Petróleo e Energia

Petrobras: Plano confirma investimento bilionário em produção, mas impõe corte amplo de custos

Bia Teixeira
20 de junho de 2013
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    Petróleo & Energia, Plataforma P-61: deck mating foi concluído em 13 de maio; unidade do tipo TLWP vai operar em Papa-Terra

    Plataforma P-61: deck mating foi concluído em 13 de maio; unidade do tipo TLWP vai operar em Papa-Terra

    Parece contraditório, mas a petroleira brasileira anunciou a necessidade de contratar quinze novas unidades de produção para acelerar o desenvolvimento de áreas no pré e no pós-sal, ao mesmo tempo em que lançou um programa de redução de custos de poços e pretende elevar em apenas US$ 200 milhões, em relação ao ano passado, os recursos orçados no Plano de Negócios e Gestão (PNG) para o quinquênio de 2013-2017, que totaliza US$ 236,7 bilhões.

    Assim como nos planos anteriores, o PNG 2013-2017 reserva a maior fatia, de US$ 147,5 bilhões (62,3% do total), para a área de exploração e produção no Brasil – um acréscimo de US$ 16,1 bilhões em relação ao projetado no ano passado. Ficou acima do volume total de investimentos previstos para esta área no Brasil e no exterior, que somava US$ 141,8 bilhões. Enquanto crescem os recursos para as atividades internas, a estatal reduziu os investimentos externos para US$ 5,1 bilhões, menos da metade dos US$ 10,7 bilhões do plano anterior, mantendo mais de 90% para E&P.

    Petróleo & Energia, Graça Foster, Petrobras, projetos competem entre si para receber recursos

    Graça Foster: projetos competem entre si para receber recursos

    A área de abastecimento terá US$ 64,8 bilhões (27,4% do total) e a de gás e energia, US$ 9,9 bilhões. A diretoria de Engenharia, Tecnologia e Materiais, criada pela presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, receberá US$ 2,3 bilhões (1%), ficando a BR Distribuidora com US$ 3,2 bilhões (1,4%) e a Petrobras Biocombustíveis, com US$ 2,9 bilhões (1,1%). Um bilhão de dólares (0,4% do total) foi reservado para as áreas financeira, estratégica e corporativa.

    Dos 947 projetos em implantação e avaliação, só 770 estão confirmados para implantação, dos quais a totalidade dos aproximadamente 550 projetos (71,2%) da área de E&P, e 220 das demais áreas, sendo 20,9% para o abastecimento (US$ 43,2 bilhões, que correspondem a menos de dois terços do valor total dos recursos alocados para esta área). Ou seja, na área de E&P nada está em avaliação: tudo será implantado nos planos da petroleira.

    “Os projetos competem entre si, em todas as áreas, e a aderência ao planejamento estratégico também pesa. Ou seja, não basta que o VPL (Valor Presente Líquido, para avaliar a viabilidade do projeto) de um seja melhor que o de outro: é necessário que haja também melhoria nos diversos fatores integrantes desse planejamento”, afirmou a dirigente da estatal. “Essa competição faz com que a área de engenharia trabalhe com mais objetividade e foco, e obriga que se atue mais em parceria com os fornecedores.”

    Novas unidades de produção – “Não houve inclusão de novos projetos nesse PNG, a não ser na área de exploração e produção, para assegurarmos a curva de produção projetada no ano anterior e que foi mantida”, frisou Foster. No entanto, há novidades. A começar pelo anúncio de que seria necessário contratar nada menos que 15 novas unidades estacionárias de produção (UEPs), como são chamadas as plataformas.

    Petróleo & Energia, Investimentos PNG 2013-2017 US$ 236,7 bilhões

    Investimentos PNG 2013-2017 US$ 236,7 bilhões

    Estas plataformas, do tipo FPSO (do inglês Floating, Production, Storage and Offloading, unidade flutuante que produz, armazena e transfere óleo), são essenciais para a petroleira dar a partida no desenvolvimento de diversas áreas do pré-sal – Lula Alto, Lula Central, Carioca, Júpiter e Carcará, assim como as áreas de cessão onerosa, Franco Leste e Florim, na bacia de Santos, e Parque dos Doces, Tartaruga Verde e Mestiça e sul do Parque das Baleias, na bacia de Campos – e do pós-sal – Maromba, Espadarte I e III, e Bonito, em Campos, e em águas profundas da bacia do Sergipe.

    Demonstrando que a necessidade de novas unidades não é apenas uma previsão, no momento em que divulgava o plano de negócios na sede da estatal, no dia 19 de março, para investidores, analistas e jornalistas, as áreas de relações com investidores e a assessoria de imprensa distribuíam informe sobre a negociação das duas primeiras novas UEPs.

    Uma semana depois, a Petrobras, como operadora e detentora de 65% do consórcio BM-S-11, e os parceiros BG E&P Brasil (25%) e Petrogal Brasil (10%) assinaram carta de intenção com a SBM Offshore e a Queiroz Galvão Óleo e Gás para afretamento de dois FPSOs. Cada um deverá ser interligado a 18 poços (dez produtores e oito injetores) e terá capacidade para processar até 150 mil barris de petróleo por dia (bpd) e 6 milhões de m³/dia de gás natural.



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    Um Comentário


    1. Marcos Coelho.

      Com essa evolução do petróleo eu queria saber como anda as ativações das construções naval, exemplo o antigo estaleiro Ishibras que fica localizado no Caju-RJ.Um forte abraço e sucesso.



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