Energia

Perspectivas – Retomada dos leilões da ANP estimula o setor

Bia Teixeira
26 de março de 2013
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    Química e Derivados, Perspectivas 2013, Retomada dos leilões da ANP estimula o setor

    FPSO Cidade de São Paulo seguiu para o campo de Sapinhoá

    A indústria brasileira de óleo e gás ganhou alento com a perspectiva de renovação e ampliação de portfólio por meio dos três leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciados para este ano. Mas a expectativa de produção não é tão positiva, a julgar pelos resultados consolidados em 2012, nos quais o país não conseguiu manter a linha ascendente da produção de petróleo, como ocorria desde o início da década. Somente o gás natural registrou evolução significativa, por conta do início da produção de campos na Bacia de Santos.

    Em todo o país, 313 concessões (82 marítimas e 231 terrestres), operadas por 25 empresas nacionais e estrangeiras, foram responsáveis pela produção de aproximadamente 2,054 milhões de barris/dia de petróleo (bpd) e 75,9 milhões de m³/dia de gás, perfazendo o total de 2,531 milhões de boed (barris de óleo equivalente por dia). A maior parte é oriunda dos campos marítimos: 91,3% da produção de petróleo e 77,1% do gás natural vêm de ativos na costa brasileira.

    Essa produção é extraída hoje em 9.070 poços, sendo 776 marítimos e 8.294 terrestres. Do total das áreas produtoras, quatro se encontram em atividades exploratórias e produzem por meio de testes de longa duração (TLDs). Outras dez são áreas contendo acumulações marginais.

    Química e Derivados, Maria das Graças Silva Foster, Presidente da Petrobras, produção voltará a crescer

    Graça Foster: produção voltará a crescer no segundo semestre

    A previsão é a de que o Brasil tenha em 2013 uma produção de petróleo similar ou um pouco superior à de 2012, ficando em torno de 2,1 a 2,2 milhões de barris/dia, volume alcançado pela primeira vez em dezembro de 2011 e que se repetiu apenas em janeiro e fevereiro do ano passado. Isso levou alguns analistas do setor a projetar “um crescimento do tipo do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, um pibinho”, numa alusão ao mais baixo crescimento nacional alcançado desde 2009, de 0,9%, inferior à média do crescimento dos países desenvolvidos (1,3%) mais impactados pela crise econômica mundial. A mensagem da presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, aos acionistas e investidores, durante a apresentação do relatório de atividades de 2012, embasou a expectativa. “Em 2013 será possível alcançarmos uma produção de óleo somente no mesmo patamar de 2012”, antecipou.

    Foster explicou a amarga projeção. “Teremos grande concentração de paradas programadas de plataformas na primeira metade do ano”, informou. Isso terá grande impacto na produção nacional, pois 93,8% da produção de petróleo e gás natural é proveniente de campos operados pela estatal.

    Graça Foster destacou que seis novas plataformas entrarão em atividade neste ano, “contribuindo para a elevação da produção a partir do segundo semestre, dando sustentação para o aumento significativo da produção previsto para o ano de 2014”. Duas delas serão instaladas no pré-sal da Bacia de Santos (Cidade de São Paulo, em Sapinhoá, e Cidade de Paraty, em Lula Nordeste) e uma no pós-sal dessa bacia (Cidade de Itajaí, em Baúna e Piracaba), e outras três no pós-sal da Bacia de Campos (P-61 e P-63 em Papa-Terra, e P-55 em Roncador). O que vai possibilitar à empresa manter as metas de produção para o ano, revisadas no PN 2012-2016, além de assegurar o aumento previsto para o ano de 2014.

    Química e Derivados, Perspectivas 2013, Retomada dos leilões da ANP estimula o setorQuem tem sustentado os números de produção da estatal é o gás natural, recurso em ascensão no país. A produção brasileira diária de gás natural superou a marca dos 70 milhões de m³/dia em junho de 2012, marcando o recorde de 76,2 milhões de m³/dia em dezembro, para cair um pouco em janeiro deste ano, quando ficou em 75,9 milhões de m³/dia. A companhia espera chegar a 80 milhões de m³ diários o mais rápido possível, com a entrada em operação de plataformas na Bacia de Santos.



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