Petróleo e Energia

Produção offshore une esforços de pesquisa da cadeia do petróleo

Bia Teixeira
29 de julho de 2013
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    Petróleo & Energia, Produção offshore une esforços de pesquisa da cadeia do petróleo

    Os números da OTC 2013

    Feira
    Público: 104.800 pessoas (menor apenas que o de 1982, com 108 mil visitantes)
    Área total – 60.590 m²
    Expositores – 2.728 companhias de 40 países
    Novos expositores: 244 (quase 9% do total)
    Companhias internacionais: 39 % dos expositores.

    Conferência
    9 painéis
    298 sessões técnicas
    29 palestras em cafés da manhã e almoços
    15 novas tecnologias premiadas

    Petróleo & Energia, Produção offshore une esforços de pesquisa da cadeia do petróleo“A tecnologia está no coração da indústria offshore”, declarou Steve Balint, presidente da Offshore Technology Conference (OTC), diante dos números recordes deste ano, confirmando uma tendência que vem sendo observada no mundo inteiro: é cada vez mais difícil explorar e produzir petróleo em ambientes offshore sem um esforço coletivo da indústria de óleo e gás para desenvolver novas tecnologias e processos.

    A despeito de todos os cuidados em torno de suas atividades, principalmente os relacionados com informações estratégicas de suas operações, as oil companies há um bom tempo se deram conta da necessidade de maior proximidade e forte interação com seus fornecedores para que eles possam ajudá-las a vencer os inúmeros desafios offshore, em ambientes severos, águas mais e mais profundas e em locações muito distantes do continente.

    Por sua vez, os fornecedores de bens e serviços cada vez mais especializados compreenderam que precisam acompanhar de perto “in company, se possível” os problemas e impasses enfrentados por seus clientes, para desenvolver, gerar e testar soluções sob medida, no menor espaço de tempo possível, com maior segurança e a custos competitivos. E, para isso, são necessários investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica em todos os níveis dessa indústria. E, obviamente, um ambiente colaborativo. Ou seja: formar parcerias estratégicas.

    Os resultados desse esforço coletivo da cadeia produtiva offshore vêm sendo apresentados, ano após ano, na maior vitrine do setor, a OTC. Daí a ênfase dada por Balint, também gerente geral da Shell International E&P (Exploração e Produção), à exposição tecnológica, que recebeu, entre os dias 6 e 9 de maio, quase 105 mil visitantes, o maior público desde 1982, quando a OTC reuniu mais de 108 mil pessoas. Foi o ano também em que a Petrobras recebeu o primeiro prêmio OTC, pela tecnologia própria de sistemas de antecipação da produção, para monetizar descobertas de campos gigantes, como Marlim e Albacora, e gerar recursos para viabilizar seu desenvolvimento.

    Nos quase 2.800 estandes espalhados dentro e fora do gigantesco centro de convenções texano, o Reliant Center, a maior parte das empresas buscou destacar justamente o alto grau de tecnologia de suas soluções, assim como a qualidade de seus serviços. Mas os quase 40% de expositores de outros países que foram à OTC não querem centrar foco no Golfo do México, principal polo offshore da região. A grande maioria foi prospectar nesta feira oportunidades de negócios em mercados emergentes, como Nigéria, Angola e outros, na costa Oeste da África, ou que estejam muito aquecidos, como é o caso do Brasil.

    Petróleo & Energia, Graça Foster: Petrobras dobra de tamanho até 2020

    Graça Foster: Petrobras dobra de tamanho até 2020

    Sedução verde-amarela – Ciente do poder de atração da camada do pré-sal, com um potencial que pode até triplicar as atuais reservas provadas brasileiras de petróleo, e de onde já se extraiu quase 200 milhões de barris, entre setembro de 2008 e abril de 2013, pelo segundo ano seguido a Petrobras decidiu montar estande. E mesmo ‘sem teto’ na OTC, como brincou um executivo da petroleira, viu-se no centro das atenções, sendo tratada como uma ilustre visitante e cortejada por todos.

    A começar pela própria organização da OTC, que montou uma dupla agenda para a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, no dia 7 de maio, quando o Brasil e a Petrobras acabaram se consagrando como dois dos principais destaques do evento. No painel Global Energy Outlook – Shaping the Future, durante sua palestra sobre ‘O futuro da energia no Brasil: o papel da Petrobras’, Foster afirmou que a Petrobras vai dobrar de tamanho até 2020, para uma plateia de mais de 250 pessoas, entre líderes empresariais e autoridades.

    “As reservas da Petrobras têm potencial para dobrar de tamanho e atingir 31,5 bilhões de barris de óleo equivalente nos próximos anos”, anunciou Foster, afirmando que estes resultados são fruto dos investimentos da companhia, que, segundo ela, crescem em média 21,5% ao ano desde 2000 e totalizaram US$ 42,9 bilhões em 2012.


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