Petrobras: alta no preço da gasolina e troca de comando

Após indicação do presidente Lula (PT), o nome do ex-senador Jean Paul Prates (PT) foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração da Petrobras

Petrobras anunciou na última terça que o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,08 para R$ 3,31 por litro, um aumento de R$ 0,23 por litro. O valor é 7,47% maior do que o atual. As novidades não param por aí. Após indicação do presidente Lula (PT), o nome do ex-senador Jean Paul Prates (PT) foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração da Petrobras

Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,42 a cada litro vendido na bomba. O valor final repassado ao consumidor varia de acordo com os postos.

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Após indicação de Lula, Jean Paul Prates é eleito presidente da Petrobras

A primeira meta de Jean Paul Prates (PT), o novo presidente da Petrobras, será trocar os cinco conselheiros indicados na gestão de Jair Bolsonaro (PL) e garantir maioria no colegiado que voltou a ter 11 membros com a chegada dele

Além de reformar o conselho, Prates quer ainda trocar os diretores. Hoje o board da Petrobras tem oito executivos. Interlocutores da companhia esperam a saída de pelo menos metade sob a gestão petista.

O segundo passo deve ser a suspensão do processo de venda de refinarias, que está em curso desde o governo de Michel Temer (MDB). Prates defende refazer os estudos que basearam as decisões e só então tomar uma medida efetiva, seja de prosseguir com o plano, o que é menos provável, ou até mesmo recomprar refinarias. Antes disso, no entanto, ele pretende avaliar updates nos parques de refino da Petrobras.

Já há três refinarias com processo de privatização concluído: Rlam, Reman e Six. Outras cinco refinarias estão em processo de privatização: Lubnor, Rnest, Repar, Refap e Regap. Outras cinco seriam mantidas no portfólio da Petrobras pelo plano estratégico: Reduc, Replan, Revap, Rbpc e Recap.

Essa meta está atrelada ao quarto passo, uma promessa de campanha de Lula: “abrasileirar o preço dos combustíveis”. Isso significa, na prática, mudar os gatilhos de aumento dos valores de óleo diesel e gasolina atrelados ao fundo de estabilização.

Prates defende que a paridade de preços seja internacional e não de exportação, como é hoje. Isso significaria alinhar os preços ao que é cobrado em outros países e não pelas importadoras.

Há ainda uma quinta meta de Prates, também bastante alinhada às ideias do governo Lula: um maior investimento na transição energética, buscando fontes de energia mais renováveis. Prates defende a energia eólica, os biocombustíveis e o hidrogênio como fonte de energia e quer apostar nisso dentro da Petrobras.

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