Petróleo e Energia

Petroquímica: Operações da Braskem exibem bons números, mas multas pesam

Petroleo e Energia
27 de julho de 2017
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    Petróleo & Energia, Musa: fábrica do México vai ampliar as receitas em 2017

    Musa: fábrica do México vai ampliar as receitas em 2017

    Resultados – A Braskem obteve crescimento de 23% em Ebitda, somando R$ 11,5 bilhões. Com isso, sua alavancagem (medida de endividamento) foi reduzida de 1,91 (em dez/2015) para 1,61 (dez/2016). “A aplicação das multas resultantes dos acordos de leniência no Brasil e nos Estados Unidos nos obrigaram a buscam novos empréstimos e isso piorou nossa alavancagem, que agora é de 1,95”, explicou Fernando Musa, presidente da Braskem.

    Os bons resultados operacionais foram por ele explicados pela manutenção de diferenças de preços (spreads) entre matérias-primas (nafta e etano) e os produtos finais. “A depreciação do real durante o ano também nos ajudou, por reduzir custos com a importação da nafta”, salientou. Com tudo isso, a Braskem deu prejuízo consolidado de R$ 768 milhões milhões.

    Musa considera que os spreads tendem a declinar suavemente nos próximos anos, pois os países produtores de petróleo estão limitando sua produção global e isso poderá redundar em aumento de preço da nafta no mercado internacional. Além disso, estão sendo inauguradas novas capacidades de produção de polietilenos no mundo, que poderão ter algum impacto mais significativo nos preços depois de 2020.

    Os planos de investimento da Braskem no Brasil estão direcionados para a flexibilização dos fornos de Camaçari para que tenham mais flexibilidade para processamento de cargas diversas, em especial do etano vindo dos EUA. Esse projeto está orçado em R$ 380 milhões, dos quais R$ 236 milhões ainda serão desembolsados. Além dele, a companhia pretende investir para ampliar sua conformidade com normas de segurança, meio ambiente, ética e qualificação de recursos humanos, com valor total de R$ 1,5 bilhão, incluindo a parada de manutenção do cracker do Rio de Janeiro, agendada para o terceiro trimestre deste ano.

    Em janeiro deste ano, a companhia decidiu recomprar a Cetrel (planta de tratamento de efluentes do pólo de Camaçari), que estava em poder da Odebrecht Ambiental, por R$ 610 milhões. Musa justificou a iniciativa por razões estratégicas, pois o bom funcionamento dessa operação é fundamental para a continuidade das operações da Braskem na Bahia. “A Cetrel cresceu, atende a mais de cem outras empresas na região”, comentou.

    A companhia também investirá no exterior. “A unidade de PP de Marcus Hook, nos EUA, terá US$ 21 milhões para desengargalar a produção de PP, somando 64 mil t/ano à capacidade existente”, comentou Musa. Também nos EUA, em La Porte (Texas), inaugurou em ajneiro de 2017 uma planta para produzir polietileno de ultra-alto peso molecular (PEUAPM), mediante investimento de US$ 40 milhões.

    Dados da companhia mostram que a operação brasileira respondeu por 51% do faturamento total. Dadas as condições de mercado no Brasil e o aumento esperado da produção do site mexicano, já em 2017 a Braskem deve obter mais receita internacional do que nacional.

     



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