Petrobras: Plano confirma investimento bilionário em produção, mas impõe corte amplo de custos

Pelo acordo, firmado pela Tupi BV, afiliada do consórcio daquele bloco, as unidades são destinadas aos projetos de desenvolvimento da produção das áreas de Lula Alto, que deverá entrar em operação em janeiro de 2016, e Lula Central, previsto para março do mesmo ano. Para que isso aconteça, os contratados, que vão operar os FPSOs afretados por 20 anos, deverão entregar a unidade de Lula Alto em até 31 meses após a assinatura da carta de intenção, e a de Lula Central em até 33 meses.

Com isso, a estatal prevê colocar em operação nada menos que 25 novas unidades até 2017, alcançando 38 UEPs em 2020 – o que sinaliza 13 unidades nos últimos três anos desta década. E os investimentos vão além das unidades de produção. Vinte dias depois de divulgar seu PNG, a Petrobras aprovou a contratação de 23 embarcações de apoio, do tipo PSV 4500 e OSRV 750, que deverão ter 60% de conteúdo local e serão construídas no Brasil.

Em julho, a petroleira irá de novo ao mercado para contratar outras 24 embarcações de apoio marítimo, em mais uma rodada do Plano de Renovação da Frota de Embarcações de Apoio Marítimo, dentro da meta de contratar nos estaleiros em operação no país, até 2014, um total de 146 embarcações.

Petróleo & Energia, Formigli, Petrobras, programa controlará custos de perfurações
Formigli: programa controlará custos de perfurações

Gestão de poços – Com praticamente um terço dos recursos totais (US$ 75 bilhões) projetados para a construção de poços exploratórios e de desenvolvimento, a estatal partiu para mais um programa de gerenciamento dos seus recursos. Deixando claro que esta área não pode ser um “poço sem fundo”, a equipe de José Formigli, diretor de Exploração e Produção da Petrobras, implementará o Programa de Redução de Custos de Poços (PRC-Poço).

De acordo com os dados apresentados pela diretoria da Petrobras, a construção de poços representa 32% dos investimentos do PNG 2013-2017 e mais de 50% do total projetado para a área de E&P, em razão do aumento da frota de sondas e recursos logísticos. Para que se tenha uma ideia do que isso representa, basta ver a divisão dos US$ 147,5 bilhões de investimentos previstos para a área de E&P no país: enquanto infraestrutura e suporte devem consumir US$ 16,3 bilhões, US$ 106,9 bilhões serão alocados no desenvolvimento da produção e US$ 24,3 bilhões na exploração, atividades que vão consumir a quase totalidade dos recursos destinados aos poços.

“Em novembro, começamos a estruturar o PRC-Poço, integrado com os demais programas. Temos hoje 69 sondas trabalhando no país na construção e manutenção de poços, da margem equatorial até a costa de Santa Catarina. Para otimizarmos tudo isso, precisamos de um programa muito bem estruturado”, salientou Formigli.

Petróleo & Energia, FPSO Cidade de Itajaí chegou em dezembro ao sistema Baúna e Piracaba
FPSO Cidade de Itajaí chegou em dezembro ao sistema Baúna e Piracaba

No novo plano já estariam incorporados o potencial de ganhos de US$ 1,4 bilhão decorrentes de um conjunto de 23 iniciativas que integram o PRC-Poço. Deste total, quatro ações têm como objetivo reduzir o custo unitário, diretamente com o mercado, ou seja, uma forte negociação, na qual a Petrobras vai fazer valer seu poder de compra. “Outras sete iniciativas foram priorizadas, com o intuito de otimizar o escopo de cada projeto: um dia de sonda representa mais de um milhão de dólares. Temos que fazer valer esse milhão”, acrescentou o diretor de E&P. Outras 12 iniciativas, que tampouco são detalhadas, estão sendo implantadas em busca de ganhos de produtividade.

Há dois anos, a previsão da Petrobras era perfurar em torno de mil poços até 2015. Hoje, a estatal não explicita mais o número de poços que prevê furar, muito menos nos campos offshore. No ano passado, mais de US$ 6 bilhões foram gastos em atividades exploratórias, principalmente na perfuração de 137 poços, com uma média nacional de sucesso exploratório de 64% (bem acima dos 59% registrados em 2011 e 57%, em 2010). Na área do pré-sal, onde a Petrobras vem obtendo os mais altos índices de sucesso do mercado internacional, a média alcançou 82% em 2012.

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Um Comentário

  1. Com essa evolução do petróleo eu queria saber como anda as ativações das construções naval, exemplo o antigo estaleiro Ishibras que fica localizado no Caju-RJ.Um forte abraço e sucesso.

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