Produção de energia eólica no Brasil: avanços e desafios

O Brasil tem hoje 940 parques eólicos, com mais de 10 mil aerogeradores.

Os ventos são a segunda maior fonte de geração de energia elétrica do Brasil, atrás apenas das hidrelétricas. Em 2022, a energia gerada pelo vento representou 26 milhões de toneladas de CO2 a menos no ambiente.

O Brasil tem hoje 940 parques eólicos, com mais de 10 mil aerogeradores. Todos eles estão localizados em terra firme, no continente. O desafio agora é capturar a força dos ventos em alto mar.

No mar do Norte, na Noruega, a energia eólica offshore já é realidade. O maior parque eólico flutuante do mundo gera eletricidade para campos de petróleo e gás. Produz o equivalente à energia eólica do Rio Grande do Norte.

O Brasil ainda está aprendendo a nadar nessas águas, mas quer aprender. As turbinas em alto mar são maiores, os ventos mais fortes, assim como o potencial de geração de energia. Mas é preciso também atenção para evitar danos ambientais nas áreas de instalação.

“É uma nova fronteira que garantirá a segurança energética, numa transição energética justa, para que a gente explore todo esse nosso litoral que tem um potencial absurdo”, diz Antonio Medeiros, coordenador de pesquisa do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis.

Segundo especialistas, o Brasil ainda precisa de mais pesquisa, investimento e de um marco regulatório para desenvolver a energia eólica offshore.

Fontes renováveis x desmatamento

Apesar de ter uma matriz elétrica com mais de 80% de fontes renováveis, o Brasil ainda é um dos maiores poluidores do planeta. Está em sexto lugar no ranking de países que mais emitem gases de efeito estufa.

“Não adianta o Brasil ir lá fora e dizer nós temos uma matriz energética já bastante limpa, se a gente continua desmatando e emitindo bastante”, pontua Edmar de Almeida, professor de transição energética do Instituto de Energia da PUC Rio.

É um esforço duplo: investir em fontes de energia renovável de um lado, e reduzir drasticamente o desmatamento do outro.

Corrida global diante das mudanças climáticas

Governos do mundo todo se movimentam para investir em energia renovável e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A China é o país que mais investe nessa área, mas também é o maior poluidor. Os Estados Unidos, o segundo maior emissor, também tenta fazer a transição para fontes menos poluentes.

“A gente está numa corrida global em relação às mudanças climáticas, né? E ações urgentes são necessárias”, diz Drielli Peyerl, pesquisadora de transição energética.

Desafios e oportunidades

A produção de energia eólica no Brasil enfrenta alguns desafios, como a necessidade de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, a regulamentação da energia eólica offshore e a redução do desmatamento.

No entanto, o Brasil também tem oportunidades únicas para se tornar um líder global na produção de energia eólica. O país tem um litoral extenso e com ventos fortes, o que o torna ideal para a instalação de parques eólicos offshore.

Com o desenvolvimento da energia eólica offshore, o Brasil pode reduzir sua dependência das hidrelétricas, que são vulneráveis às variações climáticas. Também pode contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para o combate às mudanças climáticas.

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