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Plástico no Offshore: Riquezas do pré-sal abrem novos campos de uso para os plásticos de alto desempenho

Petroleo e Energia
23 de setembro de 2013
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    Petróleo & Energia, Fibras de PEUAPM da Ticona reforçam o interior de mangueira para fluidos hidráulicos

    Fibras de PEUAPM da Ticona reforçam o interior de mangueira para fluidos hidráulicos

    Maré favorece as especialidades – Além do PPS, a Ticona dispõe de outros materiais capazes de corresponder às exigências do ambiente agressivo de exploração do pré-sal. Sob a marca Celstran, a empresa produz compostos de fibras longas, formulados com diversas matrizes poliméricas, tais como o próprio PPS, as poliamidas, o polipropileno e até o poliéter-éter-cetona (PEEK), escolhidos de acordo com os requisitos exigidos pelas aplicações.

    “Um só material possibilita obter tubulações com alta resistência à explosão e elevada resistência química”, exemplifica Simone. Além disso, uma formulação pode substituir o metal em risers, com a vantagem do baixo peso, para ela, um sinônimo de facilidade de logística. No formato de tarugo, um composto de PPS com fibra longa de carbono pode ser usado como reforço estrutural de umbilical em substituição ao metal. “Reduz peso e oferece resistência mecânica igual ou superior ao metal e resistência à corrosão”, relaciona Santos.

    Várias aplicações na indústria de óleo e gás estão no foco da Ticona para esses compostos: risers flexíveis, umbilicais, cabos submarinos e linhas de amarração, equipamentos de monitoração, tubos de perfuração e exploração, on e offshore flowlines, mangueiras e tubulações de alta pressão.

    Menos exaltado, mas com propriedades muito interessantes, o polietileno de ultra-alto peso molecular (PEUAPM) também tem seu lugar em águas profundas. “Fibras desse material são mais resistentes que aramida”, compara Simone. Muito leve e resistente a altas pressões, o polímero pode ser empregado com vantagens em amarrações de plataformas, reforços de mangueiras flexíveis, em buchas e em guias de alta resistência à abrasão.

    Também a DSM Engineering Plastics visa a substituir o aço nos cabos por sua superfibra produzida com polietileno de alta densidade e ultra-alto peso molecular, negócio dentro da empresa que carrega a marca do produto: Dyneema.

    Para Vincent Vanderkruit, vice-presidente desse negócio na América Latina, as perspectivas de aplicações do material no mercado offshore incluem cordas de uso geral em plataformas, cabos de atracamento, slings, e tubulações. Ele comenta que o PEUAPM, por ser inerte, tem ótimo comportamento no uso offshore, em que a resistência química é muito importante. “Para aplicações em cabos e cordas, as características do produto são suficientes para um ótimo desempenho”, diz ele, acrescentando que o material também se comporta muito bem com abrasão e tenacidade.

    Além de todas as vantagens mecânicas e químicas, o produto prima pela leveza. Como explica o vice-presidente, em relação a outros materiais, tais como o aço, o poliéster e a aramida, o PEUAPM tem menor peso específico – inferior a 1 –, o que faz com que cabos feitos com o polímero flutuem na água, vantagem nada desprezível.

    Petróleo & Energia, Poliamida 12 da DSM aplicada em tubos flexíveis para offshore

    Poliamida 12 da DSM aplicada em tubos flexíveis para offshore

    A DSM fabrica e comercializa fios e lâminas com o polímero, também produzido por ela apenas para consumo cativo. De alta resistência mecânica, peso reduzido, resistência à abrasão e quimicamente inertes, essas fibras ganham formatos de cordas, cabos, redes e lâminas ou placas, para as mais diversas aplicações, entre as quais o segmento offshore.

    “O produto já é usado em várias partes do mundo por grandes petrolíferas, como Shell, BP, Exxon e outras, e queremos consolidar a presença dele no Brasil, que está investindo muito em pesquisas neste setor, especialmente em áreas do pré-sal, onde o produto apresenta grandes vantagens competitivas”, declara o executivo da DSM/Dyneema. Ele informa que suas fibras de PEUAPM estão em fase de testes pela Petrobras, para uso em ancoragem de MODUs e FPSOs. Além dos níveis de fibra disponíveis para as aplicações mencionadas, ele anuncia o lançamento de uma nova fibra, voltada para o uso em águas profundas.



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