Petrobras corta preço da gasolina com petróleo em alta

A empresa estatal optou por diminuir em R$ 0,12 o preço por litro da gasolina comercializada para distribuidoras, enquanto o diesel terá um aumento de R$ 0,25 por litro

Petrobras corta preço da gasolina com petróleo em alta

Na quinta-feira (19), a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,12 por litro no preço da gasolina e um aumento de R$ 0,25 por litro no valor do diesel. A empresa comunicou que o litro da gasolina será vendido por R$ 2,81, enquanto o diesel terá o preço de R$ 4,05 para as distribuidoras. Essa alteração ocorre em meio a um cenário de aumento nos preços do petróleo.

Na noite de quinta-feira, às 23h, o valor do barril de petróleo subiu 0,8%, atingindo US$ 93,1. A empresa estatal está sendo pressionada a aumentar os preços dos combustíveis no Brasil, a fim de evitar um aumento ainda maior da diferença em relação aos preços praticados no exterior.

Em 28 de setembro, antes do conflito entre Israel e o Hamas, o preço do barril de petróleo atingiu o ponto mais alto do ano, sendo negociado a US$ 97,69. Esse valor representou o pico desde agosto de 2022, quando ultrapassou os US$ 100. Com o início do conflito, há preocupações de que a guerra possa se espalhar pelo Oriente Médio, lar de alguns dos maiores produtores de petróleo, como Arábia Saudita e Irã.

A Petrobras divulgou que a variação acumulada nos preços da gasolina e do diesel para as distribuidoras indica uma “redução”. Segundo o comunicado, houve uma diminuição de R$ 0,27 por litro da gasolina e R$ 0,44 do diesel ao longo do ano.

O presidente da estatal, Jean Paul Prates, afirmou que a estratégia comercial adotada tem sido bem-sucedida, tornando a Petrobras competitiva no mercado e evitando repasses de volatilidade para o consumidor. Ele ressaltou que o preço final nos postos depende de fatores externos, como tributos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro na distribuição e revenda.

Prates destacou que a Petrobras não define o preço final dos produtos, citando o exemplo do GLP (gás de cozinha), cujo preço nas refinarias é mantido, mas o preço ao consumidor ultrapassa os R$ 100 por botijão de 13 kg, devido a outros fatores.

AJUSTES NOS PREÇOS
A Petrobras realizou sua última modificação nos preços dos combustíveis em 16 de agosto. Naquela ocasião, a estatal comunicou que o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras seria ajustado de R$ 2,52 para R$ 2,93 por litro. Quanto ao diesel, o valor subiu de R$ 3,02 para R$ 3,80. A alteração divulgada nesta quinta-feira (19 de outubro) representa mais um aumento no preço do diesel.

De acordo com a empresa petrolífera, considerando os reajustes e levando em consideração a mistura obrigatória de 73% de gasolina e 27% de etanol anidro, a contribuição da Petrobras no preço final da gasolina ao consumidor será, em média, R$ 2,05 para cada litro vendido nos postos de combustíveis.

No caso do diesel, devido à mistura compulsória de 88% de diesel A e 12% de biodiesel, a participação da empresa no valor por litro de diesel vendido nos postos passará a ser de R$ 3,56.

Expansão da guerra pode piorar preço dos combustíveis

Prates também destacou que a participação de nações produtoras de petróleo no conflito entre Israel e o Hamas poderia ter impactos no preço do barril e, consequentemente, nos combustíveis no Brasil. Essa declaração foi feita após uma reunião com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e o secretário-geral da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Haitham al-Ghais.

Segundo Prates, os combustíveis no país já estão sendo afetados, e uma piora seria como a “tempestade perfeita”. Ele atribuiu o aumento de preços à reoneração no Brasil e à redução de impostos durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Conselho de Administração da Petrobrás
Petrobrás

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