatal, no painel “Global Deepwater Technology Development”. O mote é justamente um exemplo de que parceria é mais do que uma filosofia no novo cenário global: o projeto DeepStar, que resultou em uma organização com foco em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia para exploração e produção de petróleo em águas profundas, é fruto da união entre as principais empresas de energia do mundo.

Com mais de 250 presentes, este painel praticamente foi o pontapé inicial da OTC e reuniu também executivos da BP, Chevron, ConocoPhillips, Total e da FMC (outra grande fornecedora global do setor offshore). Solange Guedes destacou as oportunidades de desenvolvimento tecnológico geradas com a descoberta do pré-sal e que reforçaram a colaboração entre empresas e universidades, possibilitando o início da produção em menos de três anos.

Reforçando a premissa de que a tecnologia é o coração dessa indústria, ela pontuou os avanços consolidados nas áreas de desenvolvimento, principalmente em soluções para a caracterização de reservatórios, perfuração e completação de poços, sistemas de equipamentos submarinos, integridade de instalações, e processamento e tratamento de CO2.

Ela frisou que esses resultados são fruto também da iniciativa da Petrobras, na década de 1980, de criar programas estratégicos de sucesso comprovado como o Procap (Programa de Capacitação Tecnológica em Águas Profundas), que viabilizou a maior parte das soluções para a Bacia de Campos. “Hoje, o Procap Visão Futuro busca antecipar necessidades, prover e aperfeiçoar tecnologias”, salientou. Dentro da visão de futuro da Petrobras, estão os projetos pioneiros conduzidos pela estatal fora do Brasil, como é o caso dos campos de Cascade e Chinook, em produção na porção americana do Golfo do México. Tema de uma das sessões técnicas do primeiro dia da OTC, o projeto, que colocou em operação um FPSO (navio plataforma flutuante de produção, com capacidade de estocagem e escoamento), pela primeira vez na história offshore desta bacia, foi abordado por vários profissionais da estatal.

Petróleo & Energia, Palagi: produção a 2.500 metros de profundidade
Palagi: produção a 2.500 metros de profundidade

Cesar Palagi, gerente do projeto da Petrobras America, destacou os recordes consolidados no Golfo do México por esta iniciativa: o FPSO BW Pioneer é a unidade de produção em maior profundidade de água do mundo (2.500 metros) e ele está interligado ao gasoduto mais profundo do planeta, segundo a Petrobras. Além disso, é a primeira vez que são utilizados navios aliviadores naquela região, que retiram o óleo do FPSO e depois o levam para as bases, em terra.

À prova de furacão? Nem tanto. O que Palagi observou é a segurança possibilitada pelo sistema de ancoragem do FPSO, que, no caso de um furacão, pode ser desconectado dos poços e seguir para um local abrigado, preservando não somente homens, máquinas e investimentos, mas também o meio ambiente.

Oportunidades para todos – Às vésperas da 11ª Rodada de Licitações para Concessão de Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural – o tão esperado leilão da ANP –, Magda Chambriard também foi outra personalidade feminina cortejada dentro e fora da OTC. Ela foi ouvida atentamente por quase 300 convivas do café da manhã da Bratecc (sigla em inglês da Câmara de Comércio Brasil-Texas), que promove um dos mais disputados eventos fora da OTC.

A diretora-geral da ANP acirrou o interesse não somente de petroleiras que já foram qualificadas para o leilão – que se realizaria no Brasil uma semana depois (no dia 14 de maio) -, mas também de investidores e empresas fornecedoras de bens e serviços, ao falar do potencial das bacias brasileiras, um dia depois de Foster afirmar que a petroleira verde-amarela vai dobrar de tamanho.

“Nenhum país do mundo tem, hoje, a variedade e a qualidade de áreas que o Brasil vai oferecer neste ano”, afirmou Chambriard, lembrando que, além da 11ª rodada, haverá ainda licitação de áreas com foco em gás natural e o ansiado leilão do pré-sal.

