Petróleo e Energia

27 de julho de 2017

Petroquímica: Operações da Braskem exibem bons números, mas multas pesam

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Publicado por: Petroleo e Energia
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    A Braskem divulgou seus resultados de 2016, ainda dependendo de auditoria final, atraso explicado pelo andamento das investigações de má conduta da empresa no Brasil e nos Estados Unidos. Nesses dois países, foram firmados acordos de leniência que fixaram multas elevadas para a companhia (R$ 3,1 bilhões, no total), permitindo a continuidade de suas operações. O impacto desses desembolsos afetou o resultado financeiro da companhia, mas nada alterou quanto aos indicadores operacionais e comerciais.

    De forma geral, 2016 foi um bom ano para a Braskem. Seus crackers brasileiros rodaram com ocupação média de 92% no ano, um recorde histórico. Saliente-se ter sido efetuada uma parada programada de manutenção no cracker da Bahia no último trimestre de 2016. As plantas de polipropileno nos Estados Unidos e Europa rodaram completamente cheias, enquanto a recém-inaugurada operação mexicana, seguindo a curva de aprendizado, já registrou 42% de ocupação média anual, porém esse índice chegou a 73% no quarto trimestre do ano, sem a ocorrência de problemas.

    A produção brasileira de resinas petroquímicas da Braskem (polietilenos, polipropileno e PVC) também foi inédita: 4,9 milhões de t em 2016. Os petroquímicos básicos somaram 8,5 milhões de t (3,5 milhões de t de eteno). A produção internacional de PP chegou a 2 milhões de t, enquanto os polietilenos mexicanos somaram 443 mil t.

    No entanto, as vendas locais de polímeros plásticos registraram queda de 0,7% em 2016, em relação ao ano anterior, somando 3,4 milhões de t. As exportações, por sua vez, tiveram bom desempenho, com 1,7 milhões de t, volume 24% superior ao alcançado em 2015. Em parte, a desvalorização do real deu mais competitividade às vendas externas. As vendas de PP na Europa e nos EUA tiveram aumento de 2% sobre o volume de 2015, somando em 2016 2 milhões de t. As vendas das resinas mexicanas foram de 432 mil t, das quais 46% direcionadas para aquele mercado.

    Resinas plásticas – O mercado nacional para as poliolefinas ficou estável em 2016 (em relação a 2015), na casa de 3,9 milhões de t, com destaque para os polímeros aplicados em produtos para fins agrícolas. Para a Braskem, as vendas dos polietilenos não registrou grande variação, porém houve queda de 2% na colocação de polipropileno. Com isso, as vendas de poliolefinas da companhia recuaram 1% em compração com o ano anterior.

    Em valor de vendas dolarizadas, as poliolefinas registraram receita 6% inferior à de 2015, somando US$ 4 bilhões, por causa da retração de preços do PP no mercado internacional. Em moeda local, o faturamento de R$ 13,9 bilhões foi apenas 1% inferior ao do ano anterior.

    As exportações de PE e PP cresceram 22% em 2016, com volume de 1,59 milhão de t. Esse desempenho se explica pelo fato de ter havido a paralisação do site de São Paulo no terceiro trimestre de 2015. Além disso, as exportações de PE para a América do Norte foram aumentadas para intensificar o pré-marketing da operação mexicana. Os preços internacionais dessas resinas foram menores que os registrados em 2015, mas o aumento de volume e a desvalorização cambial permitiram ampliar a receita líquida com vendas ao exterior em 3% (em dólares) e 8% (em reais).

    Na caso do PVC, a produção chegou a 594 mil t em 2016, 10% acima do total obtido em 2015. O mercado brasileiro apresentou uma retração de consumo de 2%, refletindo a menor atividade da construção civil, grande consumidora de tubos e esquadrias. Apesar disso, as vendas da Braskem em PVC não apresentaram variação significativa, ficando na casa das 528 mil t, aumentando, portanto, sua participação no mercado para 52%.

    A receita líquida nacional cresceu 4%, totalizando R$ 2,7 bilhões em 2016. Em dólares, houve queda de 1%. As exportações deram um salto de 79% em relação a 2015, passando de 116 mil t, compensando a retração nas vendas locais. Com isso, a receita líquida das vendas ao exterior de PVC aumentou 69% (em dólares) e 65% (em reais).


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