Petróleo sobe e tem maior valor desde abril

Veja os fatores para o aumento do preço e entenda as tendências para a commodity

Petróleo sobe e tem maior valor desde abril

O petróleo fechou em alta forte nesta segunda-feira, com o WTI americano subindo 2,17% para US$ 78,74 por barril e o Brent global subindo 2,06% para US$ 82,74 por barril. O aumento foi impulsionado por expectativas de que a China, a segunda maior economia do mundo, liberará mais estímulos econômicos para apoiar seu crescimento. Além disso, a oferta global de petróleo permanece apertada, com a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados (Opep+) ainda abaixo dos níveis pré-pandemia.

A perspectiva de estímulos da China é particularmente importante para o mercado, pois o país é o maior importador de petróleo do mundo. Os analistas esperam que o governo chinês anuncie um pacote de estímulo no valor de trilhões de dólares nos próximos meses, o que ajudaria a impulsionar a demanda por petróleo.

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Fatores externos

A oferta global de petróleo também está sendo pressionada pela guerra na Ucrânia. A Rússia é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e as sanções contra o país estão interrompendo as exportações de petróleo russo. Isso ajudou a elevar os preços do petróleo e deve continuar a pressionar a oferta nos próximos meses.

O aumento do preço do petróleo é uma má notícia para os consumidores, pois significa que os custos dos combustíveis vão subir. No entanto, é uma boa notícia para as empresas do setor de petróleo e gás, que verão seus lucros subirem.

De acordo com Craig Erlam, analista-sênior de mercados da Oanda, o petróleo está alcançando valores de fechamento que não eram vistos há três meses e também está testando sua média móvel dos últimos 200 dias pela primeira vez desde o ano passado.

Erlam aponta que diversos fatores contribuíram para o recente aumento no preço da commodity, como a prorrogação dos cortes de oferta da Arábia Saudita e Rússia, além de indicadores que sugerem uma desaceleração suave da economia global após um período de aumento das taxas de juros.

Além da expectativa de uma redução na oferta nos próximos meses, outro fator relevante para o mercado de petróleo hoje foi a indicação de que as autoridades chinesas planejam aumentar os estímulos à economia do país, devido às repetidas decepções com os últimos dados de atividade. Ontem, o Politburo, um comitê do Partido Comunista, realizou sua reunião semestral e indicou que mais apoio será fornecido em breve, embora não tenha divulgado detalhes sobre as medidas a serem adotadas.

Perspectivas para o mercado internacional

A atividade comercial na zona do euro teve uma redução maior do que o esperado em julho, com a demanda no setor de serviços caindo e a produção industrial registrando a maior queda desde o início da pandemia de Covid-19.

Nos Estados Unidos, a atividade comercial também desacelerou em julho, atingindo o nível mais baixo em cinco meses, devido à desaceleração do crescimento do setor de serviços. No entanto, a queda nos preços dos insumos e a contratação mais lenta indicam que o Federal Reserve pode estar progredindo em sua tentativa de controlar a inflação.

Na China, que é a segunda maior economia do mundo e o segundo maior consumidor de petróleo, os líderes se comprometeram a aumentar o apoio político à economia diante de uma recuperação pós-Covid desafiadora. O foco será no estímulo da demanda doméstica, o que indica a implementação de mais medidas de estímulo.

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