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Perspectivas para o mercado de lubrificantes industriais

Petroleo e Energia
23 de maio de 2019
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    As caixas de engrenagens de hoje são projetadas para reduzir o peso e melhorar a eficiência, resultando em velocidades mais altas, assim como cargas e temperaturas, e as principais tendências para óleos de engrenagens envolverão o desenvolvimento das seguintes propriedades:

    • Melhor resistência à oxidação

    • Melhor desempenho de EP de alta temperatura

    • Melhor estabilidade térmica

    • Melhor resistência à fadiga superficial

    • Demulsibilidade prolongada

    • Menor atrito

    • Melhor controle de espuma

    Óleos para compressores – Óleos usados em compressores de alta pressão requerem lubrificantes estáveis em altas temperaturas por longos períodos. Além disso, como as temperaturas de descarga podem chegar a 500°F (260ºC), esses óleos não tendem a formar depósitos em pontos quentes das válvulas. Óleos para tais aplicações são geralmente formulados a partir de diésteres e ésteres de poliol.

    Os compressores de palhetas rotativas requerem óleos que reduzem o desgaste e problemas de aderência. O gás que está sendo comprimido também afetará a química do óleo.

    À medida que o futuro se desdobra, os óleos de base mineral ainda serão usados em aplicações normais e não críticas, em que os gases não são reativos.

    Diésteres, ésteres de poliol e PAO serão utilizados para aplicações mais exigentes. Mais uma vez, a necessidade de maior estabilidade à oxidação é crítica e requer o uso de óleos minerais sintéticos do Grupo III e aditivos mais resistentes à oxidação.

    Óleos de turbina – Óleos para turbinas a vapor e a gás devem fornecer lubrificação de rolamentos e engrenagens, remover o calor através de sistemas de circulação, ser estáveis à oxidação, resistir à formação de sedimentos e depósitos, resistir à formação de espuma, permitir a separação da contaminação da água e funcionar como fluido hidráulico para controle do sistema.

    Os óleos de turbina já estão entre os lubrificantes mais eco-friendly, pois seus aditivos são isentos de metais. Os óleos de turbina, no futuro, precisarão de uma resistência à oxidação cada vez maior e tendência reduzida para formação de lodo e depósitos. Assim, é esperado um uso crescente dos óleos básicos do Grupo III e PAO, bem como a aumento da necessidade de aditivos de melhor qualidade e mais resistentes à oxidação.

    Graxas Industriais – As graxas industriais variam consideravelmente em termos de aplicações e composição, então as generalizações são um pouco complicadas. No entanto, como muitas graxas são usadas em sistemas abertos não restritos, a contaminação ambiental tem sido e continuará a ser uma grande preocupação. Relacionado a isso está a redução dos custos de descarte de resíduos.

    Futuras formulações não terão aditivos com metais pesados, pós metálicos usados em compostos de rosca e certos aditivos sólidos. Outra tendência é o aumento do uso de rolamentos selados para lubrificação permanente, que reduzem o potencial de contaminação ambiental e os custos de manutenção associados à reciclagem.

    Os fabricantes de graxa usarão cada vez mais óleos básicos do Grupo III e PAO, e deve aumentar o uso de espessantes a base de poliureia e, é claro, formularão inibidores de oxidação compatíveis.

    O impacto do aumento da demanda dos carros elétricos já aportou na área de graxas, desde 2015, quando os preços do hidróxido de lítio (LiOH), uma das matérias-primas mais utilizadas como espessante nessa aplicação, dispararam no mercado internacional.

    Na figura 5, vemos que as previsões para os próximos anos de aumento da demanda global do lítio em carros elétricos, bem com a expectativa da redução da demanda global de veículos com motores de combustão interna, devem manter os preços dos derivados de lítio em alta, desafiando os formulares tanto de graxas industriais como automotivas a buscar alternativas de redução do custo de suas formulações.

    Perspectivas para o mercado de lubrificantes industriais ©QD Foto: iStockPhoto

    Lubrificantes Industriais 2019-2023 – Em resumo, os mercados de lubrificantes industriais e de suas matérias-primas (óleos básicos e aditivos) continuarão impactados por diversos fundamentos, alguns novos e outros já bastante conhecidos dos formuladores, e que estarão moldando não só o mercado em tamanho, como principalmente em qualidade e valor agregado, conforme vemos na figura 6.

    Perspectivas para o mercado de lubrificantes industriais ©QD Foto: iStockPhoto

     

    Há muitos desafios e incertezas para o mercado de lubrificantes industriais, e alguns dos principais fundamentos e tendências realmente apontam para uma potencial redução na demanda global no cenário futuro, porém também apontam para o aumento significativo da qualidade e para ganhos em termos do valor agregado dos lubrificantes acabados. Essa é, de fato, a grande oportunidade a ser perseguida pelos formuladores em uma estratégia de aumento da rentabilidade no mercado de lubrificantes industriais nos próximos anos.



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