Magda Chambriard e o diretor Florival Carvalho comandaram a comitiva da ANP, mais uma vez instalada no Pavilhão Brasil, que reuniu 47 empresas e entidades. Além de espaço para reuniões entre as empresas e os potenciais parceiros (e até mesmo companhias estrangeiras interessadas em adquirir o controle de empresas nacionais), o pavilhão é o porto seguro dos visitantes brasileiros, que, segundo a organização, formaram a terceira maior comitiva de toda a OTC.

Organizado pela agência de fomento às empresas exportadoras APEX-Brasil e pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) – única entidade estrangeira (que não é norte-americana) a integrar o board da OTC –, o Pavilhão Brasil já sinalizou que precisa de mais espaço, em razão da procura intensa de empresas por um estande no local. Pleito que o atual presidente do IBP, Milton Costa Filho, levou ao board da OTC, nas organizações das quais participou durante o evento.

“O aumento sistemático da participação de empresas brasileiras no pavilhão demonstra a capacidade exportadora dos nossos fornecedores e é fundamental para o incremento da competitividade nacional, pelo interesse que despertam no comprador ou parceiro estrangeiro pelo Brasil, que é uma referência mundial do setor offshore de petróleo”, afirmou o dirigente.

Conhecido no ambiente da OTC por ter presidido a Petrobras México, além de outros postos de destaque que ocupou em 35 anos na estatal, cargos executivos da World Petroleum Conference (WPC) e outras organizações internacionais do setor, Costa Filho pleiteia não somente o espaço adicional. Ele também tem planos para atrair outros eventos internacionais para o país, que realizará, pela segunda vez, em outubro, a OTC Brasil. “Temos um papel de destaque no cenário mundial”, reiterou inúmeras vezes o executivo que assumiu o IBP no início deste ano.

Petróleo & Energia, Sistema de perfuração com análise simultânea de fluidos, inovação da Baker Hughes
Sistema de perfuração com análise simultânea de fluidos, inovação da Baker Hughes

Visibilidade internacional – A participação brasileira, que cresce a cada ano, hoje tem algumas características diferentes do passado. Antes, as empresas saíam a campo para prospectar potenciais clientes e fornecedores. Hoje, não precisam sair de seus estandes, por menor que sejam, pois são visitadas por tradicionais parceiros e fornecedores, assim como por companhias interessadas em se associar ou adquirir empresas. Tudo para ganhar um green card que as habilite a atender às exigências de conteúdo nacional nas licitações de bens e serviços da cadeia offshore.

Ainda assim, as organizações brasileiras presentes à OTC avaliam como fundamental a participação neste evento internacional. É o caso da brasileira Forship Engenharia, que completa 15 anos de atividades e está na rota de expansão e internacionalização. “Além de parte considerável de nossa receita ser proveniente de projetos no exterior, a OTC é um interessante ponto de encontro de pessoas, empresas brasileiras e também estrangeiras que operam ou têm intenção de atuar no Brasil”, afirmou Fábio Fares, CEO e presidente da empresa, com projetos na área offshore em países como Cingapura, Coreia, China, Emirados Árabes, EUA e Angola. “Temos forte expectativa de expansão e crescimento na Ásia”, complementou.

Discreto em relação ao assédio que sofre por parte de companhias internacionais, Fares observa que a empresa está aberta a atuar em parcerias ou associada a outras empresas no exterior, para ampliar ainda mais seus negócios, assim como no Brasil. “Temos feito parcerias em vários setores e serviços. A nossa intenção é ampliar essas parcerias, dentro da nossa da estratégia de crescimento.”

“Diversas empresas estrangeiras nos procuraram para discutir oportunidades de parceria para trabalhos no Brasil e no exterior (Américas, Oriente Médio, Extremo Oriente). Temos grandes expectativas de que alguns desses contatos possam gerar negócios a curto e médio prazo”, complementou Antonio Prates, vice-presidente de consultoria técnica, nova área de negócios da Forship.

