Produção de hidrogênio verde pode ter parceria do Reino Unido

A proposta de sustentabilidade surpreendeu o cônsul-geral do Reino Unido e o presidente da Câmara Britânica de Comércio e Indústria, ambos no Rio de Janeiro. Em uma visita técnica à Central Nuclear de Angra eles demonstraram bastante interesse em realizar parceria com o Brasil na produção de hidrogênio verde

O hidrogênio verde produzido nas usinas da Central Nuclear em Angra dos Reis  surpreendeu representantes do Reino Unido no começo do mês que vislumbram parceria em um negócio sustentável. Chamado também de combustível do futuro, este vetor de energia desponta como possibilidade eficaz e certeira, por ser o elemento que compõe cerca de 75% da massa do universo, capaz de armazenar grandes quantidades de energia.

Junto de uma comitiva técnica, o cônsul-geral do Reino Unido no Rio de Janeiro, Anjoum Noorani, e o presidente da Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Rio de Janeiro, Nick Burridge, visitaram a central de Angra para conhecer os detalhes do projeto de produção de hidrogênio verde, o combustível do futuro, que está em fase de viabilidade com a parceria da Eletronuclear, Furnas e Parque Tecnológico de Itaipu. 

Durante a visita, foram apresentadas as vantagens do hidrogênio produzido a partir da fonte nuclear, como a eletrólise da água do mar ao invés do uso de água doce, como explicou a coordenadora de P&D e Inovação da Eletronuclear, Karla Lepetitgaland: “Acreditamos que o hidrogênio limpo seja um dos caminhos para a descarbonização energética do planeta. E ele é produzido organicamente pelas usinas, de forma totalmente sustentável. Por isso, buscamos formas de viabilizar o seu uso”, afirmou.

DetalhesNo Brasil, o hidrogênio verde é alvo de estudos para alternativa energética e um dos destaques é o projeto liderado pela Eletronuclear, em Angra dos Reis, com geração de hipoclorito de sódio em usinas instaladas perto do mar. O projeto venceu a 1ª Olimpíada Nacional de Inovação Eletrobras em 2020.

produção de hidrogênio verde
Produção de hidrogênio verde

Fusão de tecnologias pode ser caminho para produção de hidrogênio verde

A proposta de unir o projeto de sustentabilidade a um trabalho já realizado encantou o  presidente da Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Rio de Janeiro, Nick Burridge, e é importante passo para a transformação do projeto em realidade. “Eu achei genial a ideia de utilizar uma coisa que já faz parte do negócio de produção de energia e que pode agregar valor”, afirmou. Na visita técnica, Burridge também sinalizou a forte possibilidade de uma parceria entre o Reino Unido e o Brasil nesse setor: “Com troca de tecnologia, troca de ideias e de experiências. Eu vejo isso como grande possibilidade aqui”, enfatizou.

O cônsul-geral do Reino Unido no Rio de Janeiro, Anjoum Noorani, também se pronunciou sobre o projeto de hidrogênio limpo e a possibilidade de parceria entre os dois países: “Eu sou um super fanático em relação à possibilidade de hidrogênio no futuro para dar segurança, quanto preços mais baixos, quanto lutar contra a mudança climática de hidrogênio no geral. Então, eu acho que no mundo a gente tem bastante potencial de usar hidrogênio de forma rápida de desenvolver nossa sociedade e de limpar nossas redes de luz”, afirmou. 

Ele destacou a oportunidade de uma parceria entre o Reino Unido e o Brasil na produção de hidrogênio verde ou hidrogênio limpo, utilizando a tecnologia britânica e brasileira: “Para mim, a possibilidade de criar essa parceria, usando a tecnologia britânica, usando tecnologia brasileira, de abrir o mercado internacional global de hidrogênio para o futuro para assegurar fontes de energia, é uma possibilidade imensa”, concluiu o cônsul. 

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