Petróleo fecha em alta mesmo com guerra no Oriente Médio

Os traders foram atraídos por uma série de notícias envolvendo o conflito entre Israel e Hamas

Petróleo fecha em alta mesmo com guerra no Oriente Médio

O preço do petróleo encerrou em alta hoje, impulsionado pela possibilidade de uma escalada na guerra entre Israel e Hamas no Oriente Médio. Há especulações de que a participação de grandes produtores de petróleo, como os EUA e o Irã, poderia afetar a oferta.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para dezembro fechou em alta de 1,97%, a US$ 85,39 o barril, enquanto o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 2,24%, a US$ 89,12 o barril. A atenção dos traders foi desviada para a série de notícias sobre o conflito no Oriente Médio, incluindo o relatório do Wall Street Journal sobre o treinamento de combatentes do Hamas em território iraniano antes dos ataques a Israel em 7 de outubro.

O mercado está atentamente monitorando a possibilidade de o Irã entrar na guerra, pois isso teria implicações significativas para a oferta global de petróleo, devido a possíveis sanções adicionais ou interrupções na produção do país.

Além disso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mencionou a preparação para uma invasão terrestre, sem entrar em detalhes. Os Estados Unidos pediram que Israel atrasasse a investida por terra à Faixa de Gaza, enquanto enviam equipamento bélico para o país. O adiamento do ataque tem sido um fator que tem mantido os preços do petróleo estáveis nos últimos dias.

A cotação do petróleo continuará volátil e responderá aos desdobramentos da guerra, de acordo com a casa de análise ActivTrades. Se as tensões diminuírem, é provável que o preço do petróleo caia novamente. Essa volatilidade tem se sobreposto ao aumento nos estoques americanos de petróleo, que é um fator baixista para a commodity.

Outro fator pessimista é o fato de a estatal venezuelana PDVSA ter assinado contratos para exportar petróleo e cimento de asfalto, exigindo pagamento antecipado em euros. Além disso, a consultoria Capital Economics aponta que o esperado aumento na produção argentina no próximo ano poderá reduzir um pouco do déficit projetado, mas não terá um impacto significativo na oferta global.

Preços no Brasil

No mês de setembro, o Brasil registrou um aumento significativo na produção de petróleo e gás natural, deixando para trás a queda ocorrida em agosto. De acordo com dados preliminares da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção brasileira atingiu 4,665 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), o que representa um aumento de 6,24% em relação ao mês anterior.

Do total produzido, 3,672 milhões de barris por dia (b/d) correspondem ao petróleo e 157,9 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia (m3/d), representando aumentos de 6,07% e 6,85%, respectivamente.

A ênfase foi dada ao pré-sal, que teve a terceira maior participação do ano na produção total, correspondendo a 77,04%. Essa porcentagem ficou abaixo apenas dos 78,1% registrados em fevereiro e dos 77,78% em maio.

O aumento da participação do pré-sal na produção total se deve ao crescimento da produção na região, com o gás apresentando um aumento de 10,83% em relação a agosto, atingindo 121,6 milhões de metros cúbicos por dia, e o petróleo registrando um aumento de 9,19% na mesma comparação, chegando a 2,829 milhões de barris por dia em setembro.

No total, o pré-sal produziu 3,594 milhões de barris de óleo equivalente por dia em setembro, um aumento de 9,54%.

Os números da produção da Petrobras, que representam cerca de 70% do total, não estavam disponíveis no site da ANP.

Operação combustível limpo
Imagem ilustrativa

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