Segundo Prates, a OTC proporcionou uma excelente oportunidade de estabelecer contatos com empresas nacionais e estrangeiras (operadoras, EPCistas, estaleiros, prestadores de serviço) e conversar sobre oportunidades de trabalho conjunto. “Além dos serviços tradicionais da Forship Engenharia (comissionamento, operação e manutenção), pudemos apresentar o portfólio consolidado de consultoria, que abrange suporte regulatório, análise e acompanhamento de empreendimentos, entre outros.”

Reforçando esta estratégia, o grupo também levou para a OTC a empresa HMSWeb TI, que tem como principal produto um software especializado na gestão do processo de comissionamento, além de serviços de consultoria, como a integração de sistemas de informação e o desenvolvimento de soluções rápidas.

Luciano Gaete, CEO do braço de TI do grupo, identificou oportunidades interessantes de parceria para a Forship e a HMSWeb, especialmente em projetos no Brasil, Oriente Médio, Ásia e África. “Algumas empresas estrangeiras buscam atender às exigências de conteúdo local e/ou precisam de suporte para as suas operações, outras gostariam de iniciar ou aumentar seus negócios no Brasil, buscando parceiros que possam potencializar as competências de ambas as empresas e, consequentemente, oferecer um conjunto diferenciado de serviços, e com maior valor agregado”, frisou o executivo.

Petróleo & Energia, Marques: planos para reforçar atuação internacional
Marques: planos para reforçar atuação internacional

Engenharia a postos – Com apenas três anos de mercado, a empresa de engenharia brasileira Sandech entrou pela primeira vez como expositora na OTC, da qual participa como visitante desde 2010, ano da sua fundação. “Nesse período, consolidamos o crescimento da empresa, enquanto avaliávamos o retorno que uma participação como expositora poderia nos trazer”, disse o diretor comercial Gustavo Salvato. “Este ano, concluímos que a Sandech atingiu um nível de amadurecimento adequado para obter o maior retorno possível.”

“Como somos uma empresa relativamente jovem, num mercado no qual a experiência e a tradição são muito importantes, cada passo é planejado cuidadosamente. Na OTC, temos a missão de buscar parcerias que nos permitam a transferência de tecnologia e potencializem o crescimento e a importância do Brasil na área de exploração de petróleo”, complementou Salvato.

“Eventos desse tipo servem para aumentar a visibilidade da empresa no mercado internacional, no qual já acumulamos bons projetos e clientes leais, também com o objetivo de novos negócios e parcerias”, agregou o diretor financeiro, Antonio Marques.

A OTC é também uma oportunidade para a empresa aferir o que há de mais novo em tecnologias utilizadas no setor, além de prospectar parcerias. “Atualmente, procuramos parceria na área de Engenharia Básica”, sinalizou Salvato.

A Liderroll é outra brasileira de engenharia que não falta à OTC. Mas vai como observadora e visitante, sem estande, há sete anos, apoiada pelo seu escritório em Houston. No primeiro dia da feira da OTC, a Liderroll assinou um novo contrato com a Daslik, empresa holandesa que vai representá-la na Europa.

“Realizamos algumas reuniões em nosso escritório e visitamos a feira com uma boa perspectiva de negócios alinhavados, mas que ainda não podemos citar”, pontuou Paulo Fernandes, diretor da Liderroll. Segundo ele, o maior interesse na participação é conhecer novas empresas e oportunidades, além de desenvolver parcerias com companhias internacionais.

Norte Fluminense presente – Este é um dos objetivos da Vicel, empresa de Macaé que atua no segmento de tratamento de água e que participa da OTC desde 2004, albergada nos estandes de suas representadas – a Severn Trent de Nora e a Aqua-Chem. “Fazemos o atendimento aos clientes e visitantes no estande e interagimos com a delegação brasileira para reforçar o intercâmbio de informações e o networking”, disse Sergio Arruda, diretor comercial do grupo VICEL.

