Petrobras – Plano aperta os cintos, mas reforça investimentos de E&P

Petróleo & Energia, Petrobras - Plano aperta os cintos, mas reforça investimentos de E&P
Obs.: Não inclui parcela de produção internacional não consolidada

Maria das Graças Foster informou que a oferta de gás natural no Brasil já supera a demanda em 2011, considerando o suprimento oriundo da Bolívia e a produção nacional. “No primeiro semestre, diminuímos significativamente a importação de gás liquefeito, que não está valendo a pena”, afirmou. Felizmente, o consumo do gás pelo setor siderúrgico cresceu 47% no primeiro semestre deste ano em relação ao semestre anterior.

A diretora considera que o preço do energético baixou e está motivando consumidores industriais a aumentar o consumo. “Em relação ao mercado da Alemanha, o preço do gás naturalem São Pauloestá mais barato”, considerou Maria das Graças. O consumidor industrial alemão pagou no primeiro trimestre deste ano cerca de US$ 16 por milhão de BTU, enquanto o paulista recebeu gás em média a US$ 12. O preço do insumo nos Estados Unidos, porém, é bem menor (média de US$ 9, no período considerado), contando com a oferta engordada pelo shale gas. “O preço no Henry Hub não nos afeta, ele nunca serviu de referência para a Petrobras”, afirmou, embora esse indicador seja o mais importante do mundo para negócios com gás natural. “A escala de operação de gás nos Estados Unidos é muito diferente da nossa, são mercados completamente diferentes.”

A área de G&E projetou para 2011 uma demanda total de gás natural no Brasil da ordem de 96 milhões de m³/dia, a ser suprida com sobras pela oferta de 106 milhões de m³/dia. A situação se equilibra em 2015: a demanda deve subir para 151 milhões de m³/dia, um pouco acima da oferta de 149 milhões de m³/dia, considerando apenas a Petrobras. Em2020, adiferença aumenta, com a demanda chegando a 200 milhões de m³/dia, para a oferta (só Petrobras) de 173 milhões de m³/dia. “Estão chegando ao mercado novos players que dividirão os riscos e as oportunidades de mercado conosco, o que é muito saudável”, considerou a diretora.

A estatal vai construir três novas unidades de fertilizantes próprias até 2020.Em Três Lagoas-MS, está sendo construída a UFN-III, para produzir 81 mil t/ano de amônia e 1.210 mil t/ano de ureia, com previsão de partida para setembro de 2014. Em Uberaba-MG, ficará a UFN-V, para 519 mil t/ano de amônia, iniciando a produção em setembro de2015. AUFN-IV, prevista para o Espírito Santo, é uma unidade mais complexa para oferecer 763 mil t/ano de ureia, 30 mil t/ano de melamina, 200 mil t/ano de ácido acético, 25 mil t/ano de ácido fórmico, e 790 mil t/ano de metanol. “Os projetos já estão adiantados, mas essa unidade só partirá em 2017; aliás, ela passou para a carteira da área de E&P”, comentou a diretora.

A geração termelétrica da Petrobras é de oito GW, dos quais 6,1 consomem gás natural. A companhia pretende ampliar sua capacidade de geração em 1,9 GW até 2015. Em 2020, ela pretende adicionar outros 5,5 GW. As novas capacidades usarão gás como combustível, mas dependem de bons resultados nos futuros leilões oficiais de eletricidade.

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