Perspectivas 2015 – Tintas: Correção dos rumos da economia permitirá reverter a queda das vendas registrada em 2014

Além disso, o setor deve olhar com mais cuidado as áreas de sustentabilidade e da ética para acompanhar as perspectivas e oportunidades de desenvolvimento nacionais. No campo da sustentabilidade, a Abrafati atuou com as Federações de Tintas de todo o mundo para definir um posicionamento global do setor. “Trouxemos esse programa para o Brasil em 2014 e foi criada uma comissão especial do Conselho Diretor da entidade com a presença de especialistas para implementá-lo”, informou.

A ideia é gerar programas uniformes, com aspectos mensuráveis e que sejam efetivamente reportados, atestando a contribuição setorial ao meio ambiente e ao desenvolvimento econômico. “Não é só um conjunto de procedimentos, mas uma atuação direta com as fábricas do setor”, salientou. Ele observa que as companhias multinacionais já contam com programas similares em suas matrizes e podem contribuir com suas experiências para a formatação do programa local. A Abrafati criou uma gerência de sustentabilidade para lidar exclusivamente nesse programa, contando com a contratação de uma especialista no tema para comandá-la.

“Essa é uma prioridade, tanto assim que o tema central de todos os trabalhos que serão apresentados durante a Abrafati 2015 será exatamente a sustentabilidade, em seus pilares ambiental, social e econômico”, salientou.

Em tempos de “Petrolão”, a ética empresarial tornou-se prioridade para todos os ramos de atividade, incluindo o setor de tintas e vernizes. “Esse escândalo abalou a imagem o país lá fora, que é de onde vêm os investimentos”, lamentou Ferreira. A Abrafati pretende atualizar e reescrever seu código de ética, pois o atual já tem dez anos e não abrange situações que surgiram nesse intervalo de tempo. “A sustentabilidade, por exemplo, também é um imperativo ético”, comentou. “Nesse campo os avanços são sempre graduais, mas precisamos começar o processo.”

Nos dois casos, da ética e da sustentabilidade, os programas serão mandatórios para as empresas associadas. Caso alguma delas não os observe, só são cabíveis as punições no âmbito da entidade, como advertência, suspensão ou expulsão. Sem contar o dano à imagem dessa empresa perante o mercado.

Ferreira acredita que o benefício será mais amplo. “Já tivemos uma experiência parecida no campo tributário, quando conseguimos reduzir a sonegação mediante a redução dos impostos e da implantação da nota fiscal eletrônica”, afirmou.

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