Petróleo & Energia, Hélio: serviços para montagem de equipamentos com conteúdo nacional
Hélio: serviços para montagem de equipamentos com conteúdo nacional

O grande mote deste ano é o lançamento do GWTS (Gray Water Treatment System), sistema pioneiro projetado e fabricado pelo grupo Vicel para atendimento à legislação ambiental brasileira (NT 01/11). “É uma tecnologia que pode ser usada pelas empresas internacionais, tanto em projetos no Brasil como em outros mercados que exijam tratamento de água cinza (qualquer água residual, ou seja, não industrial) em navios e plataformas”, explicou Arruda.

O GWTS hoje é pré-requisito para as sondas e plataformas que operam em águas brasileiras. “Somos líder de mercado entre as sondas que operam na Bacia de Campos”, afiançou o executivo, frisando que a empresa tem um modelo exclusivo de atendimento às regras de conteúdo local, mediante serviços de montagem industrial e componentes nacionalizados. Razão pela qual foi também a patrocinadora pioneira do breakfast da Bratecc, como parte de sua estratégia de comunicação com o mercado.

“Somos provedores de serviços de montagem de equipamentos com conteúdo brasileiro. O nosso objetivo, ao participar da Bratecc Offshore, é atrair mais players ao país e divulgar os serviços que podemos prestar para eles”, afirmou Helio Brasileiro, gerente de novos negócios e marketing da Vicel, lembrando que o evento tem como copatrocinadores empresas como a Odebrecht e a Schlumberger.

Reforçando negócios – As entidades e organizações setoriais, assim como algumas agências de governo, também marcam ponto na OTC para assegurar negócios para seus representados (empresas, municípios ou estados). É o caso do Sistema Firjan, que apresentou soluções integradas de união de materiais e inspeção, mitigação de riscos e gestão ambiental, modelagem matemática e sistemas de simulação virtual, locais e remotos.

Os produtos e serviços disponibilizados são desenvolvidos pelos Centros de Tecnologia SENAI Ambiental – Solda e Automação e Simulação -, que demonstraram no estande de que forma estão aptos a atender às demandas reais de uma plataforma do tipo FPSO, nas fases de projeto, construção e operação. Na operação, por exemplo, podem ser oferecidos serviços de diagnóstico, inspeção e constituição visual. Neste caso, o atendimento prevê a realização de inspeção para identificação de resíduos originários de processos corrosivos, analisando a integridade estrutural nas regiões soldadas com apoio de reconstituição visual e aplicação de testes de campo por simulação em tempo real. A simulação possibilita a identificação dos melhores caminhos para o descarte, alcançando a mitigação e uma melhor gestão ambiental.

No setor naval, o esforço é encabeçado pela Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenave). “O nosso objetivo na OTC é promover a indústria naval e offshore brasileira e seus associados no cenário internacional e incentivar o incremento tecnológico por meio de parcerias entre empresas estrangeiras e brasileiras”, explicou Augusto Mendonça, presidente da Abenave, que integrou o Pavilhão Brasil pelo segundo ano consecutivo. A expectativa da associação é abrir novas oportunidades para empresas nacionais interessadas na identificação de parceiros internacionais, e vice-versa, buscando sempre a geração de conteúdo local, incremento tecnológico e gerando competitividade para o setor.

O grupo de empresas com origem nos Estados Unidos é o que mais investe na cidade do Rio de Janeiro, segundo a agência Rio Negócios. Razão pela qual executivos da agência fizeram um road show naquele país, entre os dias 22 de abril e 10 de maio, encerrando o circuito de atividades na OTC.

Esta é a quarta vez que a agência envia uma delegação aos Estados Unidos, país de origem de 60% das empresas já atraídas para o Rio desde a criação da agência, em 2010. A expectativa é a de que, após 18 dias de encontros com companhias dos setores de tecnologia, resseguros e óleo e gás, mais de uma centena de potenciais parceiros seja contatada.

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