Artigos Técnicos

Perspectivas para o mercado de lubrificantes industriais

Petroleo e Energia
23 de maio de 2019
    -(reset)+

    Top trends – Em um trabalho recentemente publicado pela STLE (Tribology and Lubrication Engineering Society), Report on Emerging Issues and Trends in Tribology and Lubrication Engineering, foram levantados os principais temas que potencialmente terão um impacto significativo na produção industrial global nos próximos anos, cujos resultados estão compilados na figura 4.

    Perspectivas para o mercado de lubrificantes industriais ©QD Foto: iStockPhoto

    Não é surpresa que em primeiro lugar apareçam agrupados o aumento da produtividade das máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência energética que, em resumo, se traduzem na redução do custo operacional total, ou TCO.

    Em segundo lugar vemos os temas relacionados ao desenvolvimento da Indústria 4.0, tópico que está em alta na mídia e nas simulações de diversos cenários futuro para a manufatura industrial, e que inclui os avanços na automação industrial, manufatura aditiva, acompanhamento da produção real time e a Internet of Things (IoT).

    Em terceiro lugar, estão agrupados os desenvolvimentos em lubrificantes sintéticos, biolubrificantes e a demanda crescente por soluções de reciclagem dos óleos lubrificantes que de fato se correlacionam com os dois primeiros tópicos agrupados.

    Embora existam desafios específicos nas diferentes aplicações dos lubrificantes industriais (oléos hidráulicos, óleos para engrenagens, graxas industriais, etc.), as tendências futuras apontam em comum para o aumento da demanda de óleos básicos de alta qualidade (óleos básicos Grupo II, Grupo III/III+ e sintéticos) e a necessidade de desenvolvimento de aditivos mais robustos para atender aos novos requisitos nas aplicações e para o aumento do desempenho do produto final, bem como nos serviços prestados aos clientes.

    Tendências nos principais mercados de lubrificantes industriais

    Óleos hidráulicos – As preocupações ambientais continuarão a ser um dos fundamentos mais importantes no mercado de fluidos hidráulicos, já que muitas aplicações estão em locais e ambientes em que vazamentos ou mangueiras rompidas podem resultar em um derramamento significativo. Assim, empresas de aditivos e os formuladores permanecerão pressionados para criar fluidos biodegradáveis com aditivos não tóxicos e que não apresentem bioacumulação.

    A tendência seguinte é reduzir os custos dos sistemas de fluidos (tornando o equipamento menor para reduzir o risco de derramamentos de óleo em grande quantidade) e o descarte de resíduos.

    Há também um desejo simultâneo de estender os ciclos de troca de óleo. Isso exige sistemas que operem em temperaturas mais altas (já que os reservatórios são menores e menos capazes de resfriar o fluido). O uso prolongado a temperaturas mais altas, por sua vez, exige fluidos com melhor resistência à oxidação.

    Para lidar com esses fatores, os formuladores precisarão evoluir no uso de óleos básicos do Grupo II, Grupo III/III+ e Polialfaolefinas (PAO).

    Os aditivos terão que ser compatíveis com esses óleos altamente refinados e temperaturas mais altas. Os aditivos antioxidantes também precisarão de aprimoramentos.

    Metalworking Fluids – As regulamentações ambientais, restrições ao uso de produtos químicos e novas opções de lubrificantes e métodos de usinagem aumentarão a necessidade dos formuladores de MWF a se adaptarem a um mercado complexo, em rápida evolução e com foco em soluções de longo prazo.

    Ao longo dos anos, deveremos ver o uso crescente de biolubrificantes em MWF que hoje já superam os lubrificantes equivalentes à base de petróleo na maioria dos testes de lubrificação padrão, apresentando excelente lubricidade com ausência de emissões de compostos orgânicos voláteis (Volatile Organic Compounds, ou VOC).

    O aumento da demanda global por carros elétricos também terá um impacto bastante significativo no mercado de MWF, pois com a redução da demanda global por veículos com motores de combustão interna (Internal Combustion Engines ou ICEs) a necessidade de peças para ICE, como pistões, blocos de motor de pistão, válvulas e outros, não será mais necessária.

    Potencialmente, o impacto do Reach e GHS em MWF tende a ser maior que nos demais mercados de lubrificantes industriais dado que este mercado é um dos maiores consumidores de aditivos para lubrificantes acabados.

    Outras tendências importantes para esse mercado são o aumento da demanda por soluções de reciclagem e o movimento em direção à lubrificação por quantidade mínima (Minimum Quantity Lubrication ou MQL) e, ainda mais, à usinagem a seco, uma tendência à qual o mercado de MWF deve prestar muita atenção.

    Óleos para engrenagens – Nesse campo, encontramos aplicações como guinchos, equipamentos móveis, moedores, perfuratrizes, misturadores, entre outros, e aplicações nas quais o objetivo é reduzir ou aumentar a velocidade.

    As engrenagens usadas nessas diversas aplicações variam consideravelmente em tamanho, design e material de construção, e os óleos de engrenagens usados nessas aplicações geralmente têm requisitos muito variados para atender. Ao mesmo tempo, o arsenal do formulador, por razões ambientais, perdeu materiais, como os compostos de chumbo e solventes clorados